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Análise de Níquel na Água: importância, riscos e controle da qualidade

30 de jul.
8 min de leitura

Introdução


A análise de níquel na água é um importante procedimento para avaliação da qualidade de águas destinadas ao consumo humano, além de ser relevante em diferentes contextos ambientais e industriais.


Embora o níquel seja um elemento naturalmente presente no ambiente e tenha diversas aplicações industriais, sua ocorrência em concentrações elevadas na água pode representar uma preocupação do ponto de vista ambiental e de saúde pública.


O níquel pode chegar à água por diferentes caminhos, incluindo processos naturais de mobilização de minerais, atividades industriais, contaminação ambiental e, em determinadas situações, pela lixiviação de materiais metálicos que entram em contato com a água.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que, embora a água normalmente represente uma parcela menor da exposição total ao níquel em comparação com os alimentos, sua contribuição pode ser relevante em situações específicas de contaminação.


No Brasil, a avaliação desse elemento também faz parte dos parâmetros utilizados para o controle da qualidade da água destinada ao consumo humano.


A Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece o valor máximo permitido de 0,07 mg/L (70 µg/L) de níquel para água destinada ao consumo humano.



O que é o níquel e como ele pode chegar à água?


O níquel é um elemento químico de símbolo Ni e número atômico 28. Trata-se de um metal encontrado naturalmente na crosta terrestre e utilizado amplamente na fabricação de ligas metálicas, aço inoxidável, revestimentos, componentes industriais e diversos outros produtos.


No ambiente, o níquel pode estar associado a minerais e ao solo. Dependendo das características geológicas e físico-químicas do local, esse elemento pode ser mobilizado e alcançar águas subterrâneas ou superficiais.


Além das fontes naturais, atividades humanas podem contribuir para sua presença no ambiente.


Processos industriais relacionados à metalurgia, fabricação de ligas, galvanoplastia, mineração e tratamento de superfícies metálicas estão entre os contextos que merecem atenção.


Outro aspecto importante é o contato da água com determinados materiais. Segundo a OMS, uma das principais fontes de níquel na água potável pode ser a lixiviação de metais que entram em contato com a água, incluindo torneiras, acessórios e materiais contendo níquel ou ligas metálicas.


Por isso, a identificação de níquel na água não deve ser analisada de maneira isolada. Quando são encontrados resultados elevados, é importante considerar a origem da água, as características do manancial, o sistema de abastecimento, os materiais utilizados nas instalações hidráulicas e possíveis fontes de contaminação.



Por que realizar a análise de níquel na água?


A análise laboratorial permite determinar a concentração de níquel presente em uma amostra e verificar se o resultado está de acordo com os padrões aplicáveis ao tipo de água analisada.


Para a água destinada ao consumo humano, o controle é especialmente importante porque a exposição ao níquel ocorre principalmente pela alimentação, mas a água pode contribuir de maneira significativa em determinadas condições.


A OMS estabelece atualmente um valor de referência de 0,07 mg/L para níquel na água potável.


A avaliação também é importante porque a concentração encontrada em uma amostra pode fornecer informações sobre as condições do sistema de abastecimento ou sobre possíveis fontes ambientais de contaminação.


Entre as situações em que a análise pode ser recomendada estão:

  • avaliação da qualidade de água para consumo humano;

  • monitoramento de poços e águas subterrâneas;

  • investigação de possíveis fontes de contaminação;

  • acompanhamento da qualidade da água em sistemas de abastecimento;

  • controle ambiental de atividades industriais;

  • monitoramento de áreas próximas a atividades de mineração ou metalurgia;

  • avaliação de água antes e depois de processos de tratamento;

  • investigação de resultados anteriores fora dos padrões estabelecidos.


A análise periódica também pode contribuir para a construção de um histórico da qualidade da água, permitindo identificar alterações ao longo do tempo.



Níquel na água oferece riscos à saúde?


A preocupação relacionada ao níquel está principalmente associada à exposição e à concentração do elemento.


A avaliação toxicológica considera diferentes formas de exposição e seus efeitos potenciais.


De acordo com a OMS, estudos relacionados à exposição oral ao níquel consideram efeitos sobre diferentes sistemas do organismo, enquanto avaliações experimentais apontam efeitos adversos associados à exposição a determinados compostos solúveis de níquel.


A OMS utiliza essas informações na definição de valores de referência para a água potável.


Isso não significa que a simples detecção de níquel na água indique necessariamente uma situação de risco imediato.


A interpretação depende da concentração encontrada, frequência de exposição, características da água e finalidade de uso, além dos critérios estabelecidos pela legislação aplicável.


Por essa razão, resultados laboratoriais devem ser interpretados tecnicamente, considerando o contexto da amostra e o padrão correspondente.



Qual é o limite de níquel permitido na água?


Para água destinada ao consumo humano no Brasil, a Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece o valor máximo permitido de 0,07 mg/L de níquel. Esse valor corresponde a 70 microgramas por litro (µg/L).


É importante destacar, entretanto, que diferentes tipos de água podem estar sujeitos a critérios distintos.


Por exemplo, documentos técnicos da CETESB apresentam valores específicos para diferentes meios e finalidades.


Para água subterrânea, a legislação ambiental pode estabelecer valores diferentes conforme o uso considerado, enquanto águas superficiais também possuem critérios próprios.


Assim, não é adequado utilizar um único limite para qualquer tipo de amostra. O laboratório e o responsável técnico devem considerar a origem e a finalidade da água antes de interpretar o resultado.


Como é feita a análise de níquel na água?


A determinação de níquel em água exige metodologia analítica capaz de identificar concentrações relativamente baixas do elemento.


Entre as técnicas utilizadas para determinação de metais em água estão métodos instrumentais como a espectrometria de massas com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS), a espectrometria de emissão atômica com plasma e técnicas de absorção atômica.


A EPA, por exemplo, possui o Method 200.8, voltado à determinação de elementos-traço em águas e resíduos por ICP-MS.


No Brasil, a própria Portaria GM/MS nº 888/2021 determina que as metodologias empregadas para os parâmetros previstos no padrão de potabilidade devem atender a normas nacionais ou internacionais reconhecidas, incluindo Standard Methods, EPA, ISO e metodologias propostas pela OMS.


A norma também estabelece que o limite de quantificação utilizado deve ser adequado ao valor máximo permitido para o parâmetro analisado.


Isso demonstra a importância de não avaliar apenas o equipamento utilizado. A confiabilidade do resultado depende de todo o processo analítico, incluindo coleta, preservação, preparo da amostra, metodologia, calibração, controle de qualidade e interpretação dos dados.



A importância da coleta correta da amostra


Uma análise laboratorial confiável começa antes da chegada da amostra ao laboratório.

A coleta deve ser realizada de acordo com procedimentos apropriados para o parâmetro investigado.


O recipiente, a conservação, o volume coletado, a identificação e o transporte podem influenciar a qualidade do resultado.


Quando o objetivo é investigar uma possível contaminação por níquel, também pode ser importante definir estrategicamente os pontos de coleta.


Em determinadas situações, comparar a água na entrada do sistema, após o tratamento, no reservatório e no ponto de consumo pode ajudar a identificar em qual etapa ocorre uma possível alteração.


Essa abordagem é particularmente relevante quando existe suspeita de que materiais metálicos do próprio sistema hidráulico estejam contribuindo para a presença do elemento.


A qualidade da amostragem é, portanto, parte essencial do controle analítico.



O que fazer quando o resultado apresenta níquel acima do permitido?


Quando uma análise apresenta concentração de níquel acima do padrão aplicável, a primeira medida deve ser evitar conclusões precipitadas e realizar uma avaliação técnica da situação.


É recomendável verificar:

  1. se a coleta foi realizada corretamente;

  2. se o ponto de coleta representa adequadamente a água que está sendo avaliada;

  3. se o resultado está acima do limite aplicável à finalidade daquela água;

  4. se existem possíveis fontes naturais ou antrópicas de níquel na região;

  5. se há componentes metálicos em contato com a água;

  6. se existe histórico de resultados semelhantes;

  7. se outros parâmetros apresentam alterações associadas.


Dependendo do caso, pode ser necessário realizar uma investigação complementar com novas amostras e diferentes pontos de coleta.


Somente depois de identificada a possível origem da contaminação é possível avaliar medidas de controle ou tratamento de maneira mais adequada.



Por que escolher um laboratório especializado?


A análise de níquel pode envolver concentrações muito baixas e exige controle rigoroso das etapas analíticas.


Por isso, a escolha de um laboratório com estrutura adequada é fundamental para obter resultados confiáveis.


Um laboratório especializado deve trabalhar com procedimentos documentados, controles de qualidade e metodologias reconhecidas.


Para análises relacionadas ao controle da qualidade da água para consumo humano, a legislação brasileira estabelece requisitos relacionados às boas práticas laboratoriais, ao sistema de gestão da qualidade e à utilização de metodologias reconhecidas.


Além do resultado numérico, o laudo deve fornecer informações que permitam compreender adequadamente o ensaio realizado e avaliar sua conformidade com o parâmetro aplicável.



Análise de Níquel na Água com laboratório especializado


A análise de níquel na água é uma ferramenta importante para o monitoramento da qualidade dos recursos hídricos e para o controle de águas destinadas ao consumo humano.


A realização periódica desse ensaio permite identificar alterações na concentração do elemento, investigar possíveis fontes de contaminação e auxiliar na tomada de decisões relacionadas ao tratamento e ao controle da qualidade da água.


Nosso laboratório oferece análise de níquel na água, contribuindo para avaliações ambientais, controle de qualidade e monitoramento de sistemas de abastecimento.


Se sua empresa, condomínio, indústria, propriedade rural ou sistema de abastecimento precisa verificar a presença de níquel na água, entre em contato com nossa equipe para obter informações sobre coleta, condições da análise, metodologia e envio das amostras.


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Conclusão


A presença de níquel na água pode estar relacionada tanto a características naturais do ambiente quanto a atividades humanas e ao contato da água com determinados materiais metálicos.


Por esse motivo, sua avaliação deve fazer parte de uma estratégia adequada de monitoramento quando houver indicação ou necessidade de investigação.


Para águas destinadas ao consumo humano, a legislação brasileira estabelece 0,07 mg/L como valor máximo permitido para níquel, enquanto outros tipos de água podem estar sujeitos a critérios específicos conforme sua origem e finalidade.


A análise de níquel na água realizada por laboratório especializado permite obter informações confiáveis sobre a concentração do elemento e pode auxiliar na identificação de possíveis alterações na qualidade da água.


Mais do que simplesmente detectar a presença de um metal, o monitoramento laboratorial possibilita compreender melhor as características da água e apoiar medidas de prevenção, controle e gestão ambiental.



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Perguntas frequentes sobre análise de níquel na água


1. O que é a análise de níquel na água?

É um ensaio laboratorial utilizado para determinar a concentração de níquel presente em uma amostra de água. O resultado pode ser comparado ao padrão estabelecido para a finalidade específica da água.


2. Qual é o limite de níquel na água potável?

No Brasil, a Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece 0,07 mg/L (70 µg/L) como valor máximo permitido para níquel na água destinada ao consumo humano.


3. De onde vem o níquel encontrado na água?

O níquel pode ter origem natural, associado às características geológicas do local, ou estar relacionado a atividades industriais, mineração, contaminação ambiental e lixiviação de materiais metálicos em contato com a água.


4. A água de poço pode apresentar níquel?

Sim. O níquel pode ocorrer naturalmente em águas subterrâneas ou chegar a elas em decorrência de atividades humanas. Por isso, análises laboratoriais podem ser importantes para avaliar a qualidade de águas de poços.


5. Como é feita a análise de níquel?

Podem ser utilizadas técnicas instrumentais específicas para determinação de elementos-traço, como ICP-MS e outras técnicas de espectrometria. A metodologia deve apresentar desempenho adequado ao nível de concentração que precisa ser determinado.


6. O que fazer se o resultado estiver acima do limite?

É importante avaliar tecnicamente o resultado, verificar a coleta e investigar possíveis fontes de níquel. Dependendo da situação, pode ser recomendada uma nova amostragem em diferentes pontos do sistema para identificar a origem da alteração.


7. A análise de níquel pode ser feita junto com outros metais?

Sim. Dependendo do objetivo do monitoramento, é possível solicitar um conjunto de análises para diferentes elementos químicos, permitindo uma avaliação mais abrangente da qualidade da água.




 
 
 

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