Por que analisar Falling Number em farinhas? A chave para qualidade panificadora e previsibilidade industrial
- Enfermeira Natalia Balsalobre
- 14 de fev. de 2022
- 12 min de leitura
Introdução
Para quem trabalha com farinhas, seja em uma pequena padaria artesanal, em uma grande indústria de biscoitos ou na recepção de grãos em um silo, um problema silencioso pode transformar um lote aparentemente nobre em um produto final desastroso.
A farinha pode apresentar boa cor, textura fina, teor de proteína adequado — e ainda assim produzir pães de volume baixo, massas grudurentas ou biscoitos que desmoronam.
A razão para esses fracassos, muitas vezes, está em um parâmetro pouco conhecido fora dos círculos técnicos, mas absolutamente crítico: o Falling Number.
O Falling Number, também chamado de número de queda ou índice de queda rápido, é uma medida indireta da atividade da enzima alfa-amilase presente na farinha.
Essa enzima decompõe o amido em açúcares mais simples, influenciando diretamente a fermentação, a textura do miolo, a crosta e até a vida de prateleira do produto.
Uma farinha com Falling Number muito baixo indica excesso de atividade enzimática (geralmente devido à germinação precoce do trigo), enquanto um valor muito alto aponta atividade insuficiente (o que pode levar a produtos ressecados e de baixo volume).
Neste artigo técnico-acessível — escrito em linguagem que respeita o rigor científico, mas sem jargões desnecessários — vamos explorar, em quatro seções detalhadas, os fundamentos do Falling Number, sua interpretação prática, as consequências de ignorá-lo e o passo a passo do ensaio em laboratório.
Ao final, você entenderá plenamente por que analisar Falling Number em farinhas é um investimento em previsibilidade, economia e reputação.
Nosso laboratório, especializado em análises físico-químicas e enzimáticas de grãos, farinhas e derivados, realiza o ensaio segundo os métodos oficiais AACC 56-81B e ISO 3093, com equipamentos calibrados e emissão de laudo técnico em até 48 horas úteis.

O que é o Falling Number e por que ele reflete a qualidade do trigo
Origem do conceito
O Falling Number foi desenvolvido na década de 1960 pelos pesquisadores suecos Hagberg e Perten como uma forma rápida e prática de detectar danos por germinação (sprouting) em trigo colhido sob condições de umidade.
Antes desse método, a indústria dependia de testes morosos de germinação direta ou de medições mais complexas da viscosidade da pasta de farinha.
O grande avanço do Falling Number foi unir simplicidade operacional, baixo custo relativo e alta correlação com o comportamento real da farinha durante o processamento térmico.
A base enzimática
Para entender o Falling Number, é preciso conhecer a alfa-amilase. Essa enzima é naturalmente presente no grão de trigo em concentrações basais, mas sua atividade aumenta drasticamente quando o grão inicia o processo de germinação — ainda na espiga, por exemplo, após chuvas prolongadas próximas à colheita.
A alfa-amilase quebra as ligações glicosídicas internas do amido (amilose e amilopectina), gerando dextrinas, maltose, glicose e outros oligossacarídeos.
Quanto maior a atividade da alfa-amilase, mais rápida e intensa é a degradação do amido.
O Falling Number mede, de forma indireta, essa atividade: em uma farinha com alfa-amilase muito ativa, o amido é rapidamente clivado durante o aquecimento em meio aquoso, resultando em uma pasta de baixa viscosidade; em uma farinha com pouca atividade, a pasta permanece espessa.
O tempo (em segundos) que um êmbolo-pistão leva para cair através dessa pasta é o Falling Number.
Interpretação da escala
- Falling Number abaixo de 200 segundos → atividade alfa-amilásica excessiva. Farinha tende a produzir pães com miolo pegajoso (gummy), crosta escura, baixo volume e maior risco de mofamento.
- Falling Number entre 200 e 250 segundos → zona crítica, aceitável para alguns produtos industrializados, mas com riscos.
- Farinhas com Falling Number entre 250 e 320 segundos → ideais para pães e produtos fermentados. A atividade enzimática é equilibrada, garantindo boa fermentação, estrutura de miolo e cor de crosta.
- Falling Number acima de 350 segundos → atividade alfa-amilásica insuficiente. Pães tendem a ter volume baixo, crosta pálida e miolo seco, esfarelento. Indicado apenas para massas que exigem alta viscosidade (como alguns biscoitos, mas com correção enzimática).
Relação com a germinação pré-colheita
O principal fator que reduz o Falling Number é a germinação pré-colheita (pre-harvest sprouting).
Chuvas na fase final de maturação, alta umidade relativa e temperaturas amenas ativam enzimas no embrião do grão, degradando amido ainda dentro da espiga.
O produtor pode nem perceber visualmente a germinação — muitas vezes o grão parece normal — mas o Falling Number já estará comprometido.
Por isso, a análise é recomendada para todos os lotes de trigo, cevada, centeio, triticale e outros cereais que passarão por processos de panificação, extrusão ou moagem úmida.
Consequências práticas de ignorar o Falling Number na indústria de alimentos
Panificação: o caos na padaria
Uma farinha com Falling Number muito baixo (alto poder diastático) gera durante a fermentação uma liberação excessiva de açúcares.
As leveduras consomem esses açúcares muito rapidamente, produzindo gás carbônico em ritmo acelerado e descontrolado.
O resultado: a massa cresce demais nas primeiras horas, perde a resistência (força de glúten), colapsa no forno, e o pão final sai com volume reduzido, miolo úmido e pegajoso, com alvéolos irregulares e grossos.
Além disso, o excesso de açúcares residuais favorece a reação de Maillard na crosta, que escurece precocemente, podendo dar aspecto de queimado antes de o miolo estar totalmente assado.
Para o consumidor, a experiência é desagradável: o pão parece cru por dentro, tem sabor estranho (às vezes adocicado demais) e a textura lembra massa de bolo crua.
Por outro lado, um Falling Number muito alto (falta de alfa-amilase) significa que a massa não terá açúcares suficientes para a fermentação.
As leveduras ficam “sem comida”, o gás é insuficiente, e o pão cresce pouco, resultando em volume baixo, crosta clara e miolo seco, que esfarela ao corte.
Biscoitos, bolachas e produtos extrudados
No segmento de biscoitos, a regra muda um pouco. Biscoitos tipo cream cracker, água e sal, e alguns doces podem tolerar valores mais altos de Falling Number (acima de 300 s) porque não exigem grande volume e a textura final deve ser mais seca e quebradiça.
No entanto, valores acima de 400 s já comprometem a expansão e a laminagem da massa, que fica dura, resistente e difícil de abrir.
Em produtos extrudados (snacks, cereais matinais, massas instantâneas), o Falling Number influencia a absorção de água e a expansão na extrusora.
Farinhas com baixo Falling Number produzem extrudados mais densos, de baixa crocância, com textura compacta e pouco atraente.
Impacto econômico: perda de lotes e devoluções
O custo de não analisar Falling Number não se limita à qualidade do produto. Uma grande panificadora que adquire 30 toneladas de farinha por semana, sem essa análise, pode produzir pães com defeitos graves durante vários dias até identificar o lote problema. As perdas incluem:
- Matéria-prima refugada (farinha e outros ingredientes).
- Horas de produção ociosa ou retrabalho.
- Devolução do lote pelo cliente final (supermercados, escolas, redes de alimentação).
- Danos à imagem da marca, especialmente se o produto chegar ao consumidor com características inconsistentes.
Já para o moinho ou cooperativa que fornece farinhas, a ausência de controle do Falling Number leva a reclamações recorrentes, assistência técnica cara e risco de perder contratos.
Ao analisar esse parâmetro em cada lote, o fornecedor pode classificar a farinha por aplicação (baixo FN para panificação mista, alto FN para biscoitos) e agregar valor técnico.
Efeito na vida de prateleira e segurança microbiológica
Farinas com baixo Falling Number (excesso de açúcares e dextrinas) são mais suscetíveis à contaminação por bolores e leveduras durante o armazenamento de produtos acabados.
O açúcar livre é um substrato preferencial para fungos e bactérias, reduzindo a vida útil do pão ou bolo de 7 dias para 3 ou 4 dias, especialmente em climas quentes e úmidos.
Em produtos congelados (massa crua congelada para pizzas, pães, roscas), a alta atividade enzimática continua mesmo sob refrigeração — as amilases são termoestáveis — e degrada o amido durante o estocamento congelado, resultando em perda de qualidade após o descongelamento.
Como o Falling Number é analisado no laboratório — passo a passo técnico
Princípio do equipamento (Falling Number System)
O equipamento padrão para essa análise é o Falling Number System (Perten Instruments ou similar), composto por um banho termostatizado em ebulição vigorosa, um tubo de ensaio especial (tubo de vidro com marcação volumétrica), um êmbolo-pistão de aço inoxidável com haste, e um timer automático que registra o tempo de queda.
O princípio é viscosimétrico: mede-se o tempo total, em segundos, que o êmbolo leva para cair da posição superior até o fundo do tubo, após a farinha ter sido gelatinizada em água fervente.
Quanto mais rápida a queda, menor a viscosidade — e maior a atividade enzimática.
Amostragem e preparo da farinha
Antes de qualquer medição, a amostragem deve ser representativa. Para um lote de farinha ensacada, coletam-se punções de no mínimo 10 sacos diferentes, homogeneiza-se e reduz-se a amostra por quarteamento.
O laboratório exige que a farinha esteja seca (umidade abaixo de 14%, mas idealmente medida separadamente) e passada em peneira de 0,5 mm para eliminar grumos.
Pesa-se exatamente 7,00 g de farinha (base corrigida para 14% de umidade, se necessário) em um copo plástico descartável ou diretamente no tubo de Falling Number.
Adicionam-se 25 mL de água destilada ou desionizada, em temperatura ambiente (20–22 °C.
Procedimento de gelatinização e queda
1. O tubo com a mistura farinha + água é agitado vigorosamente com o êmbolo por 15 a 20 segundos, formando uma suspensão homogênea. Grumos devem ser desfeitos.
2. O êmbolo é deixado no interior do tubo, e o conjunto é imediatamente colocado no banho em ebulição (água a 100 °C).
3. Ao inserir o tubo, um sistema mecânico ou sensor inicia automaticamente a contagem do tempo. O êmbolo permanece na posição superior, preso por um eletroímã ou por uma trava manual (dependendo do modelo).
4. Após exatos 60 segundos — período necessário para a gelatinização completa do amido — o êmbolo é liberado.
5. O êmbolo então cai por gravidade através da pasta quente. O cronômetro é parado automaticamente quando o êmbolo toca o fundo do tubo.
6. O tempo exibido (em segundos) é o Falling Number.
Validação e controle de qualidade da análise
Como qualquer análise físico-química, o Falling Number exige rigor em detalhes para evitar erros:
- A água deve estar em ebulição constante (bolhas vigorosas) antes de cada teste.
- O tubo de vidro deve estar limpo e seco; resíduos de análises anteriores alteram a queda.
- A farinha deve ser pesada com balança de 0,01 g de precisão.
- Realiza-se sempre duplicata (duas determinações independentes). A diferença entre elas não pode ultrapassar 10 segundos para valores < 300 s e 15 segundos para valores > 300 s.
- Incluem-se amostras controle (farinha com Falling Number certificado) a cada 10 amostras.
No nosso laboratório, adotamos ainda a verificação diária da temperatura do banho (100 ± 0,2 °C) e o uso de cronômetro calibrado anualmente.
Exemplo prático de interpretação de laudo
Imagine que recebemos uma amostra de farinha de trigo tipo 1, com solicitação de Falling Number. O laudo emitido seria:
> Ensaio: Falling Number (FN) – Método AACC 56-81B
> Resultado: 212 segundos
> Unidade: segundos
> Conclusão: Atividade alfa-amilásica elevada. Farinha inadequada para panificação de pães fermentados sem correção. Recomenda-se uso em massas de biscoitos com adição de amilases resistentes ou blend com farinha de alto FN.
Esse resultado indica que, se o cliente usar essa farinha em pães, terá provavelmente miolo pegajoso e baixo volume.
Ele pode corrigir misturando com farinha de FN > 300 s na proporção 1:1 ou ajustando a receita (reduzindo água e adicionando ácido ascórbico, com limitações).
Estratégias para lidar com variações de Falling Number na indústria
Prevenção na origem: boas práticas agrícolas
A melhor maneira de evitar Falling Number problemático é na produção do trigo. Agricultores que monitoram a maturação com testes rápidos de umidade do grão e colhem antes de chuvas prolongadas reduzem o risco de germinação pré-colheita.
Além disso, variedades de trigo resistentes à germinação na espiga (com maior dormência fisiológica) estão disponíveis para climas úmidos.
Entretanto, nem sempre o controle é possível. Uma geada, uma chuva fora de época ou um sistema de drenagem deficiente podem comprometer lotes inteiros. É aí que a análise laboratorial se torna indispensável.
Correção por blending (mistura controlada)
A estratégia industrial mais comum para corrigir farinhas com Falling Number inadequado é o blending: misturar um lote de baixo FN com outro de alto FN até atingir a faixa desejada (250–320 s). A proporção é calculada por regra de três ponderada.
Exemplo:
- Lote A: FN = 180 s (muito baixo)
- Lote B: FN = 400 s (muito alto)
- Alvo: FN = 280 s
Cálculo simplificado: (400 - 280) / (400 - 180) ≈ 0,545 → 54,5% do lote A e 45,5% do lote B.
Após mistura, deve-se reanalisar o FN para confirmar.
Correção por aditivos enzimáticos
Em escala menor ou quando o blending não é viável, usam-se aditivos:
- Para FN muito alto (falta de amilase): adiciona-se amilase fúngica (ex: de Aspergillus oryzae) ou amilase bacteriana, em doses que variam de 5 a 50 ppm sobre a farinha. A dosagem deve ser calibrada por testes práticos, pois excesso reduz demais o FN.
- Para FN muito baixo (excesso de amilase): não há inibidor prático de alfa-amilase aprovado para panificação. A solução é diluição (blending) ou uso de farinha para outros fins (biscoitos, ração animal). Pode-se também adicionar ácidos orgânicos (ácido cítrico, ácido lático) que reduzem o pH e desaceleram levemente a enzima, mas com impacto no sabor.
Importante: qualquer correção química ou enzimática deve ser informada na rotulagem conforme legislação local (no Brasil, RDC 540/2021 da ANVISA).
Ajustes no processo de panificação
Quando o Falling Number da farinha já está definido (fornecedor fixo), o padeiro pode ajustar parâmetros:
- FN baixo: reduzir tempo de fermentação (usar menos levedura), diminuir a absorção de água em 1–2%, aumentar a temperatura de forno nos primeiros minutos para fixar crosta mais rápido.
- FN alto: aumentar levedura (até 20% mais), adicionar açúcar (1–2% sobre a farinha), prolongar a fermentação, ou adicionar ascórbico (50–100 ppm) para reforçar glúten.
Esses ajustes, porém, têm limite. Nenhum parâmetro de processo transforma uma farinha com FN 180 em uma farinha para pão premium. Por isso a análise prévia é tão valiosa.
Diferenciação de produtos conforme Falling Number
Uma visão mais estratégica é segmentar os produtos de acordo com o FN disponível. Moinhos que analisam cada lote podem oferecer:
- Farinha de FN 150–200: indicada para panetones industriais (que recebem muito açúcar e gordura, e o excesso de amilase ajuda na maciez), ou para produção de etanol (amilase desejada).
- Farinha de FN 200–250: produtos de panificação de curta fermentação (pão de forma, pão francês de rede, massas congeladas).
- Farinha de FN 250–320: panificação fina, pães artesanais, pizzas.
- Farinha de FN > 350: biscoitos, bolachas, misturas para empanados.
Essa classificação agrega valor técnico e permite preços diferenciados, além de fidelizar clientes que sabem exatamente o que compram.
Conclusão
Analisar o Falling Number em farinhas não é um detalhe técnico para especialistas — é uma necessidade prática para qualquer negócio que transforma cereais em alimentos.
Como vimos ao longo deste guia, o Falling Number atua como um termômetro enzimático, revelando se a farinha produzirá pães fofos ou murchos, biscoitos crocantes ou duros, e se o processo produtivo será previsível ou loteria.
Ignorar esse parâmetro significa arriscar perdas econômicas, retrabalho, devoluções e insatisfação de clientes. Incorporá-lo à rotina de controle de qualidade significa ganhar poder de decisão: corrigir por blending, ajustar processos, segmentar produtos e, acima de tudo, oferecer consistência.
A análise de Falling Number é rápida (cerca de 5 minutos por amostra), tem custo acessível e é normalizada internacionalmente. Não há desculpa técnica para não realizá-la.
Se você é produtor de trigo, moinho, indústria de panificação, massas ou biscoitos, nosso laboratório está pronto para ser seu parceiro.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre Falling Number
1. O Falling Number substitui a análise de proteína ou glúten?
Não. São análises complementares. Proteína e glúten indicam força e elasticidade; Falling Number indica atividade enzimática. Um trigo pode ser rico em proteína, mas com FN baixo, produzirá pão ruim.
2. Qual o Falling Number ideal para pão francês tradicional?
Entre 250 e 300 segundos. Valores acima de 320 deixam o pão seco; abaixo de 200 deixam o miolo gomoso.
3. Quanto custa a análise de Falling Number em um laboratório particular?
No Brasil, o preço varia entre R$ 60 e R$ 150 por amostra, dependendo da região e do volume contratado. Nosso laboratório oferece descontos progressivos a partir de 10 amostras.
4. Posso analisar Falling Number em casa ou na padaria?
Não. Existem versões simplificadas (como o equipamento Perten FN 1000), que ainda são de bancada e exigem treinamento. Não há método caseiro confiável.
5. A cevada e o centeio também têm Falling Number?
Sim. Para cevada malteada, o FN é usado para controlar a modificação enzimática. Para centeio, valores abaixo de 120 s são comuns, mas a panificação de centeio exige interpretação específica.
6. Como enviar amostras de farinha para o laboratório?
Colha pelo menos 500 g de farinha em saco plástico limpo e hermético. Identifique com data, lote e origem. Envie por transportadora ou correio. Oferecemos coleta em cidades selecionadas.
7. O resultado do Falling Number muda com o tempo de armazenamento da farinha?
Sim, mas lentamente. Em farinhas armazenadas por mais de 6 meses em ambiente quente (acima de 25 °C), o Falling Number pode cair de 10 a 30 segundos devido à degradação natural do amido. Recomendamos reanálise após 4 meses.
8. Existe valor regulatório máximo ou mínimo para Falling Number no Brasil?
Não há legislação específica da ANVISA com limites de Falling Number. A exigência é contratual entre comprador e vendedor. Porém, a Instrução Normativa MAPA nº 8/2022 cita indiretamente parâmetros de qualidade para farinha de trigo.





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