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Análise de Propargito na Água: importância do monitoramento e controle de agrotóxicos

Introdução


A qualidade da água está diretamente relacionada à proteção da saúde humana e à preservação dos recursos hídricos.


Entre os contaminantes que podem chegar aos ambientes aquáticos estão os resíduos de agrotóxicos utilizados na agricultura, cuja presença pode ocorrer em diferentes tipos de água, especialmente em regiões próximas a áreas de cultivo.


Nesse contexto, a análise de propargito na água é uma ferramenta importante para identificar a presença desse composto e avaliar a qualidade da água de acordo com a finalidade de uso e os critérios regulatórios aplicáveis.


O propargito é um ingrediente ativo utilizado como acaricida no controle de determinadas pragas agrícolas.


De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o composto possui a denominação técnica de P17 – Propargito e número CAS 2312-35-8.


Embora suas características físico-químicas influenciem seu comportamento no ambiente, isso não significa que o monitoramento possa ser dispensado.


A avaliação laboratorial permite verificar, de maneira objetiva, se há presença do composto na amostra analisada e em qual concentração.



O que é o propargito?


O propargito é um acaricida pertencente ao grupo químico dos sulfitos de alquila. Seu uso agrícola está relacionado principalmente ao controle de ácaros em diferentes culturas.


A substância apresenta fórmula molecular C19H26O4S e número CAS 2312-35-8. A monografia disponibilizada pela Anvisa identifica o propargito como ingrediente ativo de agrotóxico e apresenta suas características e condições de uso agrícola autorizadas.


Do ponto de vista ambiental, o comportamento do propargito é influenciado por fatores como pH, características do solo, matéria orgânica e condições do ambiente.


Dados técnicos indicam elevada afinidade do composto pelo solo e sedimentos, associada à sua baixa mobilidade no solo.


Na água, sua persistência também pode variar de acordo com as condições ambientais, principalmente o pH.


Essas características são relevantes para compreender a possibilidade de ocorrência do composto em diferentes compartimentos ambientais.



Como o propargito pode chegar à água?


A utilização de produtos agrícolas é uma das possíveis fontes de introdução de resíduos de agrotóxicos no ambiente.


Dependendo das condições locais, compostos aplicados nas culturas podem alcançar corpos d'água por processos como escoamento superficial, transporte associado a partículas do solo e deposição proveniente da aplicação.


No caso do propargito, estudos e documentos técnicos apontam características que favorecem sua associação ao solo e aos sedimentos.


Por isso, a avaliação ambiental não deve considerar apenas a água subterrânea, mas também os ambientes de águas superficiais e os sedimentos associados.


Um ponto importante é que a ausência de um contaminante em uma determinada amostra não significa necessariamente que ele nunca esteve presente no ambiente.


A concentração pode variar ao longo do tempo em função das condições de aplicação, características da bacia hidrográfica, chuvas, características físico-químicas da água e processos de degradação.


Por essa razão, programas de monitoramento devem ser planejados considerando o histórico de uso do solo e as potenciais fontes de contaminação da região.



Por que realizar a análise de propargito na água?


A análise de propargito na água permite identificar e quantificar o composto em concentrações que podem ser muito baixas.


Esse tipo de avaliação é particularmente importante quando existe possibilidade de influência de atividades agrícolas sobre uma fonte de abastecimento ou corpo hídrico.


No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece parâmetros para o controle e a vigilância da qualidade da água destinada ao consumo humano.


A Portaria GM/MS nº 888/2021 alterou o Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 5/2017 e estabeleceu o padrão de potabilidade aplicável à água para consumo humano.


O propargito está incluído entre os parâmetros de agrotóxicos contemplados pelo padrão brasileiro de potabilidade, com valor máximo permitido de 30 µg/L. (Serviços e


Esse limite corresponde a 0,030 mg/L e deve ser interpretado no contexto da legislação vigente e da finalidade da análise.


Além disso, o próprio Ministério da Saúde disponibiliza diretrizes para o monitoramento de agrotóxicos em água para consumo humano.


O documento apresenta o propargito entre os compostos que podem ser monitorados no âmbito da avaliação da qualidade da água.


Como é realizada a análise de propargito na água?


A determinação de resíduos de agrotóxicos em água exige técnicas analíticas capazes de detectar concentrações muito baixas do composto.


Uma das abordagens empregadas para a determinação de resíduos de propargito em água é a cromatografia acoplada à espectrometria de massas, incluindo métodos por LC-MS/MS.


O Ministério da Saúde também apresenta a análise de resíduos de propargito em água associada à técnica LC-MS/MS em seus sistemas de referência analítica.


De forma simplificada, o processo analítico envolve etapas como:

  1. Coleta da amostra: a água deve ser coletada em recipiente e condições adequadas ao parâmetro investigado.

  2. Preparação da amostra: dependendo da metodologia, podem ser necessárias etapas de concentração, extração e limpeza.

  3. Separação cromatográfica: os componentes presentes na amostra são separados para possibilitar a identificação do analito.

  4. Detecção: o equipamento identifica o propargito de acordo com suas características analíticas.

  5. Quantificação: a concentração encontrada é determinada por comparação com padrões analíticos e curvas de calibração.

  6. Avaliação do resultado: o resultado é comparado com o critério aplicável à finalidade da análise.


A confiabilidade do resultado depende não apenas do equipamento utilizado, mas também da coleta, conservação, preparo da amostra, calibração, controles de qualidade e validação ou verificação do método analítico.



A importância da coleta para o resultado


Quando se trata de análise de agrotóxicos, a coleta é uma etapa tão importante quanto a análise instrumental.


Uma amostra inadequadamente coletada, armazenada ou transportada pode comprometer a representatividade do resultado.


Por isso, é necessário seguir procedimentos específicos definidos pelo laboratório para cada matriz e parâmetro.


Também é importante informar ao laboratório a origem da água. Uma amostra proveniente de poço, por exemplo, pode exigir uma estratégia de monitoramento diferente daquela coletada em rio, represa, reservatório ou sistema de abastecimento.


O planejamento da coleta deve considerar ainda o objetivo da análise, histórico de utilização de agrotóxicos na região e possíveis fontes de contaminação.



O que significa encontrar propargito na água?


A detecção de propargito significa que o composto foi identificado na amostra dentro das condições e da capacidade analítica do método utilizado.


Entretanto, a interpretação deve considerar a concentração encontrada, a finalidade da água e a legislação ou referência técnica aplicável.


No caso de água destinada ao consumo humano, o resultado pode ser comparado ao valor máximo permitido estabelecido no padrão de potabilidade.


Para outras finalidades — como monitoramento ambiental, investigação de fontes de contaminação ou avaliação de corpos hídricos — os critérios de interpretação podem ser diferentes.


Também é importante não confundir detecção com excesso do limite permitido. Um laboratório pode detectar uma substância em concentração muito baixa sem que isso signifique, por si só, que a amostra esteja fora do padrão aplicável.


A interpretação correta depende dos valores obtidos e do contexto regulatório correspondente.



Monitoramento de agrotóxicos: uma estratégia preventiva


A análise de um único composto pode ser necessária quando existe uma suspeita específica de contaminação.


Entretanto, em determinadas situações, pode ser mais adequado realizar um painel de diferentes agrotóxicos.


Isso ocorre porque uma mesma região agrícola pode utilizar diversos ingredientes ativos, e diferentes compostos apresentam comportamentos ambientais distintos.


O Ministério da Saúde possui diretrizes específicas para o monitoramento de agrotóxicos em água para consumo humano, incluindo orientações para planejamento de amostragem e avaliação de parâmetros.


O documento também contempla a possibilidade de análise de outros agrotóxicos quando houver justificativa técnica, mesmo que não estejam incluídos no padrão de potabilidade.


Assim, o monitoramento laboratorial pode contribuir para:

  • verificar a qualidade de uma fonte de água;

  • investigar possíveis fontes de contaminação;

  • acompanhar áreas próximas a atividades agrícolas;

  • avaliar a qualidade da água destinada ao consumo humano;

  • apoiar programas de monitoramento ambiental;

  • verificar a eficiência de medidas de controle;

  • gerar dados para tomada de decisões técnicas.



Análise de Propargito na Água em laboratório especializado


A análise de propargito na água deve ser realizada por laboratório que disponha de metodologia adequada, infraestrutura analítica e procedimentos de controle de qualidade compatíveis com o nível de sensibilidade necessário.


A escolha do método deve considerar a matriz da amostra, o limite de quantificação necessário, a finalidade do ensaio e o critério regulatório utilizado na interpretação.


Para empresas, gestores de sistemas de abastecimento, propriedades rurais, indústrias e responsáveis por monitoramento ambiental, contar com resultados analíticos confiáveis é fundamental para transformar uma suspeita de contaminação em informação técnica mensurável.



Conclusão


O propargito é um acaricida utilizado na agricultura e apresenta características físico-químicas que influenciam sua distribuição e persistência no ambiente.


Embora sua mobilidade no solo seja considerada baixa, a avaliação de águas superficiais e de outras fontes hídricas pode ser importante em regiões sujeitas à influência de atividades agrícolas.


No Brasil, o propargito está contemplado no padrão de potabilidade estabelecido para água destinada ao consumo humano, com valor máximo permitido de 30 µg/L.


Nesse cenário, a análise de propargito na água constitui uma ferramenta de controle e monitoramento capaz de fornecer informações objetivas sobre a qualidade da água.


A utilização de métodos analíticos adequados, associada a uma coleta representativa e à correta interpretação dos resultados, é essencial para garantir a confiabilidade da avaliação.



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FAQ — Perguntas frequentes sobre a análise de propargito na água


1. O que é propargito?O propargito é um ingrediente ativo de agrotóxicos da classe dos acaricidas, utilizado para o controle de ácaros em determinadas culturas agrícolas. Seu número CAS é 2312-35-8.


2. O propargito pode ser encontrado na água?Sim. Embora apresente baixa mobilidade no solo, o composto pode ser objeto de monitoramento em águas superficiais e outras matrizes ambientais. Seu comportamento depende das características do ambiente e das condições físico-químicas da água.


3. Qual é o limite de propargito permitido na água para consumo humano?O padrão brasileiro de potabilidade estabelece 30 µg/L para o propargito.


4. Como o propargito é analisado na água?A determinação pode ser realizada por técnicas instrumentais de alta sensibilidade, incluindo métodos cromatográficos associados à espectrometria de massas, como LC-MS/MS.


5. Qualquer laboratório consegue realizar essa análise?A análise requer metodologia apropriada, padrões analíticos, equipamentos compatíveis e procedimentos de controle de qualidade. Por isso, é importante verificar se o laboratório possui capacidade técnica para o parâmetro e a matriz solicitados.


6. É possível analisar propargito junto com outros agrotóxicos?Sim. Dependendo do objetivo do monitoramento, pode ser realizado um painel multirresíduo, permitindo investigar simultaneamente diferentes ingredientes ativos.


7. Onde realizar análise de propargito na água?O ensaio deve ser solicitado a um laboratório especializado em análises ambientais e de qualidade da água, com capacidade analítica compatível com a determinação de resíduos de agrotóxicos.


 
 
 

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