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Treonina em alimentos: por que analisar esse aminoácido essencial?

Introdução


Você já ouviu falar em treonina? Para a maioria das pessoas, o nome soa como algo distante, restrito a laboratórios de química ou manuais de bioquímica.


No entanto, esse aminoácido desempenha um papel silencioso, mas fundamental, na qualidade de alimentos destinados tanto a seres humanos quanto a animais.


A treonina é um dos aminoácidos essenciais — isto é, nosso organismo não consegue produzi-la internamente, sendo necessário obtê-la por meio da alimentação.


Em rações para frangos, suínos, peixes e cães, a presença adequada de treonina influencia diretamente o ganho de peso, a eficiência alimentar e a saúde intestinal.


Em alimentos para humanos, sua concentração afeta o valor proteico de cereais, leguminosas e produtos industrializados.


Mas como garantir que um lote de ração ou farinha de trigo contém a quantidade correta de treonina anunciada no rótulo?


A resposta está na análise laboratorial. Neste post, vamos explicar, com rigor técnico e linguagem acessível, como funciona a análise de treonina em alimentos, por que ela é indispensável e como seu laboratório pode realizá-la com alta confiabilidade.



O que é a treonina e por que mensurá-la?


A treonina (C₄H₉NO₃) é um aminoácido polar, hidrofílico, que participa da síntese de proteínas estruturais e enzimáticas.


Nas últimas décadas, a nutrição animal passou a tratá-la como o terceiro ou quarto aminoácido limitante em dietas à base de milho e soja — atrás apenas de metionina, lisina e, em alguns casos, triptofano.


Isso significa que, mesmo que uma ração tenha proteína bruta suficiente, se houver deficiência de treonina, o animal não conseguirá utilizar eficientemente os demais nutrientes. As consequências incluem:


- Redução do ganho de peso diário;

- Aumento da excreção de nitrogênio (impacto ambiental);

- Maior suscetibilidade a infecções intestinais, pois a treonina é precursora da mucina, proteína que reveste e protege o trato gastrointestinal.


No caso de alimentos humanos, a treonina é igualmente crítica. Populações com dietas baseadas exclusivamente em cereais pobres nesse aminoácido podem apresentar déficit de síntese proteica, afetando crescimento infantil, reparo tecidual e função imunológica.


Portanto, analisar a treonina não é um mero exercício acadêmico — é uma ferramenta de controle de qualidade, eficiência produtiva e conformidade regulatória.


No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Codex Alimentarius estabelecem limites e recomendações para aminoácidos em rações e alimentos industrializados.



Métodos analíticos para determinação de treonina em alimentos


A análise de treonina em alimentos exige métodos sensíveis e específicos, capazes de separar esse aminoácido de outros compostos nitrogenados presentes na matriz alimentícia (gorduras, carboidratos, fibras e outros aminoácidos). Os dois principais protocolos empregados em laboratórios especializados são:



Hidrólise ácida seguida de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE)


Como funciona


A amostra do alimento é submetida a uma hidrólise com ácido clorídrico 6M a 110°C por 22–24 horas.


Esse processo quebra as proteínas em seus aminoácidos constituintes. Em seguida, o extrato é derivatizado (transformado quimicamente) para tornar a treonina detectável por CLAE com detector de fluorescência ou UV-Vis.


Vantagens:

- Alta precisão e exatidão;

- Possibilidade de quantificar simultaneamente até 17 aminoácidos;

- Método consolidado em normas oficiais (AOAC 982.30, por exemplo).


Limitações:

- A hidrólise destrói parcialmente a treonina (em torno de 5–10%), exigindo fatores de correção;

- Alimentos com alto teor de carboidratos ou gorduras requerem etapas de desengorduramento prévio.



Cromatografia de troca iônica com detecção pós-coluna por ninidrina


Amplamente utilizado em analisadores automáticos de aminoácidos, esse método separa a treonina com base em sua carga elétrica em diferentes pHs.


Após a eluição, a treonina reage com ninidrina, gerando um composto colorido (detecção a 570 nm).


Aplicação ideal:

Matrizes complexas como farinhas, rações, alimentos úmidos (sachês, patês) e concentrados proteicos vegetais ou animais.


Ambas as metodologias seguem rigorosos protocolos de garantia da qualidade: uso de padrões certificados de treonina, brancos analíticos, amostras em duplicata e curvas de calibração com coeficiente de correlação > 0,995.


> 💡 Dica técnica importante: A treonina é sensível a altas temperaturas durante a hidrólise. Por isso, laboratórios competentes realizam hidrólises sob atmosfera inerte (nitrogênio) e adicionam agentes protetores (fenol ou tioglicol) para minimizar a degradação.


Interpretação dos resultados e validação do ensaio


Um laudo de análise de treonina em alimentos apresenta o resultado em gramas por 100 gramas de amostra (g/100g) ou em miligramas por quilograma (mg/kg). Mas o que esses números significam na prática?



Comparação com valores de referência


Para rações animais, cada espécie e fase produtiva possui uma exigência nutricional estabelecida por órgãos como o NRC (National Research Council, EUA) ou as tabelas brasileiras (Rostagno et al., 2017). Exemplo:


- Frango de corte (1–21 dias): treonina digestível ideal ≈ 0,75–0,85% da ração;

- Suínos em creche (10–25 kg): ≈ 0,65–0,75%;

- Cães adultos em mantença: ≈ 0,3–0,5%.


Se o resultado analítico ficar abaixo do valor prometido no rótulo ou do mínimo recomendado, o alimento pode ser considerado não conforme — com risco de prejuízos zootécnicos e até sanções legais.



Parâmetros de validação do método


Um laboratório idôneo deve fornecer, juntamente aos resultados, indicadores de qualidade do ensaio:


- Limite de quantificação (LQ): menor concentração de treonina que pode ser medida com precisão (ex.: 0,05 g/100g);

- Recuperação: entre 90% e 110% em amostras fortificadas;

- Repetibilidade (RSD): preferencialmente < 5%;

- Incerteza de medição: faixa dentro da qual o valor verdadeiro está contido (ex.: 0,82 ± 0,04 g/100g).


Na prática, ao contratar a análise de treonina, solicite o relatório de validação do método. Isso demonstra transparência e competência técnica.



Por que contratar o laboratório para sua análise de treonina em alimentos


Agora que você compreende a complexidade — desde a química da hidrólise até a interpretação estatística dos resultados —, fica evidente que a análise de treonina não pode ser terceirizada para qualquer prestador.


É necessário um laboratório com credenciamento, expertise e infraestrutura analítica.


Nosso laboratório oferece:


✅ Ensaio completo de perfil aminoacídico (incluindo treonina, lisina, metionina, cistina, triptofano) por CLAE/DAD ou cromatografia de troca iônica;

✅ Participação em programas de proficiência (ex.: Controle de Qualidade de Rações — MAPA / EUA);

✅ Laudos com validade jurídica e rastreabilidade metrológica (Sistema de Gestão da Qualidade ISO 17025);

✅ Prazo de até 10 dias úteis para matrizes convencionais (rações, farinhas, concentrados);

✅ Assessoria na interpretação dos resultados e sugestões de ajuste de formulação, se necessário.


🔬 Não corra o risco de produzir ou comercializar alimentos com deficiência oculta de treonina. A diferença entre um lote reprovado e um animal saudável está na precisão do seu laboratório.


👉 Solicite um orçamento para análise de treonina em alimentos.

Atendemos indústrias de ração, fábricas de pet food, cooperativas agrícolas e empresas de alimentação humana.



Conclusão


A análise de treonina em alimentos é um pilar da garantia de qualidade nutricional. Longe de ser um detalhe técnico irrelevante, esse aminoácido essencial influencia a saúde intestinal, o desempenho produtivo e a eficiência de conversão alimentar.


Compreender os métodos analíticos (hidrólise + CLAE ou troca iônica) e saber interpretar os resultados com base em valores de referência permite que fabricantes e usuários finais tomem decisões baseadas em evidências.


Ao escolher um laboratório para realizar essa análise, priorize aquele que demonstre transparência em seus processos de validação, participe de ensaios de proficiência e ofereça suporte técnico para além do laudo — exatamente o que buscamos oferecer em cada contrato.



A Importância de Escolher o Lab2bio


Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises microbiológicas.


Empresas do setor alimentício, indústrias farmacêuticas, laboratórios e outros segmentos confiam no Lab2bio para garantir a segurança e qualidade do seu alimento.


Evitar riscos de contaminação é um compromisso com a saúde de seus clientes e com a longevidade do seu negócio. Investir em análises periódicas é um diferencial que fortalece sua reputação e evita prejuízos futuro.


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FAQ (Perguntas Frequentes)


1. A análise de treonina é obrigatória por lei?

Para rações comerciais e alimentos destinados a animais de produção, o MAPA exige a garantia dos níveis de aminoácidos essenciais, incluindo treonina, quando declarados no rótulo. Para alimentos humanos, aplica-se o regulamento técnico de rotulagem nutricional (RDC 429/2020).


2. Quanto tempo leva para obter o resultado da análise de treonina?

Entre 5 e 10 dias úteis, contando a partir do recebimento da amostra no laboratório. O tempo maior se deve à etapa de hidrólise (24h) e à derivatização/injeção em cromatógrafo.


3. Posso enviar qualquer tipo de alimento para análise?

Sim, desde que homogêneo e representativo do lote. Matrizes muito gordurosas (ex.: ração extrusada com alto teor de óleo) podem exigir pré-tratamento. Nosso laboratório orienta sobre a melhor forma de amostragem.


4. Como sei se o resultado é confiável?

Verifique se o laboratório fornece: certificado de calibração dos equipamentos, controle de qualidade interno (amostras fortificadas) e participação em ensaios de proficiência externos. Nós disponibilizamos esses documentos mediante solicitação.


5. Você analisa treonina juntamente com outros aminoácidos?

Sim. Nosso pacote padrão inclui 17 aminoácidos (treonina, lisina, metionina, cistina, triptofano, valina, leucina, isoleucina, arginina, histidina, fenilalanina, tirosina, prolina, glicina, serina, alanina e ácido aspártico/glutâmico).





 
 
 

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