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Análise de Hidroxizina em Cosméticos: importância do controle e da detecção de substâncias não permitidas

11 de nov. de 2025
7 min de leitura

Introdução


A qualidade e a segurança dos produtos cosméticos dependem não apenas da seleção adequada de matérias-primas, mas também do controle da composição final.


Nesse contexto, a análise de hidroxizina em cosméticos pode ser empregada como uma ferramenta importante para verificar a presença de uma substância de ação farmacológica que não deve ser utilizada em produtos cosméticos.


A hidroxizina é um anti-histamínico de primeira geração, com atividade antagonista dos receptores H1 da histamina.


A substância apresenta propriedades sedativas, ansiolíticas e antipruriginosas e possui utilização reconhecida no contexto farmacêutico. Seu número CAS é 68-88-2.


Por apresentar atividade farmacológica, a presença de hidroxizina em uma formulação cosmética exige atenção especial.


No Brasil, a Anvisa estabelece listas específicas de substâncias que não podem ser utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A hidroxizina consta nessa relação, identificada pelo CAS 68-88-2.



O que é a hidroxizina?


A hidroxizina é uma substância pertencente à classe dos anti-histamínicos. Sua principal ação farmacológica está relacionada ao bloqueio dos receptores H1 da histamina, mecanismo associado à redução de manifestações relacionadas a processos alérgicos e à coceira.


Quimicamente, a hidroxizina apresenta fórmula molecular C₂₁H₂₇ClN₂O₂ e massa molecular aproximada de 374,9 g/mol. O CAS 68-88-2 é um dos principais identificadores utilizados para sua rastreabilidade analítica.


A substância também possui diferentes formas farmacêuticas e sais utilizados na área de medicamentos.


A própria documentação da Anvisa relaciona a hidroxizina e seus derivados à nomenclatura oficial de substâncias farmacêuticas.


Essa característica é relevante para o setor cosmético porque um produto de higiene pessoal, cosmético ou perfume deve apresentar composição compatível com sua finalidade e com as exigências estabelecidas pela regulamentação sanitária.



Por que analisar hidroxizina em cosméticos?


A análise de hidroxizina em cosméticos pode ser solicitada principalmente em situações de controle de qualidade, investigação de formulações, avaliação de matérias-primas, verificação de conformidade e investigação de possíveis adulterações.


A identificação de substâncias farmacologicamente ativas em produtos cosméticos é uma questão importante para a segurança sanitária.


A presença de um composto não declarado ou não permitido pode indicar que a formulação não corresponde à composição esperada ou que determinada matéria-prima apresenta contaminação ou adulteração.


No caso específico da hidroxizina, a atenção é ainda maior porque a substância está incluída na lista brasileira de substâncias que não podem ser utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A RDC nº 529/2021 estabelece justamente essa categoria de controle regulatório.


Por esse motivo, a análise laboratorial pode contribuir para responder a uma questão objetiva: há ou não hidroxizina presente na amostra analisada?


Dependendo do objetivo do estudo e da metodologia empregada, também pode ser possível realizar uma determinação quantitativa, permitindo avaliar a concentração encontrada na matriz.



Como é realizada a análise de hidroxizina?


A escolha da metodologia depende da matriz, da concentração esperada, das características físico-químicas da formulação e do nível de sensibilidade necessário.


Entre as técnicas cromatográficas utilizadas para a investigação de hidroxizina estão métodos baseados em cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC/CLAE) e, especialmente quando é necessária elevada seletividade e sensibilidade, técnicas de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS).


A literatura científica descreve, inclusive, métodos específicos para a determinação simultânea de hidroxizina e outros anti-histamínicos em produtos cosméticos, empregando extração em fase sólida associada à cromatografia líquida e espectrometria de massas em tandem.


A cromatografia líquida também é utilizada para a determinação de hidroxizina em outras matrizes.


Estudos de controle analítico demonstram a aplicação de HPLC para sua quantificação, enquanto métodos mais sofisticados podem utilizar LC-MS/MS para aumentar a capacidade de identificação e confirmação do analito.


Em uma análise laboratorial, de maneira geral, o processo pode envolver:

  1. recebimento e identificação da amostra;

  2. preparação da matriz;

  3. extração do analito;

  4. separação cromatográfica;

  5. detecção e identificação da hidroxizina;

  6. quantificação, quando aplicável;

  7. avaliação dos resultados conforme o objetivo da análise.


A preparação da amostra é especialmente importante em cosméticos porque diferentes produtos podem apresentar óleos, silicones, tensoativos, polímeros, fragrâncias, pigmentos e outros componentes capazes de interferir na determinação analítica.



A importância da identificação correta da substância


Um dos pontos fundamentais em análises químicas de produtos cosméticos é garantir que o composto identificado seja realmente o analito investigado.


A utilização de identificadores como nome da substância, nomenclatura química e número CAS auxilia na rastreabilidade.


Para a hidroxizina, o CAS 68-88-2 permite diferenciá-la de outras substâncias com nomes semelhantes ou pertencentes à mesma classe farmacológica.


Além disso, a Anvisa mantém ferramentas destinadas à padronização da nomenclatura de ingredientes cosméticos.


O painel de tradução INCI permite consultar ingredientes por nomenclatura ou número CAS e verificar informações relacionadas à situação da denominação utilizada.


Essa rastreabilidade é importante tanto para fabricantes quanto para laboratórios, distribuidores e empresas responsáveis pelo controle de qualidade.



Hidroxizina em cosméticos: o que a legislação brasileira estabelece?


A legislação sanitária brasileira estabelece diferentes listas para controlar substâncias utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.


A RDC nº 529, de 4 de agosto de 2021, dispõe sobre a lista de substâncias que não podem ser utilizadas nesses produtos. Na relação, a hidroxizina aparece identificada como Hidroxizina, com CAS 68-88-2.


Portanto, a análise da substância pode ter uma finalidade importante de verificação de conformidade regulatória, principalmente quando existe suspeita de presença não declarada ou necessidade de investigar a composição de uma amostra.


É importante lembrar que a regularização de cosméticos envolve diferentes requisitos e que a situação de um produto deve ser avaliada considerando sua categoria, formulação, rotulagem e regularização perante a autoridade sanitária.


A Anvisa disponibiliza sistemas específicos para consulta da situação de produtos sujeitos à vigilância sanitária.



Controle de qualidade e segurança dos produtos cosméticos


O controle analítico é uma das etapas que contribuem para assegurar a qualidade de produtos disponibilizados ao consumidor.


A realização de análises específicas pode ser necessária quando uma empresa deseja investigar matérias-primas, verificar um produto acabado, avaliar uma reclamação de mercado ou investigar a possibilidade de adulteração.


No caso da hidroxizina, a análise assume uma característica adicional: a investigação pode estar relacionada à presença de uma substância que não deve ser utilizada em cosméticos no Brasil.


A utilização de técnicas analíticas adequadas permite aumentar a confiabilidade dos resultados e fornecer informações relevantes para decisões relacionadas ao controle de qualidade e à conformidade do produto.


Além disso, métodos cromatográficos podem ser desenvolvidos e validados considerando parâmetros como seletividade, linearidade, precisão, exatidão, limite de detecção e limite de quantificação.


A escolha desses parâmetros deve considerar a finalidade do ensaio e as características específicas da matriz analisada.



Análise de hidroxizina em cosméticos em laboratório especializado


A análise de hidroxizina em cosméticos pode auxiliar empresas na investigação da composição de produtos e no controle de possíveis substâncias não permitidas.


Um laboratório especializado pode avaliar a matriz recebida, definir a estratégia analítica mais adequada e empregar técnicas instrumentais capazes de identificar e, quando aplicável, quantificar o composto de interesse.


Esse tipo de investigação pode ser útil para fabricantes de cosméticos, empresas de controle de qualidade, distribuidores, importadores e organizações que necessitem verificar a composição de um produto antes ou depois de sua comercialização.


A confiabilidade do resultado depende de fatores como identificação adequada da amostra, preparação correta, metodologia analítica, controles laboratoriais e interpretação técnica dos dados obtidos.


Por isso, quando existe suspeita da presença de hidroxizina ou de outra substância farmacologicamente ativa em um cosmético, a avaliação laboratorial pode fornecer informações importantes para a tomada de decisão.



Conclusão


A análise de hidroxizina em cosméticos é uma ferramenta relevante para o controle de qualidade e para a investigação da composição de produtos.


A hidroxizina é um anti-histamínico de ação farmacológica e possui identificação química bem estabelecida, incluindo o CAS 68-88-2.


No Brasil, a substância está relacionada na lista de compostos que não podem ser utilizados em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes estabelecida pela Anvisa.


Nesse cenário, a análise laboratorial pode ser utilizada para investigar a presença da substância em matérias-primas ou produtos acabados, contribuindo para avaliações de qualidade, conformidade e possíveis adulterações.


A aplicação de técnicas cromatográficas, incluindo métodos de HPLC e LC-MS/MS, permite desenvolver estratégias analíticas adequadas para a identificação e determinação de hidroxizina em diferentes matrizes.


Para empresas que precisam verificar a composição de seus produtos ou investigar a presença de substâncias não permitidas, contar com um laboratório capacitado é uma etapa importante para obter resultados analíticos confiáveis e tecnicamente fundamentados.



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Perguntas frequentes — FAQ


1. O que é hidroxizina?

A hidroxizina é um anti-histamínico de primeira geração com ação sobre os receptores H1 da histamina. Possui propriedades farmacológicas, incluindo efeitos antipruriginosos e sedativos


2. A hidroxizina pode ser utilizada em cosméticos?

No Brasil, a hidroxizina, identificada pelo CAS 68-88-2, consta na lista de substâncias que não podem ser utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes estabelecida pela Anvisa.


3. Por que fazer análise de hidroxizina em cosméticos?

A análise pode ser realizada para investigar a presença da substância em matérias-primas ou produtos acabados, especialmente em situações de controle de qualidade, investigação de adulteração ou avaliação de conformidade.


4. Qual técnica pode ser utilizada para analisar hidroxizina?

Podem ser empregadas técnicas cromatográficas, como HPLC/CLAE e LC-MS/MS. A escolha depende da matriz, do objetivo do ensaio e da sensibilidade necessária. Há métodos descritos especificamente para investigação de hidroxizina em cosméticos por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas.


5. A análise consegue identificar pequenas quantidades de hidroxizina?

A capacidade de detecção depende da metodologia, da matriz e da instrumentação empregada. Técnicas como LC-MS/MS podem oferecer elevada sensibilidade e seletividade para a investigação de compostos em matrizes complexas.


6. O laboratório pode analisar hidroxizina em qualquer tipo de cosmético?

A viabilidade da análise depende das características da amostra. Cremes, loções, géis, produtos capilares, maquiagens e outras matrizes podem exigir diferentes procedimentos de preparo e extração.


7. A análise pode ser quantitativa?

Sim. Dependendo da metodologia estabelecida para a matriz, o ensaio pode ser destinado tanto à identificação quanto à determinação quantitativa da hidroxizina.


 
 
 

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