Análise de Tiram na Água: Importância, Métodos e o Compromisso do Nosso Laboratório com a Qualidade e Segurança Hídrica
- Enfermeira Natalia Balsalobre
- 21 de ago. de 2023
- 7 min de leitura
Introdução
A água é um recurso fundamental para a vida e para as atividades humanas, sendo sua qualidade um pilar essencial para a saúde pública e para a preservação dos ecossistemas.
A presença de contaminantes, como resíduos de agrotóxicos, representa um desafio significativo para a garantia da potabilidade e segurança deste recurso.
Entre os diversos compostos que podem comprometer a qualidade da água, o Tiram, um fungicida amplamente utilizado na agricultura, merece atenção especial.
Este post tem como objetivo explorar, em linguagem técnica, porém acessível, o tema da análise de Tiram na água.
Abordaremos a origem e as características deste composto, os riscos associados à sua presença, as metodologias analíticas empregadas para sua detecção e quantificação, e, por fim, a importância de contar com um laboratório especializado para garantir a conformidade e a segurança da água que consumimos e utilizamos.

O que é o Tiram e por que sua presença na água é uma preocupação?
O Tiram é o nome comum de um fungicida pertencente ao grupo químico dos ditiocarbamatos.
É amplamente utilizado na agricultura para proteger uma vasta gama de culturas, como frutas, hortaliças e grãos, contra doenças fúngicas.
Sua eficácia no controle de pragas o torna um insumo valioso para o setor agrícola. No entanto, como muitos outros produtos fitossanitários, o Tiram pode chegar aos corpos d'água por meio de diferentes vias.
A contaminação da água por Tiram pode ocorrer de diversas formas. A principal delas é o escoamento superficial de áreas agrícolas tratadas, onde a água da chuva ou da irrigação carrega os resíduos do fungicida para rios, lagos e reservatórios .
Além disso, a aplicação direta próxima a corpos d'água, a disposição inadequada de embalagens e equipamentos, e até mesmo a lixiviação através do solo para as águas subterrâneas, são fontes potenciais de contaminação.
A presença de Tiram na água é uma preocupação legítima por seus potenciais efeitos adversos à saúde humana e ao meio ambiente.
Embora os limites legais, como os definidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021 do Ministério da Saúde e pelas resoluções do CONAMA, estabeleçam concentrações máximas permitidas para garantir a segurança, a ingestão crônica de níveis elevados desse fungicida tem sido associada a efeitos como desregulação endócrina, toxicidade para a tireoide e potencial carcinogênico em estudos com animais .
Para os ecossistemas aquáticos, o Tiram pode ser tóxico para peixes, algas e outros organismos, desequilibrando a cadeia alimentar e comprometendo a biodiversidade .
Portanto, o monitoramento sistemático da água para a presença de Tiram é uma medida crucial para a proteção da saúde pública e do meio ambiente.
A Importância da Análise e os Limites Regulatórios para o Tiram
Dada a toxicidade potencial do Tiram, a análise da água para sua quantificação é um processo indispensável para garantir que os níveis deste composto estejam em conformidade com os padrões de potabilidade estabelecidos por órgãos reguladores nacionais e internacionais.
No Brasil, a referência para a qualidade da água destinada ao consumo humano é a Portaria GM/MS nº 888/2021, que define o Valor Máximo Permitido (VMP) para diversas substâncias químicas, incluindo agrotóxicos.
A conformidade com esses limites é um aspecto fundamental para atestar a segurança da água que chega às torneiras da população .
O conceito de Limite Máximo de Resíduos (LMR) é frequentemente aplicado para a segurança alimentar, indicando a quantidade máxima de resíduo de um produto químico que pode estar presente em um alimento sem oferecer risco à saúde .
Embora a aplicação direta do termo LMR seja mais comum para alimentos, os princípios são análogos para a água, onde os VMPs para agrotóxicos, como o Tiram, funcionam como parâmetros de controle de qualidade.
Estes limites não representam um limiar de toxicidade aguda, mas sim um indicador de boas práticas agrícolas e de conformidade legal, assegurando que a ingestão diária potencial desse composto permaneça em níveis seguros para a população.
A análise não se limita a um "sim" ou "não" para a presença do Tiram, mas sim a uma quantificação precisa que permita verificar se sua concentração está dentro dos padrões de segurança estabelecidos .
Metodologias Analíticas Avançadas para a Quantificação de Tiram
A detecção e quantificação precisa de Tiram na água demandam o uso de metodologias analíticas sofisticadas e de alta sensibilidade.
Isso se deve ao fato de que as concentrações de interesse geralmente estão na faixa de partes por bilhão (µg/L), exigindo equipamentos capazes de identificar e quantificar o composto em meio a uma complexa matriz aquosa .
A técnica mais consolidada e amplamente recomendada para a análise de agrotóxicos, como o Tiram, em matrizes ambientais é a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) ou Cromatografia Gasosa (CG) acoplada à Espectrometria de Massas (EM).
Essas técnicas, conhecidas como LC-MS/MS ou GC-MS/MS, oferecem a seletividade e a sensibilidade necessárias para a análise de resíduos em níveis traço . O processo, em linhas gerais, envolve as seguintes etapas:
1. Coleta e Preservação: A amostra de água é coletada em frascos específicos, seguindo procedimentos rigorosos para evitar contaminação. A preservação pode envolver o ajuste de pH ou a adição de conservantes para garantir a estabilidade do Tiram até o momento da análise.
2. Preparo e Extração: Antes da análise instrumental, a amostra passa por um processo de preparo, que visa extrair o Tiram da água, concentrá-lo e eliminar possíveis interferentes. Uma técnica comum é a Extra em Fase Sólida, onde a amostra é percolada através de um cartucho que retém seletivamente o composto de interesse, que posteriormente é eluído com um solvente adequado.
3. Análise Instrumental: O extrato concentrado é então injetado no cromatógrafo (CLAE ou CG). A cromatografia separa os diferentes componentes da amostra, que, em seguida, são detectados e identificados pelo espectrômetro de massas. A combinação do tempo de retenção (cromatografia) e do espectro de massas (fragmentação característica do Tiram) permite uma identificação inequívoca, enquanto a intensidade do sinal é correlacionada com a concentração do analito .
A escolha entre CLAE ou CG depende das propriedades físico-químicas do Tiram, e laboratórios especializados possuem a expertise para selecionar e validar o método mais adequado, garantindo a confiabilidade e a precisão dos resultados.
O Papel do Laboratório Especializado e a Garantia de Resultados Confiáveis
A complexidade das análises para a quantificação de Tiram na água exige mais do que apenas equipamentos de ponta.
Ela demanda a atuação de um laboratório com corpo técnico altamente capacitado, que siga rigorosamente procedimentos operacionais padrão (POPs) e que possua um sistema de garantia da qualidade implementado.
A credibilidade dos resultados de uma análise de água é construída sobre pilares como rastreabilidade, precisão, exatidão e confiabilidade, sendo a acreditação, por exemplo, pela norma NBR ISO/IEC 17025, o maior selo de competência técnica que um laboratório pode obter .
Um laboratório acreditado opera com um Sistema de Gestão da Qualidade que assegura que todos os processos, desde a coleta da amostra até a emissão do laudo, são realizados de acordo com os mais altos padrões internacionais.
Isso envolve o uso de materiais de referência certificados para calibração, a participação em ensaios de proficiência para validação de métodos e a rastreabilidade das medições a padrões nacionais ou internacionais.
O laudo emitido por um laboratório com essa credibilidade não é apenas um documento com números; é uma ferramenta poderosa para a tomada de decisão, seja para a gestão de uma estação de tratamento de água, para o controle de um processo industrial ou para a garantia de conformidade para órgãos reguladores.
Ao escolher um laboratório especializado, o cliente está investindo em segurança, confiabilidade e em uma assessoria que vai além da simples análise, fornecendo a base para ações corretivas e preventivas.
Conclusão
A análise de Tiram na água é um procedimento de importância estratégica para a gestão da qualidade hídrica e para a proteção da saúde pública.
A presença desse fungicida nos corpos d'água, mesmo em baixas concentrações, representa um risco que deve ser gerenciado por meio de um monitoramento contínuo e eficaz.
A complexidade das análises, que envolvem desde a coleta e preparo da amostra até a utilização de técnicas instrumentais avançadas como a LC-MS/MS, reforça a necessidade de contar com laboratórios que aliam tecnologia de ponta a uma rigorosa garantia da qualidade.
Acreditamos que a informação e a ciência são as melhores ferramentas para a tomada de decisão consciente e para a construção de um futuro mais seguro e sustentável.
Por isso, nosso compromisso é oferecer serviços analíticos de excelência, com a precisão e a confiabilidade que seus projetos e a sua saúde exigem.
A Importância de Escolher o Lab2bio
Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises laboratoriais.
Empresas do setor alimentício, indústrias farmacêuticas, laboratórios e outros segmentos confiam no Lab2bio para garantir a segurança e qualidade da água utilizada em suas atividades.
Evitar riscos de contaminação é um compromisso com a saúde de seus clientes e com a longevidade do seu negócio. Investir em análises periódicas é um diferencial que fortalece sua reputação e evita prejuízos futuro.
Para saber mais sobre Análise de Água com o Laboratório LAB2BIO - Análises de Ar, Água, Alimentos, Swab e Efluentes ligue para (11) 91138-3253 (WhatsApp) ou (11) 2443-3786 ou clique aqui e solicite seu orçamento.
FAQ - Perguntas Frequentes sobre Análise de Tiram na Água
1. Por que devo me preocupar com a presença de Tiram na água se ele é usado na agricultura?
O Tiram, mesmo sendo benéfico para as lavouras, pode ser carregado pela chuva até rios e aquíferos. A ingestão contínua de água com níveis elevados deste composto pode trazer riscos à saúde, como problemas na tireoide, o que torna seu monitoramento essencial para garantir a segurança da água que consumimos .
2. Como sei se a água que consumo tem Tiram?
A única forma segura de saber é por meio de uma análise laboratorial específica. A água de poços, nascentes e até mesmo a água tratada por algumas estações pode conter resíduos, e o teste é a única maneira de verificar a conformidade com os padrões legais de potabilidade.
3. O que é um "Valor Máximo Permitido" (VMP) para o Tiram?
O VMP é a concentração máxima do Tiram que pode estar presente na água para que ela seja considerada segura para consumo, de acordo com a legislação brasileira (Portaria GM/MS nº 888/2021). A análise laboratorial verifica se a sua água está dentro desse limite .
4. Com que frequência devo realizar a análise de Tiram na água?
A frequência recomendada varia conforme a fonte de água e o risco de contaminação. Para poços e nascentes localizados próximos a áreas agrícolas, recomenda-se uma análise anual ou semestral. Para a água de consumo de empresas que utilizam recursos hídricos em seus processos, a periodicidade deve ser definida por um estudo de riscos e pelas exigências dos órgãos reguladores e certificadores.
5. Qual a diferença entre um teste de "presença/ausência" e a quantificação do Tiram?
Um teste rápido pode apenas indicar se há ou não uma quantidade detectável do composto, sem dizer quão elevada ela é. A quantificação, realizada por técnicas como a cromatografia, fornece a concentração exata, permitindo comparar com o VMP e tomar decisões sobre a necessidade de tratamento ou a conformidade legal .
6. Qual o prazo para obter o resultado da análise?
O prazo pode variar de 5 a 15 dias úteis, dependendo da complexidade da análise, da técnica utilizada e da demanda do laboratório. Recomendamos consultar nosso time para obter um prazo específico para o seu projeto.





Comentários