Fenantreno (HPA): o que é, por que monitorar e como a análise laboratorial protege o meio ambiente e a saúde humana
- Enfermeira Natalia Balsalobre
- 30 de mar. de 2022
- 11 min de leitura
Introdução
Você já ouviu falar em HPA? A sigla soa distante, mas os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos estão mais presentes no cotidiano do que imaginamos.
Entre eles, o fenantreno se destaca como um dos compostos mais abundantes e, ao mesmo tempo, menos compreendidos pelo público em geral.
Presente em emissões veiculares, queima de biomassa, processos industriais e até em alimentos defumados ou grelhados, o fenantreno é um contaminante ambiental silencioso.
Embora não tenha a notoriedade do benzo(a)pireno — outro HPA amplamente estudado por seu potencial cancerígeno —, o fenantreno serve como um importante indicador de contaminação por HPAs e merece atenção redobrada em programas de monitoramento ambiental, industrial e sanitário.
Neste artigo, vamos explorar a química do fenantreno, suas fontes, riscos, limites regulatórios e — principalmente — como uma análise precisa e confiável pode fazer toda a diferença para empresas, órgãos reguladores e para a sociedade.
Se você é profissional da indústria, estudante, gestor ambiental ou apenas alguém curioso sobre ciência e tecnologia aplicadas à proteção da saúde, continue conosco. A jornada será técnica, mas conduzida de forma clara e acessível.

O que é o fenantreno? Um olhar molecular sobre um HPA essencial
Definição básica e estrutura química
O fenantreno (C₁₄H₁₀) pertence à família dos Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos — moléculas formadas exclusivamente por átomos de carbono e hidrogênio, dispostos em anéis fundidos.
No caso do fenantreno, são três anéis benzênicos unidos em forma angular, lembrando um “U” ou um “V” aberto.
Essa estrutura tricíclica confere ao fenantreno propriedades intermediárias entre HPAs menores (dois anéis, como o naftaleno) e maiores (quatro, cinco ou seis anéis, como o pireno e o benzo(a)pireno).
Ele é sólido à temperatura ambiente, de coloração branca a levemente amarelada, insolúvel em água, mas solúvel em solventes orgânicos — característica que ditará como o extraímos de amostras ambientais.
Fenantreno no contexto dos HPAs
Os HPAs são formados principalmente durante a **combustão incompleta** de matéria orgânica.
Quanto mais ineficiente a queima (como em uma fogueira, um motor a diesel antigo ou um incêndio florestal), maior a quantidade e a variedade de HPAs gerados.
Dentre os 16 HPAs prioritários definidos pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) e adotados por diversos países, o fenantreno ocupa posição central: ele é frequentemente o mais abundante em amostras de ar, solo, água e sedimentos.
Contudo, sua abundância não significa inocuidade — muito pelo contrário, ele funciona como sentinela da presença de toda uma classe de contaminantes.
Por que um composto tricíclico interessa a cientistas e engenheiros?
A razão é tripla:
1. Persistência – O fenantreno não se degrada facilmente no ambiente. Pode permanecer por meses ou anos no solo, dependendo das condições microbiológicas.
2. Bioacumulação moderada – Embora não seja tão lipofílico quanto HPAs maiores, ele pode se acumular em organismos aquáticos (mexilhões, peixes) e em plantas.
3. Indicador de padrão de emissão – A razão entre fenantreno e antraceno (outro isômero tricíclico) permite identificar se a fonte de contaminação é petrogênica (derivada do petróleo) ou pirolítica (de queima).
Para um laboratório de análises ambientais, o fenantreno é um analito obrigatório em praticamente qualquer estudo de qualidade de solo, água, ar ou efluentes
Onde encontramos o fenantreno? Fontes e exposição humana
Fontes naturais e antropogênicas
Contrariando o senso comum, o fenantreno tem origens naturais:
- Incêndios florestais e queimadas naturais.
- Erupções vulcânicas (embora parcela pequena global).
- Síntese por plantas e microrganismos (em quantidades ínfimas).
Entretanto, a vasta maioria da contaminação por fenantreno deriva de atividades humanas:
Fontes móveis:
- Veículos com motor a gasolina, diesel e etanol (escapamento).
- Emissões evaporativas de combustíveis.
Fontes estacionárias:
- Usinas termelétricas a carvão ou óleo.
- Fornos de siderurgia, coquerias e incineradores.
- Queima de biomassa (lareiras, caldeiras de serraria).
Fontes difusas e ocupacionais:
- Fumaça de cigarro (contém centenas de HPAs, incluindo fenantreno).
- Exposição ocupacional em pavimentação asfáltica (asfalto contém HPAs naturais).
- Alimentos processados pelo calor (carnes grelhadas em carvão, defumados).
Rotas de exposição humana
O ser humano pode absorver fenantreno por três vias principais:
| Inalatória | Ar poluído, fumaça de cigarro, ambiente de trabalho
| Ingestão | Água contaminada, alimentos defumados, poeira de solo
| Cutânea | Contato com solo contaminado, óleos minerais
Uma vez no organismo, o fenantreno sofre metabolização pelo fígado, gerando metabólitos como 1,2-di-hidrodiol e diversos fenóis, que são excretados pela urina e pelas fezes.
A medição desses metabólitos em urina é um biomarcador clássico de exposição recente a HPAs.
Riscos à saúde: o que a ciência diz até agora?
O fenantreno é classificado pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer) como Grupo 3 (não classificável quanto à carcinogenicidade para humanos) — ao contrário do benzo(a)pireno (Grupo 1). Porém, não significa que seja inofensivo:
- Toxicidade aguda relativamente baixa (DL50 oral em ratos > 1.000 mg/kg).
- Efeitos crônicos mais sutis, mas bem documentados: irritação cutânea e respiratória, alterações enzimáticas hepáticas.
- Efeito fototóxico – quando a pele contaminada com fenantreno é exposta à luz ultravioleta, ocorre potencialização da toxicidade, gerando danos celulares.
- Desregulação endócrina – estudos in vitro sugerem que o fenantreno pode interferir com receptores de estrogênio e andrógeno, embora com potência menor que outros HPAs.
A grande lição é: o fenantreno nunca deve ser analisado sozinho. Sua presença sinaliza que outros HPAs mais perigosos podem estar presentes. Por isso, laboratórios sérios sempre o incluem em painéis multi-analito.
Métodos analíticos para fenantreno: da amostra ao laudo
Chegamos ao coração técnico deste post. Explicaremos como um laboratório moderno consegue detectar e quantificar o fenantreno em matrizes complexas como solo, água, ar ou alimentos.
Todo o processo segue rigorosos protocolos, desde a coleta até a validação dos dados. Afinal, resultados precisos embasam decisões jurídicas, econômicas e sanitárias.
Planejamento amostral e coleta
Antes mesmo de tocar na amostra, o analista define:
- Objetivo da análise (screening, monitoramento legal, estudo de remediação).
- Matriz (água superficial, solo, sedimento, efluente industrial, material particulado – MP10/MP2,5).
- Limite de quantificação necessário – normalmente na faixa de µg/L (ppb) para água e µg/kg (ppb) para solo.
Cuidados obrigatórios na coleta:
- Frascos de vidro âmbar (evita fotodegradação) com tampa de teflon.
- Adição de conservantes quando aplicável (ex: ácido ascórbico para eliminar cloro residual em água).
- Cadeia de custódia ininterrupta e transporte refrigerado (4°C).
- Extração o mais breve possível – HPAs são semivoláteis e podem adsorver às paredes do frasco.
Preparo de amostra: onde está o maior desafio
A extração do fenantreno de matrizes sólidas ou complexas é uma etapa crítica. Métodos tradicionais e modernos coexistem:
Após extração, o extrato é concentrado (rotavapor ou fluxo de nitrogênio) e, muitas vezes, submetido a uma etapa de clean-up em coluna de sílica gel ou florisil para remover co-extrativos que poderiam interferir na análise.
Separação e detecção: a cromatografia a serviço da verdade
A técnica consagrada para quantificação de fenantreno é a Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS). Funciona assim:
- A amostra extraída é injetada em um cromatógrafo gasoso, onde os compostos são vaporizados e arrastados por um gás de arraste (hélio ou hidrogênio) através de uma coluna capilar revestida por uma fase estacionária.
- O fenantreno, devido à sua estrutura, elui em um tempo característico (tipicamente entre 15 e 22 minutos, dependendo da coluna e da programação de temperatura).
- Ao sair da coluna, as moléculas entram no espectrômetro de massas, onde são ionizadas e fragmentadas. O equipamento então gera um espectro de massas – uma “impressão digital” do composto.
- Para quantificação, monitoramos íons específicos do fenantreno: m/z 178 (íon molecular) e m/z 176, 152 (fragmentos confirmatórios).
Por que GC-MS e não apenas GC-FID (detector de ionização de chama)?
Porque a espectrometria de massas oferece confirmação inequívoca da identidade do analito.
Em amostras complexas, outros compostos poderiam coeluir com mesmo tempo de retenção, mas o espectro de massas revela a verdadeira identidade do pico.
Padrões internos e calibração – a matemática da exatidão
Todo lote analítico leva:
- Padrão de calibração (soluções de fenantreno de concentração conhecida, típ. 0,5 a 100 µg/L).
- Padrão interno (geralmente fenantreno deuterado – D10-fenantreno) adicionado ANTES da extração para corrigir perdas e variações instrumentais.
- Brancos (reagentes puros) e brancos de campo (frascos abertos no local da coleta e fechados).
- Material de referência certificado (ex: solo com concentração conhecida de fenantreno – NIST SRM 1944).
Regulamentação, limites legais e aplicações práticas
Limites no Brasil e referências internacionais
No Brasil, a Resolução CONAMA 420/2009 estabelece valores orientadores para solo e águas subterrâneas para HPAs totais e para alguns HPAs isolados. Para o fenantreno especificamente:
- Solo – Valor de Prevenção: 3,4 mg/kg (3400 µg/kg). Acima disso, há necessidade de investigação.
- Água subterrânea – Valor Máximo Permitido (VMP) para consumo humano: não individualizado para fenantreno, mas sim para soma de 11 HPAs (≤ 0,05 µg/L – rigorosíssimo!).
Além disso, a Portaria GM/MS 888/2021 (Ministério da Saúde) define padrões de potabilidade.
Em termos práticos, o fenantreno deve ficar abaixo do limite de detecção em água de abastecimento público.
Referências internacionais:
- US EPA – Nível de screening para solo residencial: 7,8 mg/kg.
- União Europeia – Diretiva 2008/105/CE (águas superficiais): padrão de qualidade ambiental para HPAs totais (inclui fenantreno) de 0,002 µg/L, extremamente baixo.
- Canadá (CCME) – Solo agrícola: 5 mg/kg.
Observe como os limites variam – por isso, o escopo da análise deve considerar qual legislação se aplica ao empreendimento (indústria, mineração, agricultura, área urbana).
Aplicações típicas da análise de fenantreno no dia a dia dos laboratórios
Estudos de remediação ambiental
Uma empresa de saneamento descobre um terreno contaminado por vazamento de óleo.
A análise da distribuição espacial do fenantreno (mais móvel que HPAs maiores) ajuda a dimensionar a pluma de contaminação e otimizar a remediação.
Avaliação de eficiência de tratamento de efluentes
Em uma refinaria, o efluente tratado não pode conter HPAs acima da legislação. Medir fenantreno na entrada e na saída do sistema (biológico, carvão ativado etc.) comprova a eficácia do processo.
Monitoramento da qualidade do ar em áreas urbanas
A Secretaria do Meio Ambiente instala estações de amostragem de MP2,5 e analisa fenantreno como marcador de emissões veiculares e de queima de biomassa. Variações sazonais (inverno x verão) subsidiam políticas de restrição de tráfego.
Segurança de alimentos e rações
Indústrias de alimentos defumados ou secos em fornos a lenha precisam verificar se seus produtos atendem aos limites europeus (ex: Comissão Europeia 835/2011).
Embora haja foco em benzo(a)pireno, muitos clientes pedem o perfil completo incluindo fenantreno.
Exposição ocupacional
Ministério do Trabalho exige medição de HPAs aerodispersóides em ambientes como coquerias e fábricas de eletrodos. O fenantreno serve como indicador de exposição total a HPAs.
Desafios analíticos e armadilhas comuns
Mesmo com métodos bem estabelecidos, a análise do fenantreno pode trazer surpresas:
- Interferentes isobáricos – Compostos de mesma massa molecular (ex: antraceno, isômero do fenantreno) coeluem em certas colunas? Sim. Solução: coluna de maior resolução ou detector MS/MS.
- Contaminação de brancos – Solventes e materiais (frascos, seringas) podem conter traços de HPAs. Muitos laboratórios utilizam vidraria própria, exclusiva para HPAs.
- Degradação pós-coleta – Se a amostra ficar exposta à luz UV, o fenantreno fotodegrada rapidamente. Por isso, frascos âmbar e extração imediata são obrigatórios.
- Efeito de matriz – Solos com alto teor de matéria orgânica podem suprimir o sinal no GC-MS. A solução é diluir o extrato ou usar padrão interno deuterado em cada injeção.
Por que escolher um laboratório especializado em análise de fenantreno (HPA)?
Agora que você compreendeu a complexidade técnica e regulatória, podemos conversar sobre um aspecto prático e comercial: a escolha do laboratório parceiro não é um detalhe secundário. É uma decisão estratégica.
O que diferencia um laboratório competente?
- Acreditação ISO/IEC 17025 para o método de ensaio. Sem isso, o laudo tem valor jurídico limitado.
- Rastreabilidade metrológica – todos os padrões devem ter certificado e rastreabilidade ao Inmetro ou NIST.
- Programa de ensaios de proficiência – o laboratório participa de rodadas interlaboratoriais (ex: PTS, ERA) para comprovar sua competência.
- Equipe treinada – cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas exige conhecimento profundo não apenas de química, mas de interpretação de espectros.
Nossa atuação – análise de fenantreno sob medida para seu projeto
Nosso laboratório possui mais de 12 anos de experiência em análises de HPAs em todas as matrizes relevantes. Especificamente para análise de fenantreno (HPA) , oferecemos:
✅ Painel completo de 16 HPAs Prioritários (EPA 610), incluindo fenantreno, antraceno, fluoranteno, pireno, benzo(a)pireno, entre outros.
✅ Limites de quantificação ultrabaixos – chegamos a 0,005 µg/L em água (abaixo do exigido pela Portaria da Potabilidade) e 0,5 µg/kg em solo (por GC-MS/MS).
✅ Prazos otimizados – laudos preliminares em 5 dias úteis para projetos urgentes de remediação.
✅ Coleta própria – equipe treinada que fornece frascos, preservativos e gelo, seguindo o mais rigoroso protocolo de cadeia de custódia.
✅ Flexibilidade metodológica – adaptamos extração e clean-up para matrizes difíceis (lodo de ETE, sedimentos marinhos, carvão ativado exausto, borra de petróleo).
Para quem atendemos?
- Indústrias (petroquímica, siderúrgica, automotiva, alimentícia, de celulose).
- Consultorias ambientais (EIA/RIMA, planos de monitoramento, due diligence).
- Órgãos públicos (prefeituras, secretarias de meio ambiente, departamentos de água e esgoto).
- Instituições de pesquisa (universidades, centros de tecnologia).
- Escritórios de advocacia ambiental (para perícias e provas técnicas).
Conclusão
O fenantreno não é apenas mais um nome complicado da química orgânica. Ele é um termômetro da poluição por HPA – silencioso, abundante e tecnicamente revelador.
Sua análise consistente permite desde a tomada de decisão em remediação de solos até a garantia de que a água que chega à sua torneira está segura.
Ao longo deste artigo, procuramos equilibrar o rigor técnico com a acessibilidade.
Explicamos sua estrutura molecular, suas fontes (de uma churrasqueira a uma refinaria), seus efeitos biológicos, e os métodos analíticos de ponta – como a cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas – que permitem enxergar esse contaminante em concentrações mínimas, da ordem de partes por trilhão.
Ficou evidente, também, que não basta “fazer uma análise”. É preciso que o laboratório seja acreditado, utilize padrões rastreáveis, participe de ensaios de proficiência e entregue laudos com significado jurídico e ambiental.
Do contrário, o resultado pode ser pior do que nenhuma informação: uma falsa segurança.
Se você, leitor, enfrenta desafios regulatórios, precisa embasar um projeto de remediação ou simplesmente deseja caracterizar a qualidade ambiental de sua área, convidamos a conhecer nossa estrutura.
Estamos prontos para realizar a análise de fenantreno (HPA) e de todo o painel de HPAs, com o compromisso da ciência aplicada à proteção da saúde e do meio ambiente.
Entre em contato conosco. Vamos conversar sobre o seu caso, sem compromisso. Porque entender o invisível é o primeiro passo para controlá-lo.
A Importância de Escolher o Lab2bio
Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises laboratoriais.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre análise de fenantreno (HPA)
1. O fenantreno é cancerígeno?
Não há classificação conclusiva da IARC (Grupo 3). Porém, em misturas complexas de HPAs, ele atua como marcador de risco. A exposição crônica merece cautela, especialmente via inalatória e cutânea com luz UV.
2. Qual o melhor método para análise de fenantreno em água potável?
Extração em fase sólida (SPE) seguida de GC-MS ou, para limites extremamente baixos, GC-MS/MS. O método deve atender ao limite de 0,05 µg/L (somatório de HPAs) da Portaria GM/MS 888/2021.
3. Posso coletar a amostra de solo eu mesmo e enviar ao laboratório?
Sim, desde que você siga rigorosamente o protocolo: frascos de vidro âmbar limpos, refrigeração imediata, envio em até 48h. Recomendamos que nossa equipe realize a coleta para garantir validade jurídica.
4. Quanto tempo leva para sair o resultado da análise de fenantreno?
Entre 5 e 10 dias úteis, dependendo da matriz e da necessidade de clean-up adicional. Oferecemos serviço urgente (3 dias úteis) para casos emergenciais.
5. O laudo serve para licenciamento ambiental junto à CETESB, IBAMA ou OEMA?
Sim, desde que o laboratório seja acreditado pela CGCRE/INMETRO (ISO/IEC 17025) para o método específico de HPAs. Nós possuímos essa acreditação.
6. O fenantreno é monitorado em alimentos? Onde achar esse dado?
Sim, principalmente na União Europeia. No Brasil, a ANVISA tem programa de monitoramento, mas sem limites específicos para fenantreno (apenas benzo(a)pireno para óleos e gorduras). Fazemos análises por demanda.
7. Qual a diferença entre fenantreno e antraceno? E qual é mais tóxico?
Ambos são isômeros C₁₄H₁₀, mas diferem na disposição dos anéis (linear no antraceno; angular no fenantreno). O antraceno é mais reativo e fototóxico; o fenantreno é mais estável e abundante. Em geral, o antraceno é considerado levemente mais tóxico para organismos aquáticos.
8. Quanto custa uma análise de fenantreno?
O preço varia conforme matriz (água, solo, ar, alimento) e número de amostras. Em regime de painel completo (16 HPAs), tipicamente entre R$ 180 a R$ 450 por amostra (dependendo do volume e dos descontos progressivos). Solicite orçamento personalizado.





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