Análise de Magnésio em Suplementos: importância, métodos e controle de qualidade
Introdução
O magnésio é um mineral essencial ao organismo humano e está presente em uma ampla variedade de suplementos alimentares, seja isoladamente ou associado a vitaminas, aminoácidos e outros minerais.
Por esse motivo, a análise de magnésio em suplemento é uma etapa importante do controle de qualidade, permitindo verificar quanto do mineral realmente está presente no produto e se sua composição está de acordo com as especificações estabelecidas.
No mercado, o magnésio pode aparecer associado a diferentes compostos, como citrato, óxido, cloreto, malato, bisglicinato, taurato e outras fontes.
Embora essas matérias-primas tenham composições diferentes, um dos aspectos fundamentais para o controle do produto acabado é a determinação da quantidade de magnésio elementar fornecida pela porção recomendada.
Essa distinção é especialmente importante porque a massa do composto de magnésio não corresponde diretamente à quantidade de magnésio elementar presente nele.
O National Institutes of Health (NIH), por exemplo, destaca que suplementos podem utilizar diversas formas químicas do mineral e que a quantidade nutricionalmente declarada corresponde ao magnésio propriamente dito, e não à massa total do sal ou composto que o contém.

O que é a análise de magnésio em suplemento?
A análise de magnésio em suplemento é um ensaio quantitativo utilizado para determinar a concentração do elemento magnésio (Mg) em uma amostra.
Essa avaliação pode ser realizada em diferentes apresentações, como cápsulas, comprimidos, pós, sachês, soluções e outras formas utilizadas pela indústria de suplementos alimentares.
Na prática, a análise permite responder a uma pergunta fundamental: quanto magnésio existe efetivamente no produto?
O resultado pode ser expresso, conforme a finalidade da análise, em unidades como mg/kg, mg/100 g, mg/g, percentual ou quantidade de magnésio por unidade ou porção do suplemento.
A interpretação deve considerar a formulação, o tamanho da porção, a recomendação de consumo e as informações declaradas pelo fabricante.
A legislação brasileira estabelece requisitos específicos para suplementos alimentares. A RDC nº 243/2018 é uma das bases regulatórias dessa categoria, enquanto a IN nº 28/2018 e suas atualizações estabelecem listas de constituintes autorizados, limites de uso, alegações e requisitos complementares.
A própria Anvisa mantém uma ferramenta para consulta dos constituintes autorizados e das respectivas condições de utilização.
Por que determinar o teor de magnésio?
A composição informada ao consumidor deve representar adequadamente as características do produto.
Por isso, a determinação laboratorial do teor de magnésio pode integrar diferentes etapas do controle de qualidade, incluindo desenvolvimento de formulações, avaliação de matérias-primas, liberação de lotes, investigação de desvios e acompanhamento da estabilidade do produto.
Entre as principais aplicações da análise estão:
confirmação do teor de magnésio no produto acabado;
comparação entre resultado analítico e valor declarado;
controle da uniformidade entre diferentes lotes;
avaliação de matérias-primas utilizadas na formulação;
monitoramento de processos produtivos;
apoio ao desenvolvimento e à reformulação de suplementos;
obtenção de dados para controle de qualidade e documentação técnica.
Nos suplementos, a tabela nutricional deve informar as quantidades dos nutrientes presentes no produto.
A Anvisa também exige outras informações importantes na rotulagem, como recomendação de uso, advertências, restrições quando aplicáveis e lista de ingredientes.
Dessa forma, dados analíticos confiáveis são importantes para verificar se a composição real é compatível com a formulação e com as informações utilizadas pelo fabricante.
Magnésio elementar e fonte de magnésio são a mesma coisa?
Não. Essa é uma das principais questões na interpretação da análise.
Quando uma formulação contém, por exemplo, citrato de magnésio, óxido de magnésio ou outra fonte, apenas uma fração da massa dessa matéria-prima corresponde ao elemento magnésio.
Imagine, de maneira simplificada, que determinada quantidade de um composto seja adicionada à formulação.
Não se pode considerar automaticamente toda essa massa como sendo magnésio, pois parte dela corresponde aos demais componentes químicos ligados ao mineral.
Por isso, é necessário diferenciar:
Fonte de magnésio: substância utilizada como ingrediente na formulação.
Magnésio elementar: quantidade efetiva do elemento Mg fornecida pelo ingrediente e que pode ser determinada analiticamente.
Essa diferenciação também explica por que dois suplementos podem utilizar quantidades diferentes de matérias-primas e, ainda assim, fornecer quantidades semelhantes de magnésio elementar.
Existem ainda diferenças de solubilidade e biodisponibilidade entre algumas formas de magnésio.
O NIH descreve que formas como citrato, aspartato, lactato e cloreto apresentam, em geral, maior absorção do que algumas formas menos solúveis, como o óxido.
Essas características nutricionais, entretanto, são diferentes da determinação laboratorial do teor total de magnésio presente na amostra
Como é realizada a análise de magnésio em suplementos?
O procedimento analítico depende das características da amostra e do método adotado pelo laboratório.
Em uma abordagem instrumental, a amostra é inicialmente preparada e homogeneizada para que a porção utilizada no ensaio seja representativa do produto.
Dependendo da matriz, pode ser necessária uma etapa de digestão ou mineralização para colocar o magnésio em uma forma adequada para medição.
Posteriormente, o elemento pode ser quantificado por técnicas instrumentais apropriadas.
Entre as técnicas utilizadas para determinação de minerais estão, por exemplo:
Espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES): permite determinar elementos minerais a partir da emissão característica produzida no plasma.
Espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS): técnica de elevada sensibilidade, especialmente útil para análises multielementares e concentrações reduzidas.
Espectrometria de absorção atômica (AAS): outra técnica tradicionalmente empregada na determinação quantitativa de elementos minerais.
A escolha do procedimento depende da matriz, concentração esperada, faixa de trabalho, finalidade do ensaio e método validado ou verificado pelo laboratório.
É importante destacar que determinar magnésio total não significa necessariamente identificar qual forma química de magnésio está presente no produto.
Um resultado de magnésio obtido por uma técnica elementar informa a quantidade do elemento Mg.
A confirmação específica de determinadas estruturas químicas pode exigir técnicas e estratégias analíticas diferentes.
Quais suplementos podem ser analisados?
A análise pode ser aplicada a diversas formulações contendo magnésio, incluindo produtos formulados com:
citrato de magnésio;
óxido de magnésio;
cloreto de magnésio;
malato de magnésio;
bisglicinato ou glicinato de magnésio;
taurato de magnésio;
lactato de magnésio;
aspartato de magnésio;
misturas de diferentes fontes;
suplementos multivitamínicos e multiminerais.
Antes da análise, é importante conhecer a matriz, a apresentação comercial e a finalidade do ensaio.
Essas informações auxiliam na escolha da preparação da amostra, faixa analítica e expressão do resultado.
Controle de qualidade e legislação de suplementos
No Brasil, os suplementos alimentares estão sujeitos a requisitos sanitários e de composição estabelecidos pela Anvisa.
Além da RDC nº 243/2018 e da IN nº 28/2018 e suas atualizações, o modelo de regularização dos alimentos foi alterado pela RDC nº 843/2024 e pela IN nº 281/2024.
Desde setembro de 2024, essas normas estabeleceram os procedimentos de registro, notificação e comunicação aplicáveis às diferentes categorias de alimentos. Para suplementos alimentares, a Anvisa passou a exigir notificação.
O período de transição aplicável a suplementos que haviam sido comunicados anteriormente à Vigilância Sanitária local chegou ao fim em 1º de setembro de 2026, e a Anvisa informou que a notificação é obrigatória para a manutenção da regularização sanitária desses produtos.
Além disso, não é permitido simplesmente utilizar qualquer composto como fonte de magnésio.
Os constituintes utilizados em suplementos devem estar entre aqueles autorizados pela Anvisa e atender às respectivas condições de uso.
A Agência mantém uma ferramenta atualizada para consulta das fontes permitidas, limites aplicáveis, população autorizada e demais requisitos.
Portanto, a avaliação de um suplemento deve considerar tanto os resultados laboratoriais quanto sua composição, público-alvo, recomendação de consumo e enquadramento regulatório.
A importância de um laboratório especializado
A qualidade de um resultado não depende apenas do equipamento utilizado. Todas as etapas do processo analítico podem influenciar a confiabilidade da medição.
Homogeneização, pesagem, preparação da amostra, controle de contaminações, calibração, utilização de materiais de referência, avaliação da faixa de trabalho e controles analíticos fazem parte de uma análise tecnicamente consistente.
Em suplementos minerais, esse cuidado é especialmente importante porque diferentes formulações podem apresentar concentrações muito distintas e matrizes complexas.
Ao contratar a análise de magnésio em suplemento, é recomendável fornecer ao laboratório informações como apresentação do produto, composição declarada, fonte de magnésio utilizada, quantidade esperada, tamanho da porção e objetivo da análise.
Esses dados ajudam na correta avaliação da amostra e na emissão de resultados adequados à finalidade pretendida.
Conclusão
A análise de magnésio em suplementos é uma ferramenta importante para o controle de qualidade de matérias-primas e produtos acabados.
Por meio da determinação quantitativa do mineral, é possível conhecer o teor real de magnésio presente na amostra, acompanhar a padronização dos lotes e comparar os resultados obtidos com as especificações do produto.
Esse controle ganha ainda mais importância diante da variedade de fontes disponíveis, como citrato, óxido, malato, glicinato e outras formas de magnésio.
Nosso laboratório realiza análise de magnésio em suplementos, oferecendo suporte técnico desde a avaliação da amostra até a interpretação e emissão dos resultados.
O serviço pode atender fabricantes de suplementos, indústrias de alimentos, desenvolvedores de produtos, distribuidores e empresas que necessitam verificar a composição de suas formulações.
Entre em contato com nossa equipe para solicitar uma cotação para análise de magnésio em suplementos e verificar as condições de envio, quantidade necessária de amostra e informações técnicas para realização do ensaio.
A Importância de Escolher o Lab2bio
Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises laboratoriais.
Empresas do setor alimentício, indústrias farmacêuticas, laboratórios e outros segmentos confiam no Lab2bio para garantir a segurança e qualidade da água utilizada em suas atividades.
Evitar riscos de contaminação é um compromisso com a saúde de seus clientes e com a longevidade do seu negócio. Investir em análises periódicas é um diferencial que fortalece sua reputação e evita prejuízos futuro.
Para saber mais sobre Análise de Alimento com o Laboratório LAB2BIO - Análises de Ar, Água, Alimentos, Swab e Efluentes ligue para (11) 91138-3253 (WhatsApp) ou (11) 2443-3786 ou clique aqui e solicite seu orçamento.
FAQ – Perguntas frequentes sobre análise de magnésio em suplementos
1. O que a análise de magnésio determina?
O ensaio determina quantitativamente a concentração do elemento magnésio presente na amostra. Dependendo da finalidade, o resultado pode ser apresentado em diferentes unidades ou convertido para a quantidade correspondente à porção ou unidade do produto.
2. Magnésio elementar é a mesma coisa que citrato de magnésio?
Não. O citrato de magnésio é um composto que contém magnésio. Somente uma fração de sua massa corresponde ao elemento Mg. Por isso, é necessário diferenciar a quantidade da matéria-prima adicionada da quantidade efetiva de magnésio fornecida.
3. É possível analisar magnésio em cápsulas e produtos em pó?
Sim. A determinação pode ser realizada em diferentes apresentações de suplementos, como pós, cápsulas, comprimidos e produtos líquidos, desde que seja utilizado um procedimento adequado à matriz.
4. A análise identifica se o magnésio é citrato, malato ou glicinato?
Uma determinação elementar de magnésio, como aquela realizada por ICP-OES, informa principalmente a quantidade total do elemento Mg. A identificação ou confirmação da forma química específica pode exigir uma abordagem analítica distinta.
5. É possível comparar o resultado da análise com o rótulo?
Sim. O resultado analítico pode ser utilizado para avaliar a quantidade de magnésio encontrada em relação ao teor declarado ou à especificação interna do fabricante. A interpretação deve considerar a unidade, porção recomendada, formulação e critérios regulatórios aplicáveis.
6. Qual método pode ser utilizado para analisar magnésio?
Técnicas instrumentais como ICP-OES, ICP-MS e espectrometria de absorção atômica podem ser utilizadas na determinação de minerais. A metodologia mais adequada depende da matriz, concentração esperada e procedimento estabelecido pelo laboratório.
7. A análise de magnésio é importante para fabricantes de suplementos?
Sim. O ensaio pode fazer parte do controle de matéria-prima, desenvolvimento de produtos, liberação de lotes, estudos de estabilidade e investigação de desvios, além de fornecer evidências analíticas sobre a composição do suplemento.





Comentários