Análise de Óleos e Graxas (19-A) na Água: por que esse ensaio é essencial para o monitoramento ambiental e o controle da qualidade da água
- Enfermeira Natalia Balsalobre
- 14 de mai. de 2021
- 5 min de leitura
Introdução
A qualidade da água é um dos principais indicadores da saúde ambiental e da eficiência dos processos industriais e de saneamento.
Entre os diversos parâmetros utilizados para avaliar possíveis contaminações, a análise de Óleos e Graxas (19-A) na água ocupa posição de destaque por identificar substâncias capazes de causar impactos ambientais significativos mesmo quando presentes em concentrações relativamente baixas.
Óleos minerais, vegetais, animais, lubrificantes e diversos derivados de petróleo podem atingir rios, lagos, águas subterrâneas e efluentes industriais por meio de vazamentos, descarte inadequado ou processos produtivos.
Quando isso acontece, essas substâncias alteram as características da água, prejudicam organismos aquáticos e dificultam os processos de tratamento.
Por esse motivo, a determinação de óleos e graxas é amplamente utilizada em programas de monitoramento ambiental, controle de efluentes e atendimento às exigências dos órgãos ambientais.
O ensaio normalmente é realizado por métodos de extração com solvente e determinação gravimétrica, conforme metodologias reconhecidas para análises ambientais.

O que são óleos e graxas na água?
O termo "óleos e graxas" não representa apenas um único composto químico. Na realidade, engloba um conjunto de substâncias orgânicas insolúveis ou pouco solúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos.
Entre elas estão:
óleos minerais;
óleos lubrificantes;
combustíveis;
graxas industriais;
gorduras animais;
óleos vegetais;
ceras;
hidrocarbonetos pesados.
Esses compostos apresentam baixa afinidade com a água e tendem a formar películas superficiais ou permanecer aderidos a partículas em suspensão.
Em ambientes naturais, pequenas quantidades podem surgir naturalmente pela decomposição da matéria orgânica.
Entretanto, concentrações elevadas normalmente estão associadas às atividades humanas.
Quais são as principais fontes de contaminação?
Diversos segmentos podem gerar resíduos oleosos.
As fontes mais comuns incluem:
indústrias metalúrgicas;
oficinas mecânicas;
postos de combustíveis;
refinarias;
indústrias petroquímicas;
indústrias alimentícias;
frigoríficos;
aeroportos;
portos;
lavanderias industriais;
sistemas de drenagem urbana.
Além disso, pequenos descartes domésticos de óleo de cozinha também contribuem para o aumento desse tipo de contaminação quando realizados de maneira inadequada.
Quais os impactos ambientais dos óleos e graxas?
A presença dessas substâncias provoca diversos efeitos negativos.
Entre os principais impactos estão:
Redução da oxigenação da água: A película formada sobre a superfície dificulta as trocas gasosas entre a atmosfera e o corpo hídrico, reduzindo a disponibilidade de oxigênio dissolvido.
Prejuízo à fauna aquática: Peixes, crustáceos, moluscos e outros organismos podem sofrer alterações fisiológicas, dificuldades respiratórias e redução da reprodução.
Comprometimento dos ecossistemas: O excesso de material oleoso interfere na fotossíntese de organismos aquáticos e pode alterar toda a cadeia alimentar.
Problemas em estações de tratamento: Grandes concentrações de óleos e graxas prejudicam processos biológicos, reduzem a eficiência operacional e aumentam custos de manutenção.
Risco de contaminação do solo e das águas subterrâneas: Quando ocorre infiltração, determinados compostos podem migrar para aquíferos, tornando o controle ambiental ainda mais complexo.
Como é realizada a análise de Óleos e Graxas (19-A)?
A análise consiste na determinação da quantidade total de substâncias extraíveis por solvente presentes na amostra.
De forma simplificada, o procedimento envolve:
coleta adequada da amostra;
preservação conforme requisitos técnicos;
extração dos compostos oleosos utilizando solvente apropriado;
remoção do solvente;
determinação gravimétrica do resíduo obtido.
O resultado é normalmente expresso em mg/L (miligramas por litro).
Dependendo da finalidade do ensaio, podem ser empregadas metodologias baseadas no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater e outras normas reconhecidas para controle ambiental.
Onde essa análise é aplicada?
A análise possui ampla utilização em diversos setores.
Entre as principais aplicações estão:
monitoramento de efluentes industriais;
controle de estações de tratamento de efluentes;
avaliação de águas superficiais;
monitoramento de águas subterrâneas;
investigação de acidentes ambientais;
licenciamento ambiental;
programas de monitoramento exigidos pelos órgãos ambientais;
controle operacional de processos industriais.
Também é bastante utilizada em empresas que necessitam comprovar conformidade ambiental durante auditorias e processos de certificação.
Por que esse parâmetro é importante para as empresas?
O monitoramento periódico permite identificar alterações antes que elas causem impactos maiores.
Entre os benefícios estão:
prevenção de multas ambientais;
atendimento às exigências legais;
melhoria dos processos produtivos;
redução de desperdícios;
maior eficiência dos sistemas de tratamento;
suporte à gestão ambiental;
aumento da confiabilidade dos processos.
Além disso, os resultados laboratoriais fornecem informações importantes para a tomada de decisão e para a implementação de ações corretivas.
A importância de um laboratório especializado
A confiabilidade da análise depende diretamente da qualidade da coleta, da preservação da amostra, da metodologia empregada, da calibração dos equipamentos e dos controles de qualidade adotados durante todo o processo analítico.
Um laboratório especializado realiza o ensaio seguindo procedimentos técnicos padronizados, garantindo rastreabilidade, precisão e resultados confiáveis, fundamentais para o monitoramento ambiental e para o atendimento às exigências regulatórias.
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Se sua empresa precisa realizar a análise de Óleos e Graxas (19-A) na água, contar com um laboratório qualificado faz toda a diferença para obter resultados seguros e tecnicamente confiáveis.
Além de apoiar o atendimento às exigências ambientais, análises realizadas com rigor técnico contribuem para a prevenção de impactos ambientais, o controle de processos e a tomada de decisões fundamentadas.
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Conclusão
A análise de Óleos e Graxas (19-A) na água é uma ferramenta indispensável para avaliar a qualidade de águas e efluentes, identificar fontes de contaminação e apoiar ações de controle ambiental.
Sua aplicação contribui para a proteção dos recursos hídricos, o cumprimento da legislação e a melhoria contínua dos processos industriais e de saneamento.
Investir em monitoramento laboratorial é uma medida preventiva que fortalece a gestão ambiental e promove maior segurança para empresas, órgãos públicos e sociedade.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
O que mede a análise de Óleos e Graxas (19-A) na água?
O ensaio determina a concentração de substâncias oleosas e graxas extraíveis por solvente presentes na amostra de água.
Quais amostras podem ser analisadas?
Podem ser analisadas águas superficiais, subterrâneas, águas residuais, efluentes industriais e outras matrizes aquosas.
Qual a unidade do resultado?
Normalmente o resultado é expresso em miligramas por litro (mg/L).
Quem precisa realizar essa análise?
Indústrias, estações de tratamento, empresas de saneamento, consultorias ambientais, órgãos públicos e empreendimentos sujeitos ao monitoramento ambiental.
Por que a análise é importante?
Ela permite identificar contaminações, avaliar a eficiência de sistemas de tratamento, atender requisitos legais e prevenir impactos ambientais.





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