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Análise de Glifosato + AMPA na Água: importância, métodos e controle da qualidade

Introdução


A qualidade da água está diretamente relacionada à proteção da saúde pública, à preservação dos recursos hídricos e à segurança dos processos que dependem desse recurso.


Entre os contaminantes que podem ser investigados em águas superficiais, subterrâneas e destinadas ao consumo humano estão os resíduos de agrotóxicos, incluindo o glifosato e seu principal produto de transformação, o AMPA.


A análise de Glifosato + AMPA na água permite identificar e quantificar a presença dessas substâncias em uma amostra, fornecendo informações importantes para o monitoramento da qualidade da água e para a avaliação de sua conformidade com parâmetros estabelecidos pela legislação aplicável.


No Brasil, a Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e inclui o parâmetro Glifosato + AMPA, com valor máximo permitido de 500 µg/L.



O que são Glifosato e AMPA?


O glifosato é um herbicida utilizado no controle de plantas daninhas em diferentes sistemas agrícolas.


Por apresentar elevada solubilidade em água e propriedades químicas específicas, seu comportamento no ambiente depende de fatores como características do solo, condições climáticas, atividade microbiológica e características do corpo hídrico.


O AMPA, sigla para ácido aminometilfosfônico, é o principal produto de transformação do glifosato no ambiente.


Por isso, a investigação conjunta dessas duas substâncias é importante para compreender de maneira mais completa a ocorrência de resíduos relacionados ao uso do herbicida.


A presença de AMPA, portanto, não significa necessariamente que houve uma aplicação recente de glifosato.


O composto pode permanecer no ambiente como resultado da transformação do herbicida anteriormente presente.


Esse aspecto torna a análise conjunta especialmente relevante em programas de monitoramento ambiental e de qualidade da água.



Como o Glifosato pode chegar à água?


A ocorrência de glifosato e AMPA em recursos hídricos pode estar relacionada principalmente às atividades agrícolas, especialmente em regiões onde existe utilização frequente de herbicidas.


A entrada desses compostos nos ambientes aquáticos pode ocorrer por diferentes mecanismos, como escoamento superficial, transporte associado a partículas do solo, processos de drenagem e outras formas de transporte ambiental.


Além das áreas agrícolas, o monitoramento pode ser importante próximo a regiões urbanas, áreas de infraestrutura, estradas e outros locais onde herbicidas possam ser utilizados.


Estudos ambientais demonstram que glifosato e AMPA podem ser encontrados em águas superficiais, reforçando a importância do monitoramento analítico.


Pesquisas realizadas com diferentes métodos instrumentais também mostram que a detecção pode ocorrer em concentrações muito baixas, exigindo técnicas analíticas adequadas.



Por que realizar a análise de Glifosato + AMPA na água?


A análise laboratorial é uma ferramenta essencial para transformar uma suspeita de contaminação em uma informação quantitativa.


Uma água visualmente limpa, transparente e sem odor característico não necessariamente está livre de contaminantes químicos.


Resíduos de agrotóxicos podem estar presentes em concentrações que não provocam alterações perceptíveis nas características físicas da água.


Por esse motivo, a avaliação depende de métodos analíticos capazes de detectar os compostos de interesse em níveis baixos.


A análise de Glifosato + AMPA na água pode ser utilizada em diferentes situações, incluindo:

  • monitoramento de água destinada ao consumo humano;

  • avaliação de águas superficiais, como rios, córregos e represas;

  • investigação de águas subterrâneas;

  • monitoramento de áreas agrícolas;

  • avaliação de possíveis fontes de contaminação;

  • acompanhamento de programas ambientais;

  • controle de qualidade de sistemas de abastecimento;

  • investigação após suspeita de presença de agrotóxicos.


A análise também pode auxiliar na tomada de decisões relacionadas ao tratamento da água e ao acompanhamento de possíveis fontes de contaminação.



O que a legislação brasileira estabelece?


Para água destinada ao consumo humano, a Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, estabelece procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água e apresenta parâmetros relacionados a substâncias químicas, incluindo agrotóxicos.


Na tabela de padrão de potabilidade, o parâmetro Glifosato + AMPA possui valor máximo permitido de 500 µg/L.


A legislação apresenta o parâmetro de forma conjunta, considerando o glifosato e o AMPA.


É importante destacar que o resultado de uma análise deve ser interpretado considerando a finalidade da água, a legislação aplicável, a metodologia empregada e os limites de detecção e quantificação do laboratório.


Além disso, normas e requisitos regulatórios podem ser atualizados. Em 2026, por exemplo, o Ministério Público Federal apresentou propostas para o aprimoramento das regras nacionais relacionadas à qualidade da água para consumo humano, incluindo questões relacionadas ao controle de agrotóxicos.


Por isso, a interpretação de resultados deve sempre considerar a legislação vigente no momento da avaliação.



Como é feita a análise de Glifosato + AMPA?


A determinação de glifosato e AMPA exige metodologia analítica apropriada, uma vez que esses compostos apresentam características químicas que podem dificultar sua determinação por técnicas convencionais.


Uma referência internacional específica é a ISO 16308:2014, que estabelece método para determinação da fração dissolvida de glifosato e AMPA em água potável, água subterrânea e água superficial utilizando cromatografia líquida de alta eficiência associada à espectrometria de massas em tandem, conhecida como HPLC-MS/MS.


A norma contempla concentrações na faixa de 0,03 a 1,5 µg/L e foi confirmada como vigente em 2026.


Na prática laboratorial, técnicas baseadas em cromatografia líquida e espectrometria de massas são importantes porque permitem uma identificação mais específica dos compostos, inclusive quando presentes em concentrações muito baixas.


Dependendo da metodologia adotada, podem ser empregadas etapas de preparação da amostra, concentração e/ou derivatização antes da análise instrumental.


Estudos científicos demonstram diferentes estratégias para melhorar a sensibilidade e reduzir possíveis interferências da matriz da água.


O método utilizado deve ser adequado à matriz analisada e devidamente validado para as condições do ensaio.



A importância do limite de detecção e do limite de quantificação


Em análises de contaminantes ambientais, não basta utilizar um equipamento de alta tecnologia.


Também é necessário garantir que o método consiga detectar e quantificar o analito com confiabilidade.


O limite de detecção (LD) representa, de maneira simplificada, a menor concentração que pode ser diferenciada de forma confiável da ausência do composto.


Já o limite de quantificação (LQ) está relacionado à menor concentração que pode ser quantificada com desempenho analítico adequado.


Essa diferença é importante na interpretação dos laudos. Um resultado informado como “< LQ”, por exemplo, significa que a concentração está abaixo do limite de quantificação estabelecido para aquele método. Isso não necessariamente significa ausência absoluta da substância.


A escolha de um laboratório com metodologia compatível com o objetivo da análise é, portanto, fundamental.



Por que analisar Glifosato e AMPA conjuntamente?


A análise conjunta oferece uma visão mais abrangente da ocorrência desses compostos na água.


Enquanto o glifosato corresponde ao ingrediente ativo do herbicida, o AMPA é seu principal produto de transformação.


Dessa forma, a determinação simultânea permite avaliar não apenas a presença do composto original, mas também a ocorrência de seu principal metabólito ambiental.


A própria ISO 16308:2014 foi desenvolvida especificamente para a determinação conjunta de glifosato e AMPA em diferentes tipos de água.


Além disso, pesquisas ambientais demonstram que AMPA pode ser encontrado em águas superficiais e, em determinadas situações, apresentar ocorrência relevante em relação ao glifosato.



Quem deve realizar esse tipo de análise?


A análise pode ser importante para empresas, produtores rurais, responsáveis por sistemas de abastecimento, propriedades rurais, gestores ambientais, indústrias e outros responsáveis pela qualidade de recursos hídricos.


Em determinadas situações, a investigação também pode ser recomendada quando existe suspeita de influência de atividades agrícolas sobre uma fonte de abastecimento.


Para obter um resultado confiável, é importante observar não apenas o laboratório escolhido, mas também a coleta, o acondicionamento, o transporte e a identificação correta da amostra.


Uma coleta inadequada pode comprometer a representatividade do resultado, mesmo quando o procedimento analítico realizado posteriormente apresenta excelente desempenho.




Análise de Glifosato + AMPA na água em laboratório

A análise de Glifosato + AMPA na água é uma ferramenta importante para o controle da qualidade dos recursos hídricos e para a avaliação de possíveis resíduos de agrotóxicos.


A utilização de métodos instrumentais adequados permite identificar concentrações que não podem ser observadas por características sensoriais da água.


Dessa maneira, o ensaio laboratorial complementa outras avaliações físico-químicas e microbiológicas utilizadas no controle da qualidade.


Para empresas, propriedades rurais, sistemas de abastecimento e responsáveis ambientais, contar com um laboratório capacitado para esse tipo de determinação contribui para decisões baseadas em dados analíticos confiáveis.



Faça a análise de Glifosato + AMPA na água


Precisa verificar a presença de glifosato e AMPA em uma amostra de água?

O laboratório pode realizar a análise de Glifosato + AMPA na água, contribuindo para o monitoramento da qualidade e para a avaliação de conformidade com os parâmetros aplicáveis.


Entre em contato com o laboratório para obter informações sobre coleta, volume de amostra, prazo de análise, metodologia, limites analíticos e condições para envio das amostras.



Conclusão


A análise de Glifosato + AMPA na água desempenha papel importante no monitoramento de resíduos de agrotóxicos e na avaliação da qualidade dos recursos hídricos.


O glifosato é um herbicida amplamente utilizado, enquanto o AMPA é seu principal produto de transformação.


Para água destinada ao consumo humano, a legislação brasileira estabelece atualmente o valor máximo permitido de 500 µg/L para o parâmetro Glifosato + AMPA.


A confiabilidade do resultado depende de diversos fatores, incluindo coleta adequada, conservação da amostra, metodologia analítica, sensibilidade do método e controle de qualidade laboratorial.


Por isso, quando existe necessidade de verificar a presença desses compostos, a realização de uma análise especializada é uma etapa fundamental para obter informações técnicas que possam orientar ações de controle, monitoramento e gestão da qualidade da água.



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Perguntas frequentes — FAQ


1. O que é a análise de Glifosato + AMPA na água?

É um ensaio laboratorial utilizado para determinar a presença e a concentração de glifosato e AMPA em uma amostra de água.


2. O que significa AMPA?

AMPA é a sigla de ácido aminometilfosfônico, considerado o principal produto de transformação do glifosato no ambiente.


3. Glifosato e AMPA são analisados juntos?

Sim. Existem métodos específicos para a determinação conjunta dos dois compostos. A ISO 16308:2014, por exemplo, contempla a determinação de glifosato e AMPA em água por cromatografia líquida associada à espectrometria de massas em tandem.


4. Qual é o limite permitido para Glifosato + AMPA na água potável?

A Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece valor máximo permitido de 500 µg/L para o parâmetro Glifosato + AMPA na água destinada ao consumo humano.


5. É possível detectar glifosato em água mesmo que ela pareça limpa?

Sim. A presença de resíduos químicos não necessariamente altera a aparência, o odor ou o sabor da água. Por isso, é necessária análise laboratorial para identificar e quantificar esses compostos.


6. A análise pode ser realizada em água de poço?

Sim. A ISO 16308:2014 contempla a determinação de glifosato e AMPA em água subterrânea, além de água potável e água superficial.


7. Por que é importante analisar o AMPA junto com o glifosato?

Porque o AMPA é um importante produto de transformação do glifosato. A análise conjunta fornece uma avaliação mais abrangente da ocorrência desses compostos no ambiente.


8. Onde realizar a análise de Glifosato + AMPA na água?

A análise deve ser realizada por laboratório que disponha de metodologia adequada, controle de qualidade analítico e capacidade de atingir os limites necessários para a finalidade da avaliação.




 
 
 

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