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Análise de Vitamina B em Cápsulas: Entenda a Importância, os Métodos e Como Garantir a Qualidade Real do Suplemento

Introdução


A procura por suplementos de vitamina B em cápsulas cresceu de forma expressiva nos últimos anos, impulsionada por mudanças nos padrões alimentares, rotinas mais intensas de trabalho e maior conscientização do público sobre saúde metabólica, energia e desempenho cognitivo.


Entretanto, essa mesma popularização trouxe um desafio crescente: como garantir que o produto contém, de fato, a quantidade e a forma química das vitaminas do complexo B declaradas no rótulo?


É nesse ponto que entra a análise de vitamina B em cápsulas, um conjunto de metodologias laboratoriais voltadas para quantificar, caracterizar e validar a presença dessas vitaminas em suplementos nutricionais.


A análise correta evita produtos subdosados, degradados, mal formulados ou com qualidade duvidosa — e, ao mesmo tempo, oferece segurança ao consumidor e respaldo técnico às empresas que buscam conformidade regulatória.



O que são as vitaminas do complexo B e por que elas exigem tanta atenção analítica?


Embora o termo “vitamina B” seja frequentemente mencionado como se fosse uma única substância, na verdade ele representa um grupo de compostos hidrossolúveis, cada qual com funções metabólicas específicas e características químicas próprias. De forma geral, o complexo B inclui:


  • B1 (tiamina)

  • B2 (riboflavina)

  • B3 (niacina ou nicotinamida)

  • B5 (ácido pantotênico)

  • B6 (piridoxina, piridoxal e piridoxamina)

  • B7 (biotina)

  • B9 (ácido fólico ou folato)

  • B12 (cobalamina)



Essas vitaminas participam de reações metabólicas essenciais, como:


  • produção de energia via ciclo de Krebs,

  • síntese de neurotransmissores,

  • formação de hemácias,

  • manutenção de tecidos epiteliais,

  • processamento de carboidratos, proteínas e lipídios.



Apesar de sua importância, as vitaminas do complexo B apresentam características químicas que tornam sua análise um desafio tecnológico:



Degradabilidade e instabilidade intrínsecas


As vitaminas B são sensíveis a:


  • luz (principalmente riboflavina),

  • temperatura (como a tiamina),

  • pH inadequado,

  • oxigênio,

  • umidade,

  • processos de fabricação como secagem ou compressão.


Isso significa que um suplemento pode até ser fabricado contendo uma quantidade adequada de vitaminas B, mas parte delas pode degradar ao longo do tempo, especialmente se o processo industrial ou a embalagem não forem adequados.



Mistura de vitamínicos com excipientes e aditivos


As cápsulas geralmente incluem ingredientes como:


  • agentes de fluxo,

  • antiaglomerantes,

  • estabilizantes,

  • dispersantes,

  • recobrimentos,

  • cargas minerais,

  • ingredientes naturais antioxidantes.



Essas substâncias podem interferir na extração, na detecção ou na quantificação das vitaminas.



Complexidade estrutural das vitaminas


Algumas vitaminas possuem formas químicas múltiplas, como:


  • B6: piridoxina, piridoxal, piridoxamina.

  • B9: formas reduzidas e oxidada, folato vs ácido fólico.

  • B12: várias cobalaminas diferentes.


E cada forma possui comportamento analítico distinto.


Por esses motivos, a análise de vitamina B em cápsulas exige técnicas altamente precisas e protocolos validados.



Por que realizar a análise de vitamina B em cápsulas?


Essa é uma pergunta comum tanto entre consumidores quanto fabricantes.


A resposta envolve três pilares:



Garantia de segurança e eficácia


Para que um suplemento funcione, ele precisa conter:


  • o tipo certo de vitamina,

  • na forma química correta,

  • na dose declarada,

  • sem degradação,

  • sem contaminação cruzada.


Sem uma análise confiável, não há como garantir isso.



Conformidade regulatória


No Brasil, as vitaminas presentes em suplementos são reguladas principalmente pela:


  • RDC nº 243/2018

  • Instrução Normativa nº 28/2018

  • Regras de limites de ingestão, especificação de pureza e rotulagem


Para cumprir essas normas, os fabricantes precisam comprovar por meio de laudos analíticos que os valores de vitaminas declarados no rótulo correspondem ao conteúdo real.



Valorização da marca e confiança do consumidor


Quando uma empresa apresenta análises confiáveis, ela:


  • reduz risco de recalls,

  • evita publicidade enganosa,

  • aumenta a credibilidade,

  • possibilita certificações de qualidade,

  • reduz perdas industriais durante a etapa de desenvolvimento.



Como funciona a análise de vitamina B em cápsulas?


A análise envolve várias etapas estruturadas, cada uma com exigências técnicas específicas. Aqui, apresentamos o fluxo geral:



Coleta e preparo da amostra


A primeira etapa envolve:


  • abertura das cápsulas,

  • homogenização do conteúdo,

  • pesagem analítica,

  • extração das vitaminas com solventes adequados.



O tipo de solvente depende da vitamina:


  • Solventes neutros ou ligeiramente ácidos para B1 e B6,

  • Solventes tampão para B2,

  • Solventes aquosos específicos para ácido fólico,

  • Misturas orgânicas para vitaminas mais sensíveis.



A etapa de preparo precisa evitar:


  • perdas por volatilização,

  • fotodegradação,

  • oxidação.



Por isso, análises de vitaminas B são frequentemente conduzidas:


  • em ambiente controlado,

  • com iluminação protegida,

  • com pH estabilizado,

  • com recipientes âmbar.



Técnicas instrumentais mais utilizadas


HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência)


Considerada padrão-ouro para análise vitamínica.


Permite:


  • separação precisa,

  • identificação individual,

  • quantificação em níveis baixos.



Cada vitamina exige:


  • coluna específica,

  • fase móvel adequada,

  • detector apropriado (UV, fluorescência, MS).



UPLC


Versão modernizada da HPLC, mais rápida e sensível.



LC-MS/MS


Quando a matriz é complexa ou a vitamina está presente em microquantidades, esta é a técnica mais adequada.



Espectrofotometria UV-Vis


Usada para análises mais simples, mas tem limitações quando há interferências de matriz.



Microbiologia (para ácido fólico)


Alguns laboratórios ainda utilizam métodos microbiológicos para certas formas de folatos, já que nem todas são detectadas de maneira uniforme pelos métodos cromatográficos convencionais.



Análise de degradação


Testes simulando:




Desafios específicos na análise de cada vitamina B


Cada vitamina possui um comportamento químico distinto. A seguir, um panorama dos principais desafios práticos.



Vitamina B1 (Tiamina)


  • Extremamente sensível ao calor.

  • Degrada rapidamente em pH alcalino.

  • Requer extração cuidadosa e análise por HPLC com derivatização em alguns métodos.


É comum encontrar suplementos com valores menores do que o rotulado devido a instabilidade.



Vitamina B2 (Riboflavina)


  • Fotossensível (a luz acelera sua degradação).

  • Apresenta fluorescência natural, o que facilita sua detecção.

  • Exige manuseio em ambiente protegido da luz.



Vitamina B3 (Niacina e Nicotinamida)


  • Mais estável que as demais.

  • Facilmente quantificada por cromatografia ou UV.

  • Presente em suplementos isolados e multivitamínicos.



Vitamina B5 (Ácido Pantotênico)


  • Moderadamente estável.

  • Exige cuidado com pH e temperatura durante extração.



Vitamina B6 (Piridoxina, Piridoxal, Piridoxamina)


  • Possui múltiplas formas químicas.

  • Necessita métodos cromatográficos mais seletivos.

  • Suplementos com misturas de B6 podem apresentar formas oxidadas.



Vitamina B7 (Biotina)


  • Usada em baixíssimas concentrações.

  • Exige técnica altamente sensível (HPLC, LC-MS/MS).

  • A presença de excipientes pode interferir na detecção.



Vitamina B9 (Ácido Fólico/Folatos)


  • Uma das vitaminas mais complexas de analisar.

  • Degrada facilmente.

  • Possui diversas formas com respostas analíticas distintas.


Em muitos casos, exige análises microbiológicas ou uso de LC-MS/MS.



Vitamina B12 (Cobalamina)


  • Extremamente sensível à luz e ao calor.

  • Facilmente degradada em pH inadequado.

  • Requer técnicas avançadas para quantificação.



Como interpretar resultados de análise de vitamina B em cápsulas


Os resultados devem apresentar parâmetros como:



Teor encontrado vs teor declarado


A legislação normalmente aceita variações, como:


  • 80% a 120% do valor declarado, dependendo da vitamina e do tipo de suplemento.



Desvio padrão e incerteza


Mostram o quanto a medição é confiável.



Limite de detecção e quantificação (LD/LQ)


Garantem que o método possui capacidade real de medir aquela vitamina com segurança.



Estabilidade


Muitas empresas analisam vitaminas:


  • logo após a fabricação,

  • após 3 meses,

  • após 6 meses,

  • após 12 meses.


Isso auxilia no estudo de vida útil e prazo de validade.



Por que fabricantes, distribuidores e importadores devem realizar análises periódicas


A análise de vitamina B em cápsulas não deve ser vista apenas como uma exigência legal, mas como parte estratégica do negócio.



  • Evita recall e sanções regulatórias.

  • Garante que o consumidor realmente receba o que comprou.

  • Reduz riscos de formulação, como subdosagem ou sobrecarga vitamínica.

  • Possibilita rotulagem precisa e competitiva.

  • Fortalece a reputação da marca.



O papel do laboratório especializado nesse processo


Laboratórios especializados utilizam infraestrutura completa:


  • HPLC/UPLC de alta precisão,

  • LC-MS/MS,

  • espectrofotometria UV-Vis,

  • controle de qualidade analítico rigoroso,

  • validação de métodos,

  • boas práticas de laboratório (BPL),



Conclusão


A análise de vitamina B em cápsulas é mais do que um processo técnico: é uma garantia de segurança, eficácia e credibilidade.


Em um mercado com crescente competitividade, consumidores mais atentos e exigências regulatórias cada vez mais rígidas, contar com um laboratório especializado faz toda a diferença.


Ao compreender as particularidades químicas das vitaminas do complexo B e os desafios envolvidos em sua quantificação, fabricantes e distribuidores podem assegurar que seus produtos entregam exatamente o que prometem — sem riscos, sem desperdícios e com total conformidade.


Se você deseja realizar análise de vitamina B em cápsulas, otimizar formulações ou validar produtos recém-desenvolvidos, nosso laboratório está pronto para apoiar cada etapa com precisão científica, rigor técnico e atendimento especializado.



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FAQ – Análise de Vitamina B em Cápsulas


1. Por que analisar vitamina B em cápsulas?

Para garantir que o suplemento contenha a quantidade real declarada no rótulo e esteja de acordo com as normas da ANVISA.


2. Qual é o método mais utilizado?

HPLC e LC-MS/MS são os métodos mais precisos e amplamente aceitos.


3. É possível analisar formas diferentes da mesma vitamina B?

Sim. Vitaminas como B6, B9 e B12 possuem múltiplas formas químicas que podem ser analisadas separadamente.


4. A análise detecta vitaminas degradadas?

Sim. É possível identificar perda de potência e produtos de degradação.


5. O laboratório emite laudos válidos para fiscalização?

Sim. Os resultados seguem normas e padrões aceitos por órgãos reguladores.




 
 
 

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