top of page

Análise de Tiram na Água: importância, riscos e controle da qualidade

3 de set. de 2022
8 min de leitura

Introdução


A qualidade da água é um dos principais fatores relacionados à proteção da saúde humana e à preservação dos recursos hídricos.


Embora parâmetros como pH, turbidez, cor e presença de microrganismos sejam amplamente conhecidos, a avaliação da água também pode envolver a investigação de substâncias químicas presentes em concentrações muito baixas, como os agrotóxicos.


Entre esses compostos está o Tiram, ingrediente ativo utilizado principalmente como fungicida.


A presença dessa substância em recursos hídricos pode estar relacionada às atividades agrícolas e ao transporte de contaminantes presentes no solo para águas superficiais ou subterrâneas.


Por isso, a análise de Tiram na água é uma ferramenta importante para o monitoramento da qualidade hídrica, especialmente em regiões agrícolas, sistemas de abastecimento que utilizam mananciais vulneráveis e fontes alternativas, como poços e nascentes.



O que é o Tiram?


O Tiram, também conhecido como Thiram, é um composto pertencente ao grupo dos ditiocarbamatos e possui o número CAS 137-26-8.


Trata-se de um ingrediente ativo com ação fungicida, utilizado em determinadas aplicações agrícolas, incluindo o tratamento de sementes.


No Brasil, o Tiram passou por processo de reavaliação toxicológica pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Em 2019, a agência concluiu pela manutenção do registro com restrições, incluindo a proibição do uso do produto na forma de pó para tratamento de sementes diretamente nas propriedades agrícolas.


Apesar de sua aplicação estar relacionada principalmente ao setor agrícola, o interesse ambiental pelo composto está associado à possibilidade de sua ocorrência em diferentes compartimentos ambientais.


Quando um agrotóxico é aplicado em uma determinada área, parte da substância pode permanecer no solo e, dependendo das condições ambientais, alcançar corpos d'água por processos como escoamento superficial, erosão ou transporte através do perfil do solo.


Isso não significa que toda aplicação agrícola resulte necessariamente em contaminação da água.


A ocorrência depende de diversos fatores, como características do solo, condições climáticas, proximidade de cursos d'água, práticas agrícolas, quantidade utilizada e comportamento do composto no ambiente.



Por que realizar a análise de Tiram na água?


A análise de Tiram na água permite verificar se esse composto está presente na amostra e, quando detectado, determinar sua concentração.


Essa informação é importante porque a simples avaliação visual da água não permite identificar a presença de muitos contaminantes químicos.


Uma água pode apresentar aparência límpida, ausência de odor perceptível e ainda conter substâncias químicas em concentrações que precisam ser avaliadas por métodos laboratoriais específicos.


No caso da água destinada ao consumo humano, o monitoramento de agrotóxicos faz parte da avaliação da qualidade e da segurança da água.


A regulamentação brasileira estabelece parâmetros específicos para substâncias químicas que representam risco à saúde.


A Portaria GM/MS nº 888/2021, que atualizou o padrão de potabilidade brasileiro, inclui o Tiram entre os agrotóxicos e metabólitos considerados no controle da qualidade da água.


O valor máximo permitido estabelecido para o Tiram é de 6 µg/L, equivalente a 0,006 mg/L.


O próprio Ministério da Saúde apresenta a base utilizada para a definição desse valor, considerando dados toxicológicos e parâmetros de exposição.


Assim, a análise laboratorial não serve apenas para identificar uma possível contaminação.


Ela também possibilita comparar o resultado obtido com o parâmetro regulatório aplicável à matriz e à finalidade da água analisada.



Como o Tiram pode chegar à água?


A presença de Tiram em uma fonte de água pode estar associada principalmente a atividades que envolvem o uso de produtos fitossanitários.


Em áreas agrícolas, por exemplo, determinadas condições podem favorecer o transporte de resíduos para ambientes aquáticos.


Chuvas intensas após a aplicação de produtos podem contribuir para o escoamento superficial, enquanto determinadas características do solo podem favorecer a movimentação de compostos para camadas mais profundas.


Entre as possíveis vias de transporte estão:

  • escoamento superficial de áreas agrícolas;

  • transporte de partículas de solo;

  • drenagem de áreas cultivadas;

  • movimentação de contaminantes através do solo;

  • influência de práticas inadequadas de aplicação;

  • proximidade entre áreas agrícolas e mananciais;

  • eventos de chuva e outras condições ambientais.


A avaliação de uma fonte específica, portanto, deve considerar o contexto de uso e ocupação do solo e as características do local de coleta.


A análise também pode ser utilizada de maneira preventiva. Em vez de esperar que exista uma suspeita de contaminação, o monitoramento periódico permite acompanhar a qualidade da água ao longo do tempo e identificar alterações que possam exigir investigação.


Análise de Tiram na água e padrão de potabilidade


Para a água destinada ao consumo humano, a legislação brasileira estabelece critérios específicos de qualidade.


A norma de potabilidade é aplicável a diferentes formas de abastecimento, incluindo sistemas de abastecimento de água, soluções alternativas coletivas e individuais e fornecimento por carro-pipa. Dentro desse contexto, o Tiram possui VMP de 6 µg/L.


É importante destacar que o resultado de uma análise deve sempre ser interpretado considerando a finalidade da água, a legislação aplicável e o método analítico utilizado.


Um resultado laboratorial não deve ser avaliado isoladamente, especialmente quando se trata de uma investigação ambiental ou de controle de potabilidade.


Além disso, a legislação pode ser atualizada. Por isso, empresas, responsáveis técnicos e gestores de sistemas de abastecimento devem utilizar a versão vigente das normas no momento da avaliação.



Como é realizada a análise de Tiram na água?


A determinação de Tiram exige procedimentos laboratoriais capazes de identificar concentrações relativamente baixas do composto.


A escolha da metodologia depende da matriz analisada, do objetivo do ensaio, do limite de quantificação necessário e do escopo de validação do laboratório.


Existem métodos analíticos descritos para a determinação de Tiram em água. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), por exemplo, disponibiliza um método para Tiram em água utilizando cromatografia líquida de alta eficiência com detector de condutividade eletrolítica (HPLC/ELCD), com limite de quantificação reportado de 0,1 µg/L.


A EPA também apresenta outro método baseado em cromatografia gasosa com detector fotométrico de chama (GC/FPD).


Na prática laboratorial, a determinação de resíduos de agrotóxicos exige atenção desde a coleta até a emissão do resultado.


A preparação e conservação da amostra, o controle de qualidade analítico, os padrões utilizados e o limite de quantificação são elementos importantes para garantir que o resultado seja tecnicamente adequado ao objetivo da análise.


Por esse motivo, a contratação de um laboratório especializado é fundamental quando o resultado será utilizado para controle de qualidade, investigação ambiental, atendimento a requisitos legais ou tomada de decisões relacionadas ao tratamento da água.



O que significa encontrar Tiram na água?


A detecção de Tiram não deve ser interpretada automaticamente como sinônimo de que a água está imprópria para qualquer finalidade.


É necessário observar qual foi a concentração encontrada, qual é a finalidade da água e qual legislação ou referência técnica deve ser utilizada.


Para água destinada ao consumo humano, o resultado pode ser comparado ao VMP estabelecido pela legislação brasileira. Como referência, o padrão de potabilidade estabelece 6 µg/L para o Tiram.


Também é importante diferenciar limite de detecção (LD) de limite de quantificação (LQ).


O LD está relacionado à capacidade do método de indicar a presença do analito em determinada condição, enquanto o LQ corresponde à menor concentração que pode ser quantificada com desempenho analítico definido.


Essa distinção é particularmente importante quando se trabalha com contaminantes que podem estar presentes em concentrações muito baixas.



Quando solicitar a análise de Tiram na água?


A análise pode ser recomendada em diferentes situações, especialmente quando existe possibilidade de influência de atividades agrícolas sobre a fonte de abastecimento.


Entre os exemplos estão:

  • água de poços localizados em áreas rurais;

  • água de nascentes;

  • mananciais superficiais;

  • água utilizada para abastecimento humano;

  • monitoramento ambiental;

  • investigação de suspeitas de contaminação;

  • acompanhamento de áreas agrícolas próximas a recursos hídricos;

  • programas de controle da qualidade da água;

  • avaliação de fontes alternativas de abastecimento.


A periodicidade das análises deve ser definida de acordo com o objetivo do monitoramento, características da fonte, histórico dos resultados e requisitos legais ou técnicos aplicáveis.



Por que contar com um laboratório especializado?


A confiabilidade de uma análise química depende de muito mais do que o equipamento utilizado.


A coleta adequada, a identificação da amostra, as condições de armazenamento e transporte, a preparação laboratorial e os controles de qualidade fazem parte de uma cadeia que influencia diretamente o resultado final.


Em análises de resíduos de agrotóxicos, essa atenção é ainda mais importante porque as concentrações avaliadas podem estar na faixa de microgramas por litro.


Um laboratório especializado deve trabalhar com procedimentos analíticos adequados ao objetivo do ensaio e apresentar resultados acompanhados das informações técnicas necessárias para sua correta interpretação.



Análise de Tiram na água em laboratório


Para empresas, produtores rurais, responsáveis por sistemas de abastecimento, gestores ambientais e demais interessados em conhecer a qualidade de uma fonte hídrica, a análise de Tiram na água oferece uma forma objetiva de investigar a presença desse agrotóxico.


A realização do ensaio em laboratório permite obter dados quantitativos e utilizar essas informações como parte de programas de monitoramento, controle de qualidade ou investigação ambiental.


Se existe uma suspeita de contaminação ou se a água está localizada próxima a áreas com atividade agrícola, realizar uma avaliação laboratorial pode ser uma etapa importante para compreender a qualidade da fonte.



Conclusão


A análise de Tiram na água é uma importante ferramenta para o monitoramento de contaminantes químicos em recursos hídricos e sistemas de abastecimento.


O Tiram é um fungicida utilizado na agricultura e, devido à possibilidade de transporte de resíduos para o ambiente, sua investigação pode fazer parte de programas de controle da qualidade da água, principalmente em regiões com influência agrícola.


No Brasil, o Tiram está contemplado no padrão de potabilidade e possui Valor Máximo Permitido de 6 µg/L para água destinada ao consumo humano.


A análise laboratorial permite transformar uma suspeita ou necessidade de monitoramento em um dado objetivo, contribuindo para decisões mais seguras e tecnicamente fundamentadas.


Para obter resultados confiáveis, é essencial utilizar procedimentos de coleta, conservação e análise compatíveis com o composto investigado e com a finalidade do ensaio.



A Importância de Escolher o Lab2bio


Com anos de experiência no mercado, o Lab2bio possui um histórico comprovado de sucesso em análises laboratoriais.


Empresas do setor alimentício, indústrias farmacêuticas, laboratórios e outros segmentos confiam no Lab2bio para garantir a segurança e qualidade da água utilizada em suas atividades.


Evitar riscos de contaminação é um compromisso com a saúde de seus clientes e com a longevidade do seu negócio. Investir em análises periódicas é um diferencial que fortalece sua reputação e evita prejuízos futuro.


Para saber mais sobre Análise de Água com o Laboratório LAB2BIO - Análises de Ar, Água, Alimentos, Swab e Efluentes ligue para (11) 91138-3253 (WhatsApp) ou (11) 2443-3786 ou clique aqui e solicite seu orçamento.


Perguntas frequentes sobre análise de Tiram na água


1. O que é Tiram?

O Tiram é um ingrediente ativo de ação fungicida utilizado em determinadas aplicações agrícolas. Seu número CAS é 137-26-8. No Brasil, seu registro foi mantido com restrições após processo de reavaliação toxicológica.


2. O Tiram pode contaminar a água?

Dependendo das condições ambientais e das características do local, resíduos de agrotóxicos podem alcançar recursos hídricos por diferentes mecanismos de transporte. A ocorrência efetiva deve ser verificada por análise laboratorial.


3. Qual é o limite de Tiram permitido na água potável?

O padrão brasileiro de potabilidade estabelece 6 µg/L como Valor Máximo Permitido para Tiram.


4. A análise de Tiram identifica somente esse agrotóxico?

Depende do escopo contratado. É possível solicitar a determinação específica de Tiram ou, conforme a metodologia e o serviço disponível, realizar análises que contemplem diversos agrotóxicos simultaneamente.


5. Água de poço pode ser analisada para Tiram?

Sim. A água de poço pode ser submetida à análise para investigação da presença de Tiram e outros contaminantes químicos, especialmente quando a fonte está localizada em regiões com atividade agrícola.


6. Como saber se preciso analisar Tiram na minha água?

A necessidade pode estar relacionada à localização da fonte, às atividades desenvolvidas nas proximidades, ao histórico de qualidade da água e ao objetivo do monitoramento. Um laboratório pode orientar sobre o conjunto de parâmetros mais adequado para cada situação.


7. A análise de Tiram é importante mesmo quando a água parece limpa?

Sim. A aparência da água não permite identificar a presença de muitos contaminantes químicos. Substâncias como agrotóxicos podem estar presentes em concentrações muito baixas e, por isso, precisam ser investigadas por métodos laboratoriais específicos.



 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.

Solicite sua Análise

Entre em contato com o nosso time técnico para fazer uma cotação

whatsapp.png

WhatsApp

yrr-removebg-preview_edited.png
58DD365B-BBCA-4AB3-A605-C66138340AA2.PNG

Telefone Matriz
(11) 2443-3786

Unidade - SP - Matriz

Rua Quinze de Novembro, 85  

Sala 113 e 123 - Centro

Guarulhos, SP - 07011-030

(11) 91138-3253

(11) 2443-3786

Termos de Uso

Sobre Nós

Reconhecimentos

Fale Conosco

Unidade - Minas Gerais

Rua São Mateus, 236 - Sala 401

São Mateus, Juiz de Fora - MG, 36025-000

(11) 91138-3253

(11) 2443-3786

Unidade - Espírito Santo

Rua Ebenezer Francisco Barbosa, 06  Santa Mônica - Vila Velha, ES      29105-210

(11) 91138-3253

(11) 2443-3786

© 2026 por Lab2Bio - Grupo JND Soluções - Desenvolvido por InfoWeb Solutions

bottom of page