top of page

Análise de Magnésio em Cápsulas: Importância, Métodos, Desafios e Garantia de Qualidade Laboratorial

Introdução: por que analisar o magnésio em cápsulas?


O magnésio é um mineral essencial para o funcionamento adequado do organismo humano e está presente em centenas de reações metabólicas fundamentais.


Atua como cofator de enzimas envolvidas na síntese de proteínas, na regulação da contração muscular, na transmissão de impulsos nervosos, na produção de energia celular (ATP) e no equilíbrio eletrolítico.


Justamente por sua importância fisiológica, o interesse no consumo de suplementos de magnésio cresceu de maneira notável nos últimos anos.


Consumidores buscam o mineral para melhora do sono, recuperação muscular, relaxamento, suporte ao sistema nervoso, desempenho físico e equilíbrio metabólico.


No entanto, a popularização dos suplementos trouxe uma consequência inevitável: a enorme diversidade de produtos no mercado, variando em formas químicas, concentrações, matérias-primas e métodos de fabricação.


Diante dessa ampliação de oferta, a análise laboratorial de magnésio em cápsulas tornou-se indispensável não apenas para fabricantes e marcas de nutracêuticos, mas também para consumidores, profissionais de saúde, órgãos reguladores e distribuidores.


A garantia de que cada cápsula contém, de fato, a quantidade indicada na rotulagem é um elemento básico — porém crítico — da qualidade.


Problemas como subdosagem, superdosagem, contaminação cruzada, perda de estabilidade, variações significativas entre lotes, matérias-primas adulteradas ou processos mal controlados podem comprometer a eficácia do produto, gerar riscos à saúde e desencadear problemas regulatórios sérios.


Nesse cenário, a análise de magnésio em cápsulas surge como uma ferramenta robusta para assegurar confiabilidade e conformidade, permitindo que o produto chegue ao mercado atendendo a padrões de segurança, desempenho e integridade.


Este artigo apresenta, em profundidade, como esse processo ocorre, por que é tão importante, quais métodos são utilizados e como um laboratório especializado garante precisão, rastreabilidade e qualidade analítica.



Desafios de qualidade nos suplementos de magnésio


Embora pareça simples produzir um suplemento em cápsulas contendo magnésio, o processo industrial envolve uma série de parâmetros que precisam ser rigorosamente controlados.


A literatura científica e avaliações de órgãos reguladores mostram que desvios de qualidade são mais frequentes do que se imagina.



Variabilidade de conteúdo


Um dos problemas mais comuns observados em suplementos minerais é a falta de uniformidade entre cápsulas do mesmo lote.


Isso ocorre quando o processo de mistura (blendagem) não garante a distribuição homogênea do ativo.


Para o consumidor, isso significa que cada cápsula pode conter uma quantidade diferente do mineral — algumas abaixo e outras acima da dose indicada no rótulo.


Na prática, isso compromete a eficácia e a previsibilidade do uso. Além disso, a legislação exige que o valor real encontrado em laboratório esteja dentro de uma faixa de tolerância em relação ao valor rotulado.


A depender da categoria do produto, desvios excessivos podem caracterizar infração sanitária.



Matérias-primas de qualidade variável


O magnésio pode ser apresentado em diversas formas químicas:


  • óxido de magnésio

  • citrato de magnésio

  • cloreto de magnésio

  • bisglicinato de magnésio

  • malato de magnésio, entre outros.


Cada uma dessas formas possui características distintas de solubilidade, pureza, biodisponibilidade e comportamento analítico.


A qualidade das matérias-primas influencia diretamente o conteúdo final e a capacidade de a cápsula liberar o ativo.


Problemas como impurezas, umidade excessiva, degradação e não conformidade com especificações farmacopéicas podem interferir tanto na eficácia quanto na segurança do produto.



Rotulagem enganosa


Há registros de denúncias de consumidores e avaliações independentes que revelaram quantidades significativamente inferiores de magnésio declarado no rótulo em alguns suplementos.


Em situações mais graves, foram detectados produtos sem quantidade mensurável do ativo ou com tipo de sal diferente do informado.


Esse tipo de problema prejudica a credibilidade da marca e pode resultar em sanções legais.


Além disso, consumidores podem não obter o efeito esperado, contribuindo para desconfiança generalizada em relação ao setor.



Interferências analíticas


Determinar magnésio em matrizes sólidas pode parecer simples, mas há desafios importantes.


Elementos como cálcio, potássio e sódio podem interferir na leitura de equipamentos espectrométricos se o método não for adequadamente validado.


O uso de digestão por micro-ondas também exige otimização de tempo, temperatura e ácidos, garantindo completa solubilização da amostra.



Impactos na saúde


Suplementos mal dosados podem trazer consequências. Um produto subdosado é ineficaz; já um produto superdosado pode causar diarreia, desconforto gastrointestinal, distúrbios eletrolíticos e, em casos extremos, risco para populações vulneráveis.


Assim, torna-se evidente que a análise laboratorial não é apenas um requisito regulatório: é um instrumento essencial de proteção à saúde.



Métodos analíticos para determinar magnésio em cápsulas


A análise de magnésio em cápsulas exige precisão, replicabilidade e sensibilidade. Apesar de existirem métodos mais simples, os laboratórios que trabalham em nível profissional utilizam técnicas instrumentais de alta performance para garantir resultados confiáveis e rastreáveis.


A seguir, apresentamos os métodos mais utilizados na rotina laboratorial de determinação de magnésio.



Digestão de amostras: etapa pré-analítica fundamental


Antes da quantificação propriamente dita, a cápsula precisa ser transformada em uma solução homogênea que contenha magnésio totalmente disponível para medição. Isso é feito pela digestão da amostra.


Os principais métodos de digestão incluem:


a) Digestão por micro-ondas


Método mais usado em laboratórios modernos. Envolve a utilização de ácidos (geralmente nítrico ou mistura nitro-perclórica) aplicados em um sistema fechado, aquecido e pressurizado.

Vantagens:


  • maior reprodutibilidade

  • menor risco de contaminação

  • menor consumo de reagentes

  • maior eficiência na solubilização de óxidos e sais menos solúveis



b) Digestão em bloco aquecido


Método tradicional, menos preciso, mais lento e com maior risco de perdas por volatilização.



c) Solubilização direta


Utilizado apenas para matérias-primas solúveis e não para cápsulas completas.



ICP-OES (Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma Indutivamente Acoplado)


É o método mais utilizado para determinação de metais e minerais, incluindo magnésio.


Princípio:


A amostra digerida é nebulizada em um plasma extremamente quente (cerca de 8.000 K), onde os elementos emit em comprimentos de onda específicos. Essa emissão é captada por detectores, gerando o valor de concentração.


Por que é ideal para magnésio?


  • alta sensibilidade

  • excelente repetibilidade

  • baixo limite de detecção

  • capacidade de analisar vários elementos simultaneamente

  • reduzidas interferências químicas e espectrais


Limitações:


  • necessidade de calibração rigorosa

  • equipamentos de custo elevado

  • interferências em matrizes complexas se não houver correções adequadas



ICP-MS (Espectrometria de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado)


É ainda mais sensível que o ICP-OES, permitindo detecções em concentrações extremamente baixas.


É utilizado quando se deseja quantificação ultra-traço ou quando há intenção de medir impurezas metálicas que podem acompanhar o magnésio.


Vantagens:


  • altíssima sensibilidade

  • capacidade de detectar contaminações muito pequenas

  • análise multielementar



Desvantagens:


  • maior suscetibilidade à interferência de íons isobáricos

  • custo muito mais elevado

  • demanda analítica maior



Métodos colorimétricos


Alguns laboratórios utilizam métodos baseados em reações colorimétricas, como aquelas envolvendo azul de xilenol.


Embora sejam úteis para triagem ou análises de rotina simples, não atingem o nível de precisão necessário para fins regulatórios quando aplicados isoladamente.


Vantagens:


  • custo baixo

  • execução simples

  • útil para controle interno



Desvantagens:


  • sensibilidade reduzida

  • interferência química significativa

  • dependência de condições reacionais estritas



Por essa razão, laboratórios de referência utilizam ICP-OES ou ICP-MS como padrão ouro para quantificação de magnésio.



Validação do método: critério indispensável


Para que a análise seja tecnicamente confiável, o método precisa ser validado segundo parâmetros internacionalmente aceitos. Isso inclui:



Precisão (repetibilidade e reprodutibilidade)


O método deve ser capaz de produzir resultados consistentes sob as mesmas condições (repetibilidade) e entre analistas, equipamentos ou dias diferentes (reprodutibilidade).



Exatidão


O valor encontrado deve refletir o valor real do magnésio presente. Isso é testado comparando-se resultados a materiais de referência certificados.



Limite de detecção e quantificação


Define a menor quantidade de magnésio que o método consegue medir.



Robustez e especificidade


É a capacidade do método de manter sua performance mesmo com pequenas variações operacionais, além de sua habilidade de medir magnésio sem interferências de outros elementos.



Linearidade e faixa


É necessário que a resposta analítica seja linear ao longo da faixa de concentrações usadas no estudo.


A validação garante que o laboratório domine o método e possa comprovar que seus resultados são confiáveis e científicos.



Interpretação dos resultados e controle de qualidade


A análise de magnésio não se limita a medir a quantidade presente. O laboratório precisa interpretar e avaliar se o produto está em conformidade.



Uniformidade de conteúdo


Cada cápsula deve conter teor próximo ao informado no rótulo. A legislação preconiza limites que variam conforme o tipo de produto.


Desvios excessivos podem indicar má produção, má mistura ou problemas de encapsulamento.



Teor rotulado x teor encontrado


Se um suplemento declara 260 mg de magnésio por cápsula, o resultado laboratorial deve estar dentro da faixa de tolerância.


Diferenças significativas caracterizam não conformidade.



Avaliação estatística


Os laboratórios aplicam testes estatísticos para verificar:


  • desvio padrão

  • variações entre cápsulas

  • homogeneidade do lote

  • conformidade da média dos resultados



Reprovação e implicações


Caso um lote apresente não conformidade:


  • o fabricante deve identificar a causa raiz

  • produtos podem ser recolhidos

  • ajustes de processamento devem ser implementados

  • novos testes são exigidos



Conclusão


A análise de magnésio em cápsulas é uma etapa fundamental para garantir a segurança, a eficácia e a confiabilidade dos suplementos comercializados no Brasil.


Em um mercado cada vez mais competitivo, consumidores exigem transparência, marcas buscam diferenciação e órgãos reguladores demandam conformidade rigorosa.


Investir em análises laboratoriais não é apenas cumprir exigências legais — é assegurar que o produto entregue ao consumidor está dentro do padrão de excelência.


A utilização de técnicas avançadas como ICP-OES e ICP-MS, aliada a processos robustos de validação e controle de qualidade, permite que fabricantes desenvolvam produtos confiáveis, seguros e competitivos.


Para empresas que desejam garantir credibilidade, reduzir riscos e elevar a qualidade de seus suplementos, contar com um laboratório especializado nessas análises é um diferencial decisivo.



A Importância de Escolher o Lab2bio


Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises microbiológicas.


Empresas do setor alimentício, indústrias farmacêuticas, laboratórios e outros segmentos confiam no Lab2bio para garantir a segurança e qualidade do seu alimento.


Evitar riscos de contaminação é um compromisso com a saúde de seus clientes e com a longevidade do seu negócio. Investir em análises periódicas é um diferencial que fortalece sua reputação e evita prejuízos futuro.


Para saber mais sobre Análise de Alimentos com o Laboratório LAB2BIO - Análises de Ar, Água, Alimentos, Swab e Efluentes ligue para (11) 91138-3253 (WhatsApp) ou (11) 2443-3786 ou clique aqui e solicite seu orçamento.



FAQ – Perguntas Frequentes



1. Por que devo analisar o teor de magnésio em minhas cápsulas?

Para garantir que o teor rotulado corresponde ao teor real presente no produto, evitando problemas regulatórios, recalls e perda de credibilidade.



2. Qual método é mais recomendado para essa análise?

O método mais utilizado é o ICP-OES pela excelente precisão, sensibilidade e robustez. Em análises mais avançadas ou com necessidade de ultra-traço, usa-se ICP-MS.



3. Quanto tempo leva o resultado da análise?

Em geral, a depender do fluxo e da complexidade, entre 3 e 10 dias úteis.



4. Quanto custa analisar magnésio em cápsulas?

O valor depende da quantidade de amostras, do método escolhido e da necessidade de ensaios complementares.



5. O que acontece se o teor encontrado estiver fora da tolerância?

O lote pode ser reprovado, exigindo investigação interna do fabricante e, em alguns casos, ações corretivas como refação de lote ou recolhimento.



6. É possível analisar também impurezas metálicas?

Sim. Para isso, utiliza-se geralmente o ICP-MS, capaz de detectar metais pesados em níveis muito baixos.





 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.

Solicite sua Análise

Entre em contato com o nosso time técnico para fazer uma cotação

whatsapp.png

WhatsApp

yrr-removebg-preview_edited.png
58DD365B-BBCA-4AB3-A605-C66138340AA2.PNG

Telefone Matriz
(11) 2443-3786

Unidade - SP - Matriz

Rua Quinze de Novembro, 85  

Sala 113 e 123 - Centro

Guarulhos, SP - 07011-030

(11) 91138-3253

(11) 2443-3786

Termos de Uso

Sobre Nós

Reconhecimentos

Fale Conosco

Unidade - Minas Gerais

Rua São Mateus, 236 - Sala 401

São Mateus, Juiz de Fora - MG, 36025-000

(11) 91138-3253

(11) 2443-3786

Unidade - Espírito Santo

Rua Ebenezer Francisco Barbosa, 06  Santa Mônica - Vila Velha, ES      29105-210

(11) 91138-3253

(11) 2443-3786

© 2026 por Lab2Bio - Grupo JND Soluções - Desenvolvido por InfoWeb Solutions

bottom of page