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Análise de Bactérias Mesófilas Aeróbias na Água: Indicadores de Qualidade Microbiológica e Segurança Sanitária

Introdução: a importância da microbiologia na avaliação da qualidade da água


A água é um recurso essencial à vida e à saúde humana, desempenhando papel fundamental em processos biológicos, industriais e domésticos.


Contudo, para ser considerada segura, deve atender a parâmetros físico-químicos e microbiológicos bem definidos.


Entre os indicadores mais relevantes de qualidade microbiológica está a presença de bactérias mesófilas aeróbias, um grupo de micro-organismos que fornece informações valiosas sobre as condições sanitárias da água e sobre sua possível contaminação por matéria orgânica ou microflora ambiental.


A análise de bactérias mesófilas aeróbias na água é amplamente empregada em laboratórios de controle de qualidade, tanto para fins de vigilância sanitária quanto em rotinas industriais.


Essa análise não visa detectar espécies patogênicas específicas, mas avaliar a carga microbiana total sob condições controladas, funcionando como um indicador geral de higiene e eficiência do tratamento da água.


Na prática, resultados elevados de contagem de mesófilos podem sugerir falhas nos processos de cloração, contaminação em sistemas de distribuição, armazenamento inadequado ou mesmo presença de biofilmes nas tubulações.


Assim, a determinação desse parâmetro se torna uma ferramenta indispensável no monitoramento da qualidade da água potável, de processos industriais, e até mesmo de piscinas e águas minerais.


Este artigo aborda, de forma técnica e acessível, o conceito, a metodologia, a importância e as aplicações da análise de bactérias mesófilas aeróbias na água, além de apresentar o papel dos laboratórios acreditados nesse tipo de monitoramento.



Conceito e características das bactérias mesófilas aeróbias


As bactérias mesófilas aeróbias constituem um grupo diversificado de micro-organismos que se desenvolvem em temperaturas intermediárias (geralmente entre 20°C e 45°C) e requerem oxigênio molecular para o seu metabolismo.


São denominadas “mesófilas” por preferirem temperaturas moderadas e “aeróbias” por dependerem de oxigênio para crescer.


Esses micro-organismos estão naturalmente presentes em ambientes aquáticos, no solo e no ar.


Embora a maioria seja inofensiva, sua presença em números elevados na água pode indicar contaminação recente ou persistente, e, portanto, a necessidade de investigação complementar.


A contagem de bactérias mesófilas aeróbias é expressa em Unidades Formadoras de Colônia (UFC/mL) e fornece uma estimativa do número de células viáveis capazes de crescer em meio de cultura sob condições laboratoriais específicas.



Mesófilos como indicadores de qualidade


Diferentemente de parâmetros específicos, como coliformes ou Escherichia coli, os mesófilos não indicam diretamente contaminação fecal.


No entanto, sua quantificação auxilia na avaliação global da integridade microbiológica da água, funcionando como uma medida indireta da eficiência dos processos de tratamento, distribuição e armazenamento.


Em sistemas de abastecimento, uma contagem muito baixa de mesófilos é desejável, pois indica ausência de proliferação bacteriana. Já valores elevados podem apontar:


  • Falhas na desinfecção (ex.: concentração de cloro livre insuficiente);

  • Recontaminação em reservatórios ou tubulações;

  • Biofilmes bacterianos em sistemas de distribuição;

  • Exposição da água a matéria orgânica ou partículas em suspensão.


Esses fatores tornam a análise de mesófilos uma etapa essencial no controle de potabilidade e segurança sanitária da água.



Metodologia de análise: princípios e etapas do ensaio microbiológico


A análise de bactérias mesófilas aeróbias é realizada por meio da contagem padrão em placas, um método consagrado por normas técnicas, como a APHA Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, a ISO 6222 e as diretrizes da ABNT NBR 17025.


Essa técnica permite quantificar o número de colônias bacterianas que crescem sob condições específicas de incubação, refletindo a densidade de micro-organismos viáveis presentes na amostra.



Coleta e transporte da amostra


O processo começa com uma amostragem criteriosa, que deve seguir protocolos estéreis para evitar contaminações externas.


As amostras são coletadas em frascos estéreis contendo tiossulfato de sódio (no caso de águas cloradas), com volume mínimo de 100 mL.


Devem ser mantidas sob refrigeração (2–8°C) e analisadas em até 6 horas após a coleta.



Preparo e diluição da amostra


Dependendo da origem da água e da estimativa de carga microbiana, realiza-se uma série de diluições decimais da amostra em solução salina estéril.


Isso permite obter placas com número contável de colônias (geralmente entre 30 e 300 UFC).



Inoculação e incubação


A inoculação é feita em meio de cultura padrão (Plate Count Agar – PCA), que fornece nutrientes básicos para o crescimento de micro-organismos heterotróficos. O método pode empregar:


  • Placa em profundidade (pour plate) – onde a amostra é misturada ao meio fundido;

  • Placa em superfície (spread plate) – onde a amostra é espalhada sobre o meio solidificado.


As placas são incubadas a 35 ± 1°C por 48 ± 2 horas, condições que favorecem o crescimento de bactérias mesófilas aeróbias.



Aplicações da análise de bactérias mesófilas aeróbias


A determinação de bactérias mesófilas aeróbias é amplamente empregada em diferentes contextos, tanto na esfera pública quanto privada. A seguir, destacam-se suas principais aplicações:



Água potável e sistemas de abastecimento


No controle da água potável, a contagem de mesófilos é utilizada como indicador da eficiência do tratamento e da integridade da rede de distribuição.


Valores fora do padrão podem indicar falhas no sistema de cloração, contaminação em caixas d’água ou reservatórios e presença de biofilmes.



Indústria de alimentos e bebidas


Na indústria alimentícia, a água é empregada em diversas etapas — lavagem, preparo, diluição e higienização.


A análise de mesófilos é obrigatória para garantir que a água não introduza contaminações que possam comprometer a segurança e a validade dos produtos.



Setor farmacêutico e cosmético


Empresas desses setores utilizam água purificada em processos sensíveis. O monitoramento microbiológico é essencial para atender às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e normas da ANVISA, evitando crescimento microbiano que possa afetar a estabilidade dos produtos.



Piscinas, spas e águas recreativas


Nesses ambientes, o controle microbiológico da água visa prevenir infecções e garantir conforto sanitário.


A análise de mesófilos, aliada a outros parâmetros (coliformes, pH, cloro livre), assegura que as condições sejam seguras ao público.



Importância do controle laboratorial e acreditação


A confiabilidade dos resultados microbiológicos depende diretamente da qualificação técnica do laboratório, da calibração dos equipamentos e da aderência a normas de qualidade, como a ISO/IEC 17025.


Laboratórios acreditados garantem rastreabilidade, precisão e confiabilidade, seguindo protocolos validados e assegurando que os resultados obtidos possam embasar decisões técnicas e legais.


O uso de metodologias padronizadas, o controle de qualidade interno e o registro rigoroso dos dados tornam o laudo microbiológico uma ferramenta essencial para a gestão da qualidade da água, tanto em empresas quanto em órgãos públicos.



Ações corretivas e medidas preventivas


Quando os resultados da análise de bactérias mesófilas aeróbias indicam níveis elevados, algumas medidas são recomendadas:


  1. Verificar a concentração de cloro residual livre — pode estar abaixo do nível mínimo exigido (0,2 mg/L);

  2. Limpar e desinfetar reservatórios;

  3. Verificar possíveis pontos de recontaminação na rede de distribuição;

  4. Revisar o tratamento físico-químico (filtração e desinfecção);

  5. Aumentar a frequência de monitoramento até que os níveis retornem à normalidade.


A manutenção preventiva e o monitoramento contínuo são estratégias fundamentais para garantir a potabilidade e a segurança sanitária da água.



O papel do laboratório na análise de bactérias mesófilas aeróbias


Laboratórios especializados desempenham papel estratégico na avaliação microbiológica da água, oferecendo serviços que incluem:


  • Coleta técnica e transporte de amostras;

  • Contagem de bactérias mesófilas aeróbias e outros indicadores microbiológicos;

  • Emissão de laudos técnicos interpretativos;

  • Apoio na investigação de não conformidades e assessoria técnica.


Ao contratar um laboratório acreditado, empresas, indústrias e instituições públicas garantem resultados confiáveis e conformidade com a legislação sanitária vigente.



Conclusão


A análise de bactérias mesófilas aeróbias na água é um dos pilares da microbiologia ambiental e um indicador essencial da qualidade sanitária.


Sua função vai além da simples quantificação microbiana — trata-se de um instrumento de prevenção, diagnóstico e garantia da segurança hídrica.


Manter níveis adequados de mesófilos significa assegurar que os sistemas de tratamento e distribuição estão funcionando corretamente, que a água está livre de contaminação secundária e que o consumidor final recebe um produto seguro.


Investir em análises microbiológicas periódicas é, portanto, uma estratégia indispensável para empresas, instituições e gestores públicos comprometidos com a saúde e a qualidade ambiental.



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FAQ – Perguntas Frequentes


1. O que são bactérias mesófilas aeróbias?

São micro-organismos que crescem em temperaturas moderadas (20–45°C) e necessitam de oxigênio para se desenvolver. Servem como indicadores gerais da qualidade microbiológica da água.


2. A presença de mesófilos indica contaminação fecal?

Não necessariamente. Eles indicam contaminação ambiental ou deficiência na desinfecção, mas não apontam diretamente a presença de fezes ou patógenos.


3. Qual o limite aceitável de mesófilos na água potável?

Até 500 UFC/mL a 35°C, segundo a Portaria GM/MS nº 888/2021.


4. Com que frequência a análise deve ser realizada?

Recomenda-se monitoramento mensal ou trimestral, conforme o tipo de uso e as exigências legais.


5. Como o laboratório realiza a análise?

Por meio da técnica de contagem em placa, incubando a amostra em meio nutritivo sob condições controladas e contando as colônias formadas.


6. O que fazer se o resultado ultrapassar o limite?

É necessário investigar a origem da contaminação, revisar o processo de desinfecção e repetir a análise após a correção das falhas.




 
 
 

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