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Análise de Magnésio Malato em Alimentos: importância, métodos e controle de qualidade

há 20 horas
8 min de leitura

Introdução


O magnésio é um mineral essencial envolvido em diferentes processos metabólicos do organismo.


Por esse motivo, é frequentemente utilizado na formulação de suplementos alimentares, podendo estar presente em diferentes formas químicas.


Entre elas está o malato de magnésio, combinação utilizada como fonte de magnésio em produtos destinados à suplementação nutricional.


Para fabricantes, distribuidores e empresas que trabalham com suplementos, conhecer a concentração efetiva do mineral no produto é fundamental.


A análise de Magnésio Malato em alimento permite avaliar o teor de magnésio presente na amostra, verificar a consistência da formulação e fornecer dados para controle de qualidade, desenvolvimento de produtos e avaliação da conformidade com os valores declarados na rotulagem.


No Brasil, a regulamentação de suplementos alimentares estabelece quais constituintes podem ser utilizados, além dos limites e condições aplicáveis ao fornecimento de nutrientes.


Nesse contexto, a análise laboratorial representa uma etapa importante para demonstrar que aquilo que está declarado no produto corresponde, de fato, à sua composição.



O que é o Magnésio Malato?


O malato de magnésio, também encontrado comercialmente em suplementos como “magnésio malato”, é um composto formado pela associação do magnésio ao ácido málico ou aos seus ânions derivados.


O ácido málico é um ácido orgânico naturalmente encontrado em diversos alimentos, especialmente frutas.


Quando associado ao magnésio, forma sais utilizados como fonte desse mineral em suplementos alimentares.


A legislação brasileira reconhece diferentes fontes de magnésio. Na versão consolidada da Instrução Normativa Anvisa nº 28/2018, tanto o malato de magnésio quanto o dimagnésio malato aparecem entre os constituintes autorizados como fontes de magnésio para suplementos alimentares.


A norma identifica, inclusive, o malato de magnésio pelo CAS nº 869-06-7 e o dimagnésio malato pelo CAS nº 671197-50-5.


É importante compreender, entretanto, que a quantidade do composto “malato de magnésio” utilizada na formulação não corresponde integralmente à quantidade de magnésio elementar fornecida pelo produto. Parte da massa do composto está relacionada ao malato.


Por isso, a avaliação laboratorial do teor de magnésio assume especial importância.



Por que realizar a análise de Magnésio Malato em alimentos?


A análise pode ser utilizada em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a avaliação de matérias-primas até o controle do produto acabado.


Um dos principais objetivos é determinar a quantidade de magnésio efetivamente presente na amostra.


O resultado pode ser utilizado para comparar o teor encontrado com a formulação teórica, especificações internas, documentos de fornecedores e informações nutricionais declaradas no produto.


Essa avaliação também auxilia na identificação de possíveis variações relacionadas à pesagem dos ingredientes, homogeneização da mistura, processamento, concentração da matéria-prima ou estabilidade do produto.


Para a indústria, portanto, a análise de Magnésio Malato pode contribuir para:

  • controle de qualidade de matérias-primas;

  • avaliação de suplementos alimentares prontos;

  • conferência do teor de magnésio declarado;

  • desenvolvimento e reformulação de produtos;

  • estudos de estabilidade;

  • validação de fornecedores;

  • investigação de desvios de produção;

  • elaboração e revisão da informação nutricional.


Em produtos que apresentam concentrações relativamente pequenas de minerais, pequenas diferenças de formulação ou homogeneização podem representar alterações significativas no resultado final.



O que a legislação brasileira estabelece?


Os suplementos alimentares são regulamentados, entre outras normas, pela Resolução RDC nº 243/2018 da Anvisa, que estabelece requisitos relacionados à composição, qualidade, segurança e rotulagem desses produtos.


A norma determina que os constituintes utilizados como fontes de nutrientes devem estar entre aqueles autorizados pela legislação e que as quantidades fornecidas devem respeitar os limites estabelecidos na Instrução Normativa nº 28/2018.


Para suplementos destinados a indivíduos com mais de 19 anos, a versão consolidada da IN nº 28/2018 estabelece atualmente para o magnésio um valor mínimo de 63 mg na recomendação diária de consumo.


O limite máximo para essa mesma população é de 350 mg de magnésio na recomendação diária de consumo.


Esse limite também aparece para gestantes e lactantes na tabela atualmente consolidada da norma.


Esses valores se referem ao nutriente magnésio, e não à massa total de malato de magnésio adicionada ao produto.


Essa diferença é fundamental. Um suplemento pode conter, por exemplo, centenas de miligramas de um sal de magnésio, mas apenas uma fração dessa massa corresponder ao magnésio elementar que deverá ser considerado para fins nutricionais.


A RDC nº 243/2018 também determina que os suplementos sejam produzidos de forma a manter suas características durante o prazo de validade e estabelece a necessidade de controles de qualidade e estudos de estabilidade.



Magnésio elementar e malato de magnésio são a mesma análise?


Não necessariamente.Quando o objetivo é verificar o valor nutricional do produto, normalmente um dos principais parâmetros de interesse é o magnésio total ou magnésio elementar presente na amostra.


Esse resultado permite determinar quanto magnésio está efetivamente sendo fornecido pelo suplemento.


Por outro lado, a quantificação do elemento magnésio, isoladamente, não identifica necessariamente a forma química responsável por sua presença.


Isso acontece porque diversas fontes autorizadas podem fornecer o mesmo mineral, como citratos, óxidos, cloretos, lactatos, glicinatos, malatos e outras formas de magnésio.


Assim, se o objetivo da investigação for comprovar especificamente que a matéria-prima é malato de magnésio, e não apenas determinar o teor total de magnésio, podem ser necessários ensaios adicionais de identidade, caracterização da matéria-prima e avaliação documental.


Essa distinção deve ser considerada na definição do escopo analítico.


Como é realizada a análise de magnésio?


A determinação de minerais em alimentos e suplementos exige inicialmente um preparo adequado da amostra.


Dependendo da matriz, pode ser necessária a homogeneização e posterior digestão da amostra para que o magnésio seja transferido para uma solução adequada à medição instrumental.


Entre as técnicas utilizadas internacionalmente para determinação de elementos em alimentos estão a Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-OES) e a Espectrometria de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-MS).


O Elemental Analysis Manual da Food and Drug Administration (FDA), utilizado como referência para análise de elementos em alimentos e suplementos, inclui procedimentos de preparo de amostras e controle analítico aplicáveis a técnicas como ICP-OES e ICP-MS.


A escolha da técnica deve considerar fatores como concentração esperada, matriz analisada, possíveis interferências, limite de quantificação necessário e finalidade do ensaio.


O resultado pode ser expresso, conforme a necessidade, em unidades como mg/kg, mg/100 g, mg/g ou mg por porção, possibilitando posteriormente a comparação com a formulação e com a quantidade indicada no rótulo.



Por que o controle do teor de magnésio é importante?


Produtos à base de minerais dependem diretamente da qualidade da matéria-prima e da precisão da formulação.


Uma concentração inferior à planejada pode fazer com que o consumidor receba menos magnésio do que o informado.


Por outro lado, concentrações excessivas podem provocar incompatibilidade com especificações e com os limites aplicáveis ao produto.


A legislação brasileira estabelece que os nutrientes presentes em suplementos devem respeitar limites mínimos e máximos específicos de acordo com o grupo populacional para o qual o produto é destinado.


Além disso, a análise laboratorial é especialmente útil durante estudos de estabilidade. A comparação entre diferentes períodos permite avaliar se a quantidade do nutriente permanece adequada durante a vida útil proposta para o suplemento.



Magnésio e suas funções no organismo


O magnésio participa de numerosas reações metabólicas e atua como cofator de centenas de sistemas enzimáticos envolvidos, entre outros processos, na produção de energia, síntese de proteínas e funcionamento muscular e nervoso.


A própria Anvisa estabelece alegações específicas autorizadas para suplementos que fornecem quantidades adequadas de magnésio.


Entre elas estão as alegações de que o magnésio auxilia:

  • na formação de ossos e dentes;

  • no metabolismo energético;

  • no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras;

  • no equilíbrio dos eletrólitos;

  • no funcionamento muscular;

  • no funcionamento neuromuscular;

  • no processo de divisão celular.


A possibilidade de utilizar essas alegações está condicionada ao atendimento dos requisitos estabelecidos pela legislação, incluindo os valores mínimos aplicáveis.


Portanto, a presença do ingrediente na lista de formulação não substitui a necessidade de conhecer a quantidade efetivamente fornecida pelo produto.



Análise de Magnésio Malato como ferramenta de controle de qualidade


A confiabilidade de um suplemento depende de diferentes fatores: procedência das matérias-primas, formulação correta, processo produtivo controlado, estabilidade e confirmação analítica da composição.


A análise de magnésio fornece dados objetivos para esse processo.

Ela pode ser realizada tanto em matérias-primas quanto no produto acabado, auxiliando fabricantes e responsáveis técnicos a identificar diferenças entre valores teóricos e valores efetivamente encontrados.


Quando o objetivo é avaliar especificamente a identidade do malato de magnésio, o planejamento analítico pode incluir outras avaliações além da simples determinação do elemento magnésio.


Por esse motivo, antes da realização do ensaio é importante definir claramente se a necessidade é quantificar o magnésio, avaliar o teor declarado no produto ou realizar uma investigação mais abrangente relacionada à identidade da matéria-prima.



Conclusão


A análise de Magnésio Malato em alimentos e suplementos alimentares é uma importante ferramenta para controle da composição e da qualidade desses produtos.


A determinação laboratorial permite verificar o teor efetivamente encontrado de magnésio, comparar resultados com a formulação e a rotulagem e acompanhar possíveis alterações durante o prazo de validade.


Além disso, a avaliação analítica auxilia empresas no atendimento das especificações de produto e dos requisitos aplicáveis aos suplementos alimentares.


O laboratório realiza análise de Magnésio Malato em alimentos e suplementos, fornecendo resultados técnicos que podem auxiliar fabricantes, distribuidores e responsáveis pela qualidade na avaliação de matérias-primas e produtos acabados.


Para definir a análise mais adequada, é importante informar o tipo de produto, a concentração esperada e se o objetivo é determinar o teor de magnésio ou realizar uma avaliação específica da identidade do composto.



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Perguntas frequentes — FAQ


O que é Magnésio Malato?

É uma forma de magnésio associada ao ácido málico ou ao malato. O malato de magnésio está previsto entre as fontes de magnésio autorizadas pela regulamentação brasileira de suplementos alimentares.


A Anvisa permite o uso de malato de magnésio em suplementos?

Sim. A lista consolidada da Instrução Normativa Anvisa nº 28/2018 inclui o malato de magnésio entre os constituintes autorizados como fonte de magnésio. A norma também contempla o dimagnésio malato.


Qual é o limite de magnésio para suplementos destinados a adultos?

Para indivíduos com mais de 19 anos, a versão consolidada da IN nº 28/2018 estabelece atualmente o mínimo de 63 mg e o máximo de 350 mg de magnésio na recomendação diária de consumo. Esses valores se referem ao magnésio, e não ao peso total do malato de magnésio utilizado na formulação.


Analisar magnésio confirma que o produto contém malato de magnésio?

Não necessariamente. A análise do magnésio total determina a concentração do elemento na amostra. Como diferentes sais podem fornecer magnésio, a confirmação específica da forma química pode exigir avaliações complementares de identidade.


Quais amostras podem ser analisadas?

A análise pode ser aplicada a matérias-primas, suplementos em pó, cápsulas, comprimidos, produtos líquidos e outras matrizes alimentícias, desde que o método analítico seja adequado à composição da amostra.


Para que serve a análise de Magnésio Malato?

Ela pode ser utilizada para controle de qualidade, avaliação de fornecedores, desenvolvimento de produtos, conferência de formulação, estudos de estabilidade e comparação do teor encontrado com o valor declarado no produto.


Qual técnica pode ser utilizada na determinação de magnésio?

Dependendo da matriz e do método utilizado pelo laboratório, técnicas instrumentais de análise elementar, como ICP-OES ou ICP-MS, podem ser empregadas para quantificação do magnésio.





 
 
 

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