Análise de Propilenoglicol: guia técnico-acessível sobre usos, segurança e métodos laboratoriais
- Enfermeira Natalia Balsalobre
- 14 de jun. de 2023
- 10 min de leitura
Introdução
O propilenoglicol (também chamado de 1,2-propanodiol, monopropilenoglicol ou simplesmente PG) está presente em centenas de produtos que usamos no dia a dia — desde cosméticos e medicamentos até alimentos industrializados e fluidos para cigarros eletrônicos.
Apesar de sua ampla utilização, muitas pessoas desconhecem o que ele é, se oferece riscos à saúde e, principalmente, como os laboratórios analisam sua pureza, concentração e possíveis contaminantes.
Neste artigo técnico-acessível, você vai compreender a química do propilenoglicol, suas aplicações, limites regulatórios e — foco principal — os métodos instrumentais empregados para sua análise quantitativa e qualitativa.
Ao final, apresentamos os serviços especializados do Laboratório Lab2bio para atender indústrias, órgãos fiscalizadores e consumidores conscientes.
Vamos dividir o conteúdo em quatro grandes seções:
1. O que é o propilenoglicol? (definição, propriedades e produção)
2. Principais aplicações e regulamentações sanitárias
3. Riscos, segurança e mitos comuns
4. Análise laboratorial do propilenoglicol — métodos, equipamentos e parâmetros
5. Conclusão e serviços do laboratório
6. FAQ (perguntas frequentes)

O que é o propilenoglicol? Uma visão química sem complicações
Definição básica
O propilenoglicol é um composto orgânico da família dos dióis — ou seja, uma molécula que contém dois grupos hidroxila (-OH) ligados a átomos de carbono vizinhos.
Sua fórmula molecular é C₃H₈O₂, e sua estrutura pode ser representada como CH₃–CH(OH)–CH₂OH.
Trata-se de um líquido viscoso, incolor, praticamente inodoro (com leve doçura característica) e higroscópico (absorve água do ambiente).
Diferentemente de outro diol famoso — o etilenoglicol, componente de radiadores automotivos — o propilenoglicol é reconhecido por agências de saúde como baixa toxicidade em concentrações usuais, podendo ser utilizado até mesmo em injetáveis e alimentos.
Propriedades físico-químicas relevantes para análise
Para que um laboratório consiga analisar o propilenoglicol com precisão, é necessário conhecer suas propriedades:
| Propriedade | Valor típico | Importância analítica |
|-------------|--------------|----------------------|
| Massa molar | 76,09 g/mol | Base para cálculos de concentração |
| Ponto de ebulição | 188,2 °C | Permite separação por cromatografia gasosa |
| Ponto de fusão | -59 °C | Estável à temperatura ambiente |
| Densidade (20°C) | 1,036 g/cm³ | Útil para controle de qualidade por densimetria |
| Índice de refração | 1,432 | Parâmetro para métodos físico-químicos |
| Solubilidade | Miscível em água, etanol, acetona | Facilita preparo de amostras |
Como é produzido industrialmente?
Mais de 99% do propilenoglicol é fabricado porhidratação do óxido de propileno, um derivado do petróleo. Existem duas rotas principais:
- Rota não catalítica (alta temperatura e pressão) — produz uma mistura de isômeros.
- Rota catalítica — mais limpa e com maior rendimento.
Há ainda produção por rotas biossustentáveis a partir da glicerina (subproduto do biodiesel), mas ainda em menor escala.
Graus de pureza
O propilenoglicol é comercializado em diferentes graus, cada um com exigências analíticas específicas:
- Grau industrial – até 99,5% de pureza, usado em fluidos anticongelantes, plastificantes.
- Grau USP/EP (Farmacopeia Americana / Europeia) – pureza ≥ 99,8%, com limites rigorosos para metais pesados, etilenoglicol e resíduos de óxido de propileno. É o grau aceito para alimentos, medicamentos e cosméticos.
- Grau técnico – intermediário.
Por que isso importa para a análise? Porque o método e a instrumentação exigidos dependem do grau de pureza declarado e da matriz da amostra.
Aplicações cotidianas e onde o propilenoglicol se esconde
Alimentos e bebidas
O propilenoglicol é um aditivo alimentar aprovado no Brasil pela ANVISA (Ins Nº 1520). Suas funções:
- Umectante – mantém a umidade de massas de bolo, coco ralado, produtos de panificação.
- Solvente – para corantes e aromatizantes artificiais.
- Estabilizador – em sorvetes e coberturas.
O limite máximo varia de 0,5 g/kg a 3 g/kg, dependendo do alimento. Análises laboratoriais garantem que esses limites não sejam ultrapassados.
Medicamentos (formas orais, tópicas e injetáveis)
Em farmácias de manipulação e indústria farmacêutica, o propilenoglicol é usado como:
- Excipiente veicular em xaropes, soluções orais e injetáveis.
- Agente penetrante em pomadas e cremes.
- Conservante auxiliar em colírios.
A Farmacopeia Brasileira exige análises de teor (99,0% a 101,0% na base anidra), acidez, água (Karl Fischer) e etilenoglicol (limite < 0,1%).
Cosméticos e higiene pessoal
Shampoos, condicionadores, hidratantes, protetores solares, cremes de barbear, pastas de dente, desodorantes roll-on. Aqui o PG atua como:
- Umectante – evita ressecamento na pele.
- Veículo – dissolve princípios ativos pouco solúveis em água.
- Modificador de viscosidade – ajusta a textura.
A Resolução RDC 48/2013 da ANVISA estabelece que produtos cosméticos podem conter até 10% de propilenoglicol em formulações de enxágue e 5% em não enxágue.
Cigarros eletrônicos e líquidos para vaporizadores
Esse é um uso controverso, porém disseminado. O “e-liquid” é composto tipicamente por:
- Propilenoglicol (30% a 70%)
- Glicerina vegetal
- Nicotina (opcional)
- Aromatizantes
A análise química nesse contexto visa quantificar o PG e detectar subprodutos de degradação como formaldeído, acetaldeído e acroleína — estes sim tóxicos.
Anticongelantes e fluidos industriais
Por baixar o ponto de congelamento da água, o propilenoglicol (grau industrial) é usado em sistemas de refrigeração, chillers e até mesmo em sistemas de aquecimento solar.
É preferido ao etilenoglicol onde há risco de contato acidental com animais ou pessoas (ex.: indústria alimentícia).
Regulamentações e limites de qualidade
| Órgão | Aplicação | Pureza mínima exigida | Limite de etilenoglicol |
|-------|-----------|----------------------|--------------------------|
| USP (Farmacopeia EUA) | Farmacêutico/alimento | 99,8% | < 0,1% |
| EP (Europeia) | Farmacêutico | 99,5% (anidro) | < 0,1% |
| ANVISA (Brasil) | Aditivo alimentar | Conforme USP | Conforme USP |
| FDA (EUA) | Indireto (embalagens) | Grau USP | < 0,2% |
Segurança, toxicologia e mitos comuns
É seguro? O que a ciência diz
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) classifica o propilenoglicol como GRAS (Generally Recognized as Safe) para as funções e níveis aprovados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define ingestão diária aceitável de 0 a 25 mg/kg de peso corporal.
O metabolismo do PG no organismo humano ocorre no fígado, convertendo-o em ácido lático e pirúvico (substâncias do ciclo energético normal).
Em doses muito elevadas (acima de 5 g/kg) podem ocorrer efeitos neurológicos transitórios, mas isso é extremamente raro em condições normais de exposição.
Intolerância e alergias
Uma pequena parcela da população pode apresentar dermatite de contato ou irritação ocular.
No entanto, a maioria dos casos atribuídos erroneamente ao PG se deve a outros conservantes ou fragrâncias na mesma formulação.
Mitos frequentes
- “Propilenoglicol é o mesmo que etilenoglicol (veneno de radiador)” → Falso. O etilenoglicol é altamente tóxico (metaboliza-se a ácido oxálico, causando falência renal aguda). O propilenoglicol é seguro nos níveis permitidos.
- “Cigarro eletrônico com PG libera gás mostarda” → Mito sem evidência. Embora o aquecimento excessivo possa gerar aldeídos, não há formação de gás mostarda (dicloroetilsulfeto).
- “Todo produto com propilenoglicol deve ser evitado” → Falso. As agências sanitárias mundiais o consideram seguro nos limites regulamentados.
Riscos ocupacionais e manipulação laboratorial
Para os técnicos que realizam análises de propilenoglicol, recomenda-se:
- Uso de EPI: luvas de nitrila, óculos de segurança e jaleco.
- Manipulação em capela com exaustão.
- Atenção à ignição — o PG tem ponto de fulgor em torno de 107°C (risco moderado).
Análise laboratorial do propilenoglicol: métodos, equipamentos e parâmetros
Agora chegamos ao coração técnico do artigo. A análise de propilenoglicol pode ser exigida por diferentes motivos:
- Controle de qualidade na recepção de matéria-prima.
- Verificação de conformidade com farmacopeias (USP, EP, F. Bras.).
- Detecção de adulteração (ex.: substituição parcial por dietilenoglicol).
- Quantificação em produtos acabados (cremes, e-liquids, alimentos).
- Ensaios ambientais (efluentes industriais).
Abaixo descrevemos os métodos mais empregados, do mais ao menos frequente.
Cromatografia Gasosa com Detector de Ionização de Chamas (CG-DIC)
Princípio: O propilenoglicol é volátil o suficiente para ser vaporizado (temperatura de injeção ~200-250°C). A amostra diluída em solvente (metanol, etanol ou água) é injetada em uma coluna capilar polar (ex.: polietilenoglicol — coluna HP-INNOWax ou equivalente). A separação ocorre por diferença de interação com a fase estacionária.
Parâmetros típicos:
- Coluna: 30 m x 0,25 mm x 0,25 µm
- Gás de arraste: Hélio ou hidrogênio (1,2 mL/min)
- Rampa de forno: 50°C (2 min) → 10°C/min → 200°C (5 min)
- Detector: DIC a 250°C
- Padrão interno: 1,3-butanodiol ou hexilenoglicol
Vantagens: alta resolução, detecta PG e contaminantes (etilenoglicol, dietilenoglicol, óxido de propileno) em níveis de ppm.
Limitações: requer derivatização se a amostra for muito aquosa? Não, diretamente injetável.
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE/DAD ou CLAE/ELSD)
Para matrizes aquosas ou termolábeis, a CLAE é excelente.
- Coluna de troca iônica ou fase reversa (C18).
- Fase móvel: água/ metanol (95:5) ou acetonitrila/água.
- Detectores: Índice de refração (menos sensível), ELSD (Evaporative Light Scattering) ou espectrofotometria no UV – embora o PG não absorva UV, pode ser derivatizado com cloreto de benzoíla.
Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR)
Usada para identificação rápida (fingerprint) e controle de pureza. O PG apresenta bandas características:
- 3350 cm⁻¹ (O-H estiramento, larga, de ligações de hidrogênio)
- 2970 cm⁻¹ (C-H alifático)
- 1455 cm⁻¹ e 1375 cm⁻¹ (deformações CH₃ e CH₂)
- 1050 cm⁻¹ e 1100 cm⁻¹ (C-O de álcool secundário)
Amostragem: célula de transmissão com janelas de KBr ou ATR (Reflexão Total Atenuada) – mais prática.
Ressonância Magnética Nuclear (RMN de ¹H)
Método de referência para determinação estrutural e quantificação absoluta sem necessidade de padrões externos (uso de padrão interno de pureza certificada, como ácido maleico ou TMS). No espectro de RMN de ¹H (400 MHz, D₂O ou CDCl₃):
- Dubleto em δ 1,15 ppm (CH₃)
- Multipleto em δ 3,45 ppm (CH₂)
- Multipleto em δ 3,85 ppm (CH)
Vantagem: identifica isômeros e contaminantes.
Desvantagem: equipamento caro, poucos laboratórios comerciais possuem.
Métodos físico-químicos clássicos (ainda válidos)
Para laboratórios de menor porte ou análises rotineiras de simples conformidade:
- Densidade (picnometria ou densímetro digital): PG puro a 20°C deve apresentar densidade entre 1,035 e 1,040 g/cm³.
- Índice de refração (refratômetro Abbe): n20/D entre 1,432 e 1,434.
- Acidez titulável: solubilizar PG em água e titular com NaOH 0,01 M, fenolftaleína. Limite USP < 0,1 mL de NaOH 0,01 M/g.
- Perda por dessecação / água (Karl Fischer): PG puro deve ter menos de 0,2% de água (grau farmacêutico).
Análise de contaminantes críticos
O contaminante mais perigoso é o etilenoglicol (EG). Método oficial USP <467> para solventes residuais: CG-DIC com coluna HP-5 ou equivalente. Limite de quantificação deve ser ≤ 10 ppm.
Outros contaminantes monitorados:
- Óxido de propileno (residual do processo)
- Dietilenoglicol (DEG)
- Cloretos, sulfatos, metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio, arsênio) por ICP-MS ou ICP-OES.
Preparo de amostras – passo essencial
Uma análise confiável começa com a preparação correta:
1. Amostras líquidas homogêneas (PG puro): diluição direta 1:100 em metanol ou água grau HPLC.
2. Cosméticos cremosos: extração líquido-líquido com solvente orgânico (acetato de etila) ou extração por ultrassom.
3. Alimentos sólidos (ex.: bolo): homogeneização em água, filtração, clarificação com Carrez I e II e injeção em CLAE ou CG.
4. Efluentes industriais: extração em fase sólida (SPE) com cartucho C18.
Validação de métodos – o que o laboratório deve garantir
Um laudo de análise de propilenoglicol só tem validade técnica e jurídica se o método for validado segundo os critérios do INMETRO ou ANVISA (RDC 166/2017). Parâmetros mínimos:
- Seletividade (pico sem interferentes)
- Linearidade (coeficiente de correlação r ≥ 0,995)
- Precisão (repetitividade e precisão intermediária, CV ≤ 5%)
- Exatidão (recuperação entre 95% e 105%)
- Limite de detecção (LOD) e quantificação (LOQ)
- Robustez
Conclusão
O propilenoglicol é um insumo químico extremamente versátil, seguro dentro dos limites regulatórios e onipresente em setores que vão desde a indústria farmacêutica até a de alimentos e cosméticos.
No entanto, sua qualidade e conformidade só podem ser atestadas por meio de análises laboratoriais rigorosas.
Métodos como cromatografia gasosa, CLAE, FTIR e ensaios físico-químicos são capazes de identificar não apenas o teor de PG, mas também impurezas críticas como etilenoglicol e óxido de propileno.
Para empresas que produzem, manipulam ou comercializam produtos contendo propilenoglicol, contar com um laboratório parceiro é condição essencial para evitar recalls, sanções da ANVISA e riscos à saúde do consumidor.
Serviços do Laboratório Lab2bio
O Laboratório Lab2bio é especializado em análise de propilenoglicol em matrizes complexas:
✅ Ensaio de teor de propilenoglicol– CG-DIC com padrão interno certificado (faixa 0,01% a 100%)
✅ Detecção e quantificação de contaminantes – etilenoglicol, dietilenoglicol, óxido de propileno, metais pesados (ICP-MS)
✅ Análise de produtos acabados – alimentos, cosméticos, medicamentos, líquidos de cigarro eletrônico, anticongelantes, matérias-primas a granel
✅ Ensaio de pureza segundo USP/EP/F. Bras. – inclusive para registro de produtos na ANVISA
✅ Laudos técnicos com validade jurídica – para defesa do consumidor, fiscalizações e exportação
✅ Atendimento rápido e sigilo analítico
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Temos capacidade de processamento em escala nacional e prazos compatíveis com a sua cadeia produtiva.
A Importância de Escolher o Lab2bio
Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises microbiológicas.
Empresas do setor alimentício, indústrias farmacêuticas, laboratórios e outros segmentos confiam no Lab2bio para garantir a segurança e qualidade do seu alimento.
Evitar riscos de contaminação é um compromisso com a saúde de seus clientes e com a longevidade do seu negócio. Investir em análises periódicas é um diferencial que fortalece sua reputação e evita prejuízos futuro.
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FAQ (Perguntas Frequentes)
1. O que é análise de propilenoglicol e por que ela é necessária?
É o conjunto de ensaios laboratoriais que determinam a concentração, pureza e presença de contaminantes no propilenoglicol. Necessária para garantir segurança, conformidade regulatória e qualidade em alimentos, medicamentos, cosméticos e produtos industriais.
2. Com que frequência devo analisar o propilenoglicol usado na minha indústria?
Recomenda-se análise a cada lote recebido (controle de recepção) e periodicamente nos produtos acabados (ao menos uma vez por semestre ou conforme definido no BPF).
3. Quais contaminantes são mais perigosos no propilenoglicol?
Etilenoglicol, dietilenoglicol e óxido de propileno residual. O etilenoglicol é nefrotóxico, e seu limite é de 0,1% máximo para grau farmacêutico.
4. O laboratório analisa propilenoglicol em pequenas amostras (ex.: 50 mL
Sim. Nosso laboratório aceita volumes a partir de 20 mL para análises completas.
5. Quanto tempo leva para sair o resultado da análise de propilenoglicol?
Entre 5 e 10 dias úteis, dependendo da matriz e dos parâmetros solicitados. Urgências podem ser negociadas.
6. O laudo tem validade para ANVISA e exportação?
Sim. Todos os nossos métodos são validados e seguem as diretrizes da RDC 166/2017, ISO 17025 (em fase de acreditação), sendo aceitos por ANVISA, MAPA e autoridades internacionais.
7. Posso enviar a amostra por correio?
Sim. Enviamos instruções de embalagem e conservação. Para amostras perigosas, o transporte deve ser contratado pelo cliente com transportadora química.
8. Qual a diferença entre análise de propilenoglicol grau USP e grau industrial?
O grau USP exige limites muito mais rigorosos para impurezas e ensaios adicionais (ex.: metais pesados, resíduos de solventes). O grau industrial é analisado apenas para densidade, índice de refração e teor bruto.
9. O laboratório fornece coleta externa?
Sim, temos rede de coletores capacitados para atendimento em todo o território nacional.
10. A análise identifica se o propilenoglicol é de origem vegetal ou petroquímica?
A análise convencional não diferencia a origem (a molécula é idêntica). Para comprovação de origem renovável, utilizamos carbono-14 (ANSI/ASTM D6866).





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