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Análise de TPH Alifático – Faixa C9–C18: importância, aplicações e métodos laboratoriais

Introdução


A análise de TPH alifático – faixa C9–C18 é uma das principais ferramentas empregadas na investigação de áreas contaminadas por derivados de petróleo.


O ensaio permite identificar e quantificar hidrocarbonetos alifáticos presentes em amostras ambientais, fornecendo informações essenciais para avaliações de risco, monitoramento ambiental e tomada de decisões durante processos de remediação.


Os hidrocarbonetos derivados do petróleo representam um grupo extremamente complexo de substâncias químicas.


Em vez de identificar individualmente cada composto, muitos programas de monitoramento utilizam o conceito de Total Petroleum Hydrocarbons (TPH), classificando essas substâncias em faixas de carbono e em grupos químicos, como hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos.


Essa abordagem facilita a avaliação da contaminação e permite relacionar cada fração ao seu comportamento ambiental e potencial toxicológico.


Entre essas frações, destaca-se a faixa C9–C18, composta principalmente por alcanos lineares, ramificados, cicloalcanos e pequenas quantidades de alcenos.


Esses compostos são encontrados em diversos combustíveis e produtos derivados do petróleo, especialmente diesel, querosene, óleo combustível leve e misturas industriais.



O que significa TPH alifático?


A sigla TPH (Total Petroleum Hydrocarbons) corresponde ao conjunto de hidrocarbonetos derivados do petróleo presentes em uma amostra.


Esses compostos podem ser separados em dois grandes grupos:

  • hidrocarbonetos alifáticos;

  • hidrocarbonetos aromáticos.


Os hidrocarbonetos alifáticos possuem cadeias abertas ou estruturas cíclicas saturadas, sendo constituídos principalmente por ligações simples entre átomos de carbono.


Já os aromáticos apresentam anéis benzênicos, comportamento químico distinto e, em muitos casos, maior toxicidade.


Essa separação é importante porque cada grupo apresenta características diferentes quanto à mobilidade no solo, persistência ambiental, volatilidade, biodegradação e toxicidade.


Por esse motivo, diversos protocolos ambientais recomendam que essas frações sejam avaliadas separadamente durante estudos de investigação ambiental.



O que representa a faixa C9–C18?


A denominação C9–C18 refere-se ao número de átomos de carbono presentes nas moléculas analisadas.


Na prática, essa faixa compreende compostos que eluem cromatograficamente entre o n-nonano (C9) e antes do n-nonadecano (C19), sendo utilizada como referência em diversos métodos internacionais para caracterização de hidrocarbonetos extraíveis.


Essa fração inclui, entre outros:

  • nonano;

  • decano;

  • undecano;

  • dodecano;

  • tridecano;

  • tetradecano;

  • pentadecano;

  • hexadecano;

  • heptadecano;

  • octadecano.


Além desses compostos lineares, também fazem parte da análise diversos hidrocarbonetos ramificados e cicloalcanos presentes naturalmente em combustíveis derivados do petróleo.



Onde esses compostos são encontrados?


Os hidrocarbonetos alifáticos da faixa C9–C18 estão presentes em diversos produtos utilizados diariamente pela indústria.


Entre os principais exemplos estão:

  • óleo diesel;

  • querosene de aviação;

  • combustíveis marítimos;

  • óleos lubrificantes leves;

  • solventes industriais;

  • combustíveis para aquecimento;

  • produtos petroquímicos.


Quando ocorre vazamento desses materiais, parte dos hidrocarbonetos pode infiltrar-se no solo ou atingir águas subterrâneas, tornando necessária a realização de análises laboratoriais para determinar a extensão da contaminação.


Além de acidentes ambientais, a presença desses compostos também pode estar relacionada a:

  • postos de combustíveis;

  • refinarias;

  • bases de distribuição;

  • oficinas mecânicas;

  • indústrias químicas;

  • terminais de armazenamento;

  • aeroportos;

  • áreas de transporte de combustíveis.



Por que realizar a análise de TPH alifático – faixa C9–C18?


A análise fornece informações importantes para compreender a natureza da contaminação.


Os resultados permitem:

  • identificar a presença de derivados de petróleo;

  • estimar o grau de contaminação ambiental;

  • subsidiar avaliações de risco à saúde humana;

  • apoiar projetos de remediação;

  • acompanhar a eficiência de processos de descontaminação;

  • atender exigências de órgãos ambientais;

  • gerar dados para estudos ambientais.


Em muitos casos, apenas a concentração total de TPH não é suficiente para caracterizar adequadamente um local contaminado.


A avaliação por frações permite uma interpretação mais detalhada do comportamento ambiental dos contaminantes, sendo amplamente utilizada em programas modernos de gerenciamento de áreas contaminadas.



Como a análise é realizada no laboratório?


Embora existam diferentes metodologias, a maioria dos laboratórios utiliza procedimentos baseados em etapas bem estabelecidas.


De forma simplificada, o processo envolve:

  1. recebimento e conferência da amostra;

  2. preparo da amostra;

  3. extração dos hidrocarbonetos;

  4. limpeza do extrato (quando aplicável);

  5. separação entre frações alifáticas e aromáticas;

  6. análise cromatográfica;

  7. processamento dos dados;

  8. emissão do relatório técnico.


A técnica mais empregada é a cromatografia gasosa, frequentemente com detector de ionização em chama (GC-FID) ou, em aplicações específicas, acoplada à espectrometria de massas (GC-MS).


Esses métodos permitem separar e quantificar os hidrocarbonetos de acordo com sua faixa de carbono, oferecendo elevada sensibilidade e confiabilidade analítica.



Matrizes analisadas, interpretação dos resultados e aplicações da análise de TPH alifático – faixa C9–C18


Quais matrizes podem ser analisadas?


A análise de TPH alifático na faixa C9–C18 pode ser realizada em diferentes tipos de amostras ambientais, conforme o objetivo da investigação e os requisitos do estudo.


As principais matrizes incluem:

  • solos;

  • sedimentos;

  • águas subterrâneas;

  • águas superficiais;

  • efluentes industriais;

  • resíduos;

  • lixiviados;

  • amostras provenientes de processos de remediação ambiental.


Cada matriz demanda procedimentos específicos de coleta, preservação e preparo laboratorial para garantir que os resultados representem fielmente a condição da amostra.


Em geral, hidrocarbonetos semivoláteis são extraídos por solventes apropriados, seguidos de etapas de purificação e análise cromatográfica.


Como interpretar os resultados?

A interpretação dos resultados deve considerar diversos fatores além da concentração medida.


Entre os principais aspectos avaliados estão:

  • histórico de uso da área;

  • tipo de combustível ou derivado de petróleo envolvido;

  • características geológicas e hidrogeológicas;

  • profundidade da contaminação;

  • presença de outras substâncias químicas;

  • legislação ambiental aplicável.


Em muitos casos, a distribuição das diferentes faixas de carbono auxilia na identificação da origem da contaminação.


Combustíveis leves apresentam predominância de frações menores, enquanto produtos mais pesados tendem a concentrar compostos com maior número de carbonos.


A avaliação por frações também é amplamente utilizada em estudos de risco ambiental e saúde humana.



Controle de qualidade laboratorial


A confiabilidade dos resultados depende da adoção de rigorosos procedimentos de controle de qualidade durante todas as etapas analíticas.


Entre as práticas mais comuns estão:

  • calibração periódica dos equipamentos;

  • utilização de padrões certificados;

  • análise de amostras em duplicata;

  • inclusão de brancos analíticos;

  • ensaios de recuperação;

  • verificação da linearidade analítica;

  • rastreabilidade das amostras.


Esses controles permitem reduzir incertezas e assegurar que os resultados obtidos sejam tecnicamente consistentes e reproduzíveis.



Principais aplicações da análise


A análise de TPH alifático – faixa C9–C18 possui ampla aplicação em diferentes segmentos.


Entre eles destacam-se:

  • investigação de áreas contaminadas;

  • monitoramento de postos de combustíveis;

  • refinarias e terminais de armazenamento;

  • indústrias químicas e petroquímicas;

  • aeroportos;

  • áreas portuárias;

  • acompanhamento de processos de remediação;

  • licenciamento ambiental;

  • perícias ambientais;

  • monitoramento de passivos ambientais.


Os resultados laboratoriais fornecem informações essenciais para o gerenciamento ambiental e para o atendimento às exigências dos órgãos reguladores.



A importância da análise para o monitoramento ambiental


O monitoramento de hidrocarbonetos derivados do petróleo é indispensável para prevenir impactos ambientais e proteger recursos naturais.



Quando não identificados precocemente, esses contaminantes podem migrar pelo solo, atingir aquíferos, comprometer corpos hídricos e afetar ecossistemas terrestres e aquáticos.


A análise por frações, como a de TPH alifático C9–C18, oferece uma avaliação mais detalhada da composição dos contaminantes, permitindo direcionar estratégias de investigação e remediação de forma mais eficiente.


Além disso, o uso de técnicas como a cromatografia gasosa com detector de ionização em chama (GC-FID) proporciona elevada sensibilidade e seletividade para esse tipo de determinação.



Conclusão


A análise de TPH alifático – faixa C9–C18 é uma ferramenta essencial para a caracterização de contaminações por derivados de petróleo em diferentes matrizes ambientais.


Ao quantificar especificamente essa fração de hidrocarbonetos, o ensaio fornece informações valiosas para investigações ambientais, avaliações de risco e monitoramento da eficácia de processos de remediação.


Laboratórios que empregam metodologias reconhecidas, equipamentos modernos e rigorosos controles de qualidade entregam resultados confiáveis, contribuindo para decisões técnicas fundamentadas e para o cumprimento das exigências ambientais.


Investir em análises laboratoriais de qualidade é um passo importante para a proteção do meio ambiente, da saúde pública e para a gestão responsável de áreas potencialmente contaminadas.



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Perguntas Frequentes (FAQ)


O que é TPH alifático?

É a fração dos hidrocarbonetos derivados do petróleo composta principalmente por alcanos, cicloalcanos e compostos relacionados, classificados de acordo com o número de átomos de carbono.


O que significa a faixa C9–C18?

Corresponde aos hidrocarbonetos cujas moléculas possuem entre nove e dezoito átomos de carbono, normalmente associados a produtos como diesel, querosene e combustíveis leves.


Em quais amostras essa análise pode ser realizada?

A análise pode ser aplicada em solos, sedimentos, águas subterrâneas, águas superficiais, efluentes, resíduos e outras matrizes ambientais.


Qual técnica é utilizada na análise?

A determinação é realizada principalmente por cromatografia gasosa com detector de ionização em chama (GC-FID), podendo incluir etapas de extração, purificação e separação entre frações alifáticas e aromáticas.


Por que separar hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos?

Porque esses grupos apresentam diferentes propriedades físico-químicas, comportamentos ambientais e potenciais toxicológicos, permitindo avaliações ambientais mais precisas.




 
 
 

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