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Análise Físico-Química de Própolis: importância, parâmetros avaliados e aplicações laboratoriais

Introdução


A própolis é uma substância natural complexa, produzida pelas abelhas a partir de resinas coletadas de plantas, brotos e exsudatos vegetais, misturadas com secreções salivares, cera e pólen.


Ao longo dos séculos, a própolis tem sido amplamente utilizada na medicina popular devido às suas propriedades biológicas, como atividade antimicrobiana, antioxidante, anti-inflamatória e imunomoduladora.


Atualmente, seu uso se estende para a indústria farmacêutica, alimentícia, cosmética e de suplementos naturais, o que aumenta significativamente a necessidade de controle de qualidade rigoroso.


Nesse contexto, a análise físico-química de própolis torna-se uma etapa essencial para garantir a qualidade, a segurança e a padronização desse produto.


Diferentemente de matérias-primas sintéticas, a própolis apresenta grande variabilidade em sua composição química, influenciada por fatores como origem botânica, região geográfica, clima, espécie de abelha e método de extração.


Essa variabilidade reforça a importância das análises laboratoriais para caracterização adequada do produto.


Este artigo tem como objetivo apresentar, de forma técnica e acessível, os principais aspectos relacionados à análise físico-química de própolis, explicando sua importância, os parâmetros avaliados, os métodos utilizados e as aplicações dos resultados obtidos.


Ao final, abordamos como um laboratório especializado pode auxiliar produtores, indústrias e consumidores na garantia da qualidade da própolis.



O que é a própolis e por que sua análise é necessária?


A própolis pode ser definida como um material resinoso elaborado pelas abelhas para proteger a colmeia contra microrganismos, vedar frestas e manter a assepsia do ambiente interno.


Do ponto de vista químico, trata-se de uma mistura extremamente complexa, contendo mais de 300 compostos já identificados, entre eles flavonoides, ácidos fenólicos, ésteres, aldeídos, terpenos, ceras e óleos essenciais.



Variabilidade da composição da própolis


Um dos principais desafios relacionados à própolis é sua falta de uniformidade. Diferentes tipos de própolis, como a própolis verde, vermelha, marrom ou preta, apresentam composições químicas distintas.


Essa diversidade está diretamente relacionada à flora disponível na região onde as abelhas atuam.


Por esse motivo, dois lotes de própolis podem apresentar diferenças significativas em termos de atividade biológica, teor de compostos ativos e características físico-químicas.


A análise físico-química de própolis é, portanto, indispensável para caracterizar o produto, comparar lotes e garantir que ele atenda aos padrões exigidos por legislações e mercados específicos.



Importância da análise para diferentes setores


A análise físico-química é fundamental para:


  • Produtores, que precisam comprovar a qualidade do produto;

  • Indústrias farmacêuticas e de suplementos, que necessitam de matéria-prima padronizada;

  • Indústrias alimentícias e cosméticas, que utilizam extratos de própolis como ingredientes funcionais;

  • Consumidores, que buscam produtos seguros e eficazes.



Além disso, órgãos reguladores exigem dados analíticos confiáveis para registro e comercialização de produtos à base de própolis.



O que é a análise físico-química de própolis?


A análise físico-química de própolis consiste em um conjunto de ensaios laboratoriais destinados a avaliar características físicas e químicas do material bruto ou de seus extratos.


Esses ensaios permitem identificar parâmetros de qualidade, detectar adulterações e verificar a conformidade com normas técnicas.


Os métodos utilizados seguem, em geral, recomendações de órgãos reguladores, farmacopeias, normas técnicas nacionais e internacionais, além de protocolos validados em literatura científica.



Principais parâmetros avaliados na análise físico-química de própolis


A seguir, apresentamos os principais parâmetros analisados em laboratório e sua relevância para a avaliação da qualidade da própolis.



Umidade


O teor de umidade é um parâmetro fundamental, pois valores elevados podem favorecer o crescimento microbiano e comprometer a estabilidade do produto.


A determinação da umidade é geralmente realizada por métodos gravimétricos, como estufa a temperatura controlada.


Uma própolis com umidade excessiva pode indicar armazenamento inadequado ou contaminação, além de reduzir sua vida útil.



Cinzas totais


O teor de cinzas representa o conteúdo de resíduos inorgânicos presentes na amostra após incineração.


Esse parâmetro fornece informações sobre a presença de materiais minerais e possíveis impurezas, como terra, areia ou resíduos de origem não orgânica.


Valores elevados de cinzas podem indicar contaminação durante a coleta ou processamento da própolis.



Teor de extrato seco


O extrato seco corresponde à fração sólida obtida após a evaporação do solvente utilizado na extração, geralmente álcool etílico.


Esse parâmetro está diretamente relacionado à concentração de compostos bioativos presentes no extrato de própolis.


A análise do extrato seco é especialmente importante para produtos comerciais, pois influencia a padronização e a dosagem dos ativos.



Teor de compostos fenólicos totais


Os compostos fenólicos são responsáveis por grande parte das propriedades biológicas da própolis, especialmente sua atividade antioxidante.


A quantificação desses compostos é um dos parâmetros mais relevantes na análise físico-química de própolis.


Métodos espectrofotométricos, como o método de Folin-Ciocalteu, são amplamente utilizados para essa determinação.



Flavonoides totais


Os flavonoides constituem um grupo importante de compostos fenólicos presentes na própolis.


Eles estão associados a efeitos antimicrobianos, anti-inflamatórios e antioxidantes.


A determinação do teor de flavonoides fornece uma indicação da qualidade funcional da própolis e é frequentemente utilizada como critério de classificação do produto.



pH


O pH da própolis ou de seus extratos influencia a estabilidade do produto e sua compatibilidade com diferentes formulações.


Embora a própolis não seja uma substância aquosa, o pH pode ser determinado em soluções ou extratos padronizados.


Valores de pH fora do esperado podem indicar degradação ou problemas no processo de extração.



Solubilidade


A solubilidade da própolis em diferentes solventes, especialmente em álcool, é um parâmetro importante para avaliar sua aplicabilidade industrial.


A baixa solubilidade pode comprometer a eficácia do produto final.



Métodos laboratoriais utilizados na análise físico-química de própolis


Os ensaios físico-químicos devem ser realizados em laboratórios equipados e com profissionais capacitados, garantindo confiabilidade e rastreabilidade dos resultados.



Métodos gravimétricos


Utilizados para determinação de umidade, cinzas e extrato seco. São métodos clássicos, simples e amplamente reconhecidos, desde que executados com rigor técnico.



Métodos espectrofotométricos


Essenciais para a quantificação de compostos fenólicos e flavonoides. Esses métodos permitem análises rápidas, com boa reprodutibilidade e custo relativamente acessível.



Métodos complementares


Em análises mais avançadas, podem ser empregados métodos cromatográficos para caracterização detalhada dos compostos químicos, especialmente em estudos de pesquisa e desenvolvimento.



Importância da análise físico-química para o controle de qualidade


A análise físico-química de própolis desempenha um papel central no controle de qualidade, permitindo:


  • Padronização de lotes;

  • Comparação entre diferentes origens de própolis;

  • Verificação de conformidade com legislações;

  • Detecção de adulterações;

  • Garantia da segurança e eficácia do produto final.



Para indústrias e produtores, esses dados são fundamentais para a tomada de decisões técnicas e comerciais.



Aplicações práticas dos resultados da análise


Os resultados obtidos na análise físico-química podem ser utilizados para:


  • Desenvolvimento de novos produtos;

  • Ajuste de processos de extração;

  • Definição de rotulagem e alegações funcionais;

  • Atendimentos a exigências regulatórias;

  • Comprovação de qualidade junto a clientes e parceiros.



A importância de um laboratório especializado


A realização da análise físico-química de própolis exige infraestrutura adequada, métodos validados e equipe técnica qualificada.


Um laboratório especializado garante confiabilidade dos resultados, cumprimento de normas técnicas e suporte técnico ao cliente.


Além disso, o laboratório pode orientar sobre interpretação dos resultados e adequação do produto às exigências do mercado.



Conclusão


A análise físico-química de própolis é uma ferramenta indispensável para garantir a qualidade, a segurança e a padronização desse produto natural amplamente utilizado em diversos setores.


Considerando a complexidade e variabilidade da própolis, somente por meio de análises laboratoriais confiáveis é possível assegurar que o produto atenda aos padrões técnicos e regulatórios.


Produtores, indústrias e consumidores se beneficiam diretamente desses ensaios, que contribuem para a valorização da própolis, o desenvolvimento de produtos de maior qualidade e a proteção da saúde do consumidor.


Contar com um laboratório especializado é, portanto, um investimento estratégico e necessário.



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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Análise Físico-Química de Própolis


O que é avaliado na análise físico-química de própolis?

São avaliados parâmetros como umidade, cinzas, extrato seco, pH, solubilidade, teor de compostos fenólicos e flavonoides.



Por que a própolis precisa de análise laboratorial?

Devido à sua variabilidade natural, a análise é essencial para garantir qualidade, segurança e padronização.



A análise físico-química garante a qualidade da própolis?

Ela é uma etapa fundamental do controle de qualidade, mas pode ser complementada por análises microbiológicas e químicas específicas.



Quem deve realizar a análise de própolis?

Laboratórios especializados, com métodos validados e equipe técnica qualificada.



A análise é exigida por lei?

Em muitos casos, sim, especialmente para produtos comercializados como suplementos, medicamentos ou ingredientes industriais.






 
 
 

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